Postado em: 12 de fevereiro de 2026 | Por: Ezequiel Neves

Daniel Vorcaro confirma depoimentos na CPMI do INSS e no Senado após o Carnaval

 Por Ezequiel Neves 


A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, confirmou oficialmente que o empresário comparecerá aos depoimentos agendados para o final de fevereiro. A decisão ocorre em um momento de alta tensão política, logo após a Polícia Federal identificar menções ao ministro do STF, Dias Toffoli, em dispositivos do banqueiro.

​Datas Confirmadas

​Vorcaro cumprirá uma agenda dupla no Congresso Nacional:

  • 24 de Fevereiro: Depoimento na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.
  • 26 de Fevereiro: Depoimento na CPMI do INSS.

​Estratégia da Defesa: Entre o Silêncio e a Transparência

​Embora o advogado Pierpaolo Bottini tenha indicado inicialmente uma reavaliação sobre a ida à CPMI, a petição protocolada nesta quinta-feira (12/2) ratifica a presença do banqueiro.

​Na CPMI do INSS, Vorcaro comparecerá na condição de investigado. Isso garante a ele o direito constitucional de permanecer em silêncio caso seja questionado sobre temas que possam incriminá-lo.

​Por outro lado, o advogado Roberto Podval adotou um tom mais direto em declaração à coluna:

​“Não há nada a esconder”, afirmou Podval, reforçando que a ida à CAE no dia 24 está mantida integralmente.


​O Contexto das Investigações da PF

​A confirmação dos depoimentos ganha urgência após as revelações de que mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro citavam o ministro Dias Toffoli. O envolvimento de nomes do alto escalão do Judiciário aumentou a pressão sobre as comissões parlamentares para ouvir o dono do Banco Master o quanto antes.

Lula se reúne com Paulo Gonet em meio à crise envolvendo Toffoli e Banco Master

 Por Ezequiel Neves 


Na manhã desta quinta-feira (12/02), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o procurador-geral da República, Paulo Gonet, no Palácio do Planalto. Embora o encontro não constasse na agenda oficial, o diálogo ocorre em um momento de alta voltagem política e jurídica em Brasília.

​Pauta central: Bets e Instituições Financeiras

​Segundo interlocutores do governo, o foco principal da conversa foi o avanço das investigações sobre o setor de casas de aposta (bets) e instituições financeiras. Lula tem enfatizado a necessidade de um "máximo rigor técnico" nas apurações, visando a regulamentação e a transparência do setor no Brasil.

​O "Fator Toffoli" e o Banco Master

​A reunião acontece simultaneamente a um desdobramento crítico no Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente da Corte, ministro Edson Fachin, encaminhou à PGR o relatório da Polícia Federal com mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O que está em jogo: As mensagens mencionam o ministro Dias Toffoli, que é o relator do caso envolvendo o banco no STF. Fachin enviou o material juntamente com a defesa de Toffoli quanto ao pedido de suspeição que tramita na Corte.


​O que esperar da PGR?

​Com o relatório da PF em mãos, cabe agora à Procuradoria-Geral da República analisar o conteúdo. Paulo Gonet tem as seguintes opções:

  • ​Dar ciência do conteúdo;
  • ​Solicitar novas diligências;
  • ​Apresentar uma manifestação formal sobre a conduta dos envolvidos.

​Apesar da coincidência de datas, o Palácio do Planalto não confirmou se a situação específica de Toffoli foi debatida entre Lula e Gonet. O encontro já estaria aprazado desde a abertura do Ano Judiciário, reforçando a interlocução direta entre o Executivo e o Ministério Público Federal.

Lei Rodrigo Castanheira: Damares propõe penas rígidas para crimes contra menores

 




Por Ezequiel Neves 


A proteção de crianças e adolescentes voltou ao centro do debate legislativo nesta quinta-feira (12/2). A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) apresentou oficialmente o Projeto de Lei 555/2026, que visa endurecer significativamente as punições para crimes de homicídio e lesão corporal cometidos contra menores de 18 anos.

​O projeto foi batizado de Lei Rodrigo Castanheira, em homenagem ao jovem de 16 anos que perdeu a vida após ser agredido em um caso que gerou grande comoção pública.

​O que muda no Código Penal?

​A proposta legislativa sugere alterações estratégicas no Código Penal para garantir que crimes contra vulneráveis não sejam tratados com brandura. Confira os principais pontos:

  • Homicídio Qualificado: O assassinato de crianças ou adolescentes passaria a ser classificado como homicídio qualificado.
  • Aumento de Pena: Com a mudança, a pena base, que atualmente é de 6 a 20 anos, subiria para 12 a 30 anos de reclusão.
  • Agravantes Específicas: Inclusão de novas causas de aumento de pena quando a vítima estiver em condição peculiar de desenvolvimento.
  • ​“Esta proposição busca fortalecer os mecanismos de proteção integral, contribuindo para a prevenção da violência e para a efetiva salvaguarda de pessoas em condição peculiar de desenvolvimento”, afirmou a senadora Damares Alves.


    ​O Caso Rodrigo Castanheira

    ​A iniciativa da senadora surgiu após diálogo com a família de Rodrigo Castanheira. O adolescente de 16 anos faleceu em decorrência de agressões desferidas pelo piloto Pedro Turra.

    ​Nesta quarta-feira (11/2), o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) denunciou formalmente Pedro Turra por homicídio doloso (quando há intenção de matar) por motivo fútil. Segundo a denúncia:

    1. ​O agressor agiu de forma livre e consciente.
    2. ​Assumiu o risco de morte ao desferir reiterados socos contra a vítima.
    3. ​O laudo cadavérico confirmou que as lesões foram a causa direta do óbito do jovem.

    ​Por que a mudança é necessária?

    ​O PL 555/2026 foca na vulnerabilidade. Ao elevar a categoria do crime para homicídio qualificado, o legislativo envia uma mensagem clara de tolerância zero à violência infantojuvenil, equiparando a gravidade do ato à proteção especial que a Constituição Federal exige para essa faixa etária.

Extradição de Carla Zambelli: Justiça da Itália define prazo para decisão final




Por Ezequiel Neves 


​A expectativa em torno do futuro jurídico da ex-deputada federal Carla Zambelli ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (12/2). A Corte de Apelação de Roma encerrou o julgamento do pedido de extradição enviado pelo governo brasileiro e estabeleceu um prazo final: a decisão será anunciada até a próxima quarta-feira, 18 de fevereiro.

​O que aconteceu no julgamento em Roma?

​Durante a sessão na capital italiana, os magistrados ouviram os argumentos das duas partes envolvidas:

  • Defesa de Zambelli: Busca evitar o retorno da ex-parlamentar ao Brasil.
  • Advocacia-Geral da União (AGU): Representada pelo advogado Alessandro Gentiloni, que atua para viabilizar a extradição.

​A ex-parlamentar, conhecida por ser uma das principais aliadas do ex-presidente Jair Bolsonaro, está presa desde julho de 2025 na penitenciária feminina de Rebibbia, em Roma.

​Os possíveis cenários

​A Corte de Apelação tem três caminhos principais para a próxima quarta-feira:

  1. Autorizar a extradição: Dando sinal verde para o retorno ao Brasil.
  2. Negar o pedido: Mantendo a ex-deputada em solo italiano (ou em liberdade, dependendo das condições).
  3. Solicitar novos documentos: Adiar a decisão final para análise de provas complementares.
  4. Bastidores: Fontes jurídicas ligadas à ré indicaram que há "pouca esperança" de que o pedido de extradição seja negado pela justiça italiana nesta fase.


    ​Próximos Passos e Recursos

    ​Mesmo com a decisão da próxima semana, o processo pode não terminar imediatamente. A defesa já confirmou que, em caso de derrota, recorrerá à Corte Suprema di Cassazione, a última instância do Judiciário na Itália. Por outro lado, o Ministério Público italiano também deve recorrer caso a extradição seja rejeitada

Defesa de Bolsonaro alega "risco de morte" e reforça pedido de prisão domiciliar ao STF

 



Por Ezequiel Neves 


​A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou, nesta quarta-feira (11), um novo pedido junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o ex-mandatário migre para o regime de prisão domiciliar. O argumento central da petição é o suposto quadro de saúde fragilizado de Bolsonaro, que correria "risco de morte" caso permaneça no complexo penitenciário conhecido como Papudinha.

Argumentos da Defesa e o Parecer Médico

​O documento, endereçado ao ministro Alexandre de Moraes, sustenta que as condições do sistema prisional são incompatíveis com o atual estado clínico do ex-presidente. A fundamentação técnica baseia-se em um parecer assinado por Cláudio Birolini, médico particular de Bolsonaro.

​Segundo a defesa, o ambiente carcerário é marcado pela "precariedade" e potencializa complicações graves. O relatório médico citado no pedido elenca uma série de riscos agudos:

  • Complicações respiratórias: Pneumonia aspirativa e insuficiência respiratória.
  • Problemas cardiovasculares: Crises hipertensivas, arritmias e eventos tromboembólicos.
  • Riscos físicos: Novos traumatismos cranioencefálicos.
  • Desfecho fatal: O texto menciona explicitamente o perigo de "morte súbita" devido à impossibilidade de atendimento imediato e especializado.
  • "O parecer técnico é categórico ao afirmar que o ambiente de custódia carcerária eleva, de maneira concreta, o risco de descompensação aguda", destaca um trecho da petição.


    Próximos Passos no STF

    ​Até o momento, o ministro Alexandre de Moraes não proferiu decisão sobre este novo requerimento. O STF deve analisar se as provas médicas apresentadas são suficientes para justificar a conversão da pena para o regime domiciliar, medida que costuma ser concedida apenas em casos de debilidade extrema comprovada por perícia oficial.

Crise no SAMU de São Luís: Dr. Yglésio denuncia descaso e cobra providências de Eduardo Braide




Por Ezequiel Neves 


O Colapso da Saúde de Urgência em São Luís

​O cenário da saúde pública em São Luís sofreu um duro golpe nas denúncias apresentadas recentemente pelo deputado estadual Dr. Yglésio. Munido de dados técnicos e relatos diretos de profissionais da linha de frente, o parlamentar subiu à tribuna da Assembleia Legislativa para denunciar o estado crítico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

​A crítica central recai sobre a gestão do prefeito Eduardo Braide, acusada de omissão diante de um serviço que, literalmente, salva vidas, mas que hoje opera em condições mínimas.

​Frota Reduzida: O Risco de Morte à Espera de Socorro

​Um dos pontos mais alarmantes levantados por Yglésio é a drástica redução da frota de ambulâncias nas ruas da capital. Segundo o deputado, o déficit compromete diretamente o tempo de resposta em casos graves.

​“Hoje, o SAMU de São Luís, que deveria contar com 12 ambulâncias básicas, só tem no máximo seis rodando. Às vezes, fica com três ambulâncias rodando”, alertou Dr. Yglésio.


​Desvalorização Profissional: Salários e Condições Precárias

​Além da falta de veículos, a denúncia expõe o descaso com quem faz o serviço acontecer. Os valores pagos por plantões extras foram classificados como "míseros" e defasados há anos.


Categoria Profissional

Valor Denunciado (Plantão Extra)

Enfermagem

R$ 187,50

Técnico de Enfermagem

R$ 100,00



O deputado destacou ainda que médicos e outros profissionais enfrentam o estresse da profissão sem o apoio logístico básico, incluindo a falta de higiene adequada nos locais de descanso (camas) durante os plantões.

​O Apelo à Gestão Municipal

​Durante seu discurso, Dr. Yglésio chegou a dirigir a palavra ao colega parlamentar Fernando Braide, irmão do prefeito, solicitando que a mensagem chegasse ao Executivo Municipal.

​“Se ele sabe disso, está sendo conivente; se ele não sabe, precisa ser alertado, porque, enquanto o SAMU afunda, pacientes estão morrendo.”


​A conclusão do parlamentar é severa: uma capital do porte de São Luís não pode falhar no básico. A falha no transporte de urgência é, em última análise, uma falha com a vida.

​O que o Deputado cobra da Prefeitura?

  1. Recuperação da Frota: Colocar as 12 ambulâncias básicas previstas em pleno funcionamento.
  2. Reajuste Salarial: Pagamento digno e atualização dos valores de plantão extra para todas as categorias.
  3. Dignidade no Trabalho: Melhores condições de repouso e higiene para os profissionais.

Justiça determina bloqueio de R$ 24 milhões em bens de ex-prefeito de Olho d’Água das Cunhãs




Por Ezequiel Neves 


A Vara Única de Olho d’Água das Cunhãs proferiu uma decisão de impacto nas contas públicas da região. A juíza Talita de Castro Barreto determinou a indisponibilidade de bens do ex-prefeito Glauber Azevedo no valor de R$ 24.236.720,44.

​A medida atende a uma Ação Civil de Improbidade Administrativa ajuizada pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA).

O que motivou a decisão?

​Segundo o Ministério Público, o ex-gestor autorizou a contratação de despesas sem a devida disponibilidade financeira nos dois últimos quadrimestres de seu mandato. Essa prática fere diretamente a responsabilidade na gestão fiscal.

​Dados do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) revelam que o município encerrou o exercício de 2024 com um déficit orçamentário superior a R$ 24 milhões.

Impacto Real: A situação financeira crítica levou a atual gestão a declarar estado de calamidade financeira (Decreto nº 124/2025), devido a atrasos em salários, dívidas com fornecedores e riscos à continuidade de serviços essenciais.


Gestão Fiscal Temerária

​Na decisão, a magistrada destacou que existem fortes indícios de que o ex-prefeito permitiu que as despesas superassem as receitas de forma significativa, mesmo ciente das limitações da Lei Orçamentária Anual (LOA).

​O bloqueio de bens abrange:

  • Contas bancárias do ex-prefeito;
  • Bens imóveis;
  • Restrição de transferência de veículos.

Garantia de Ressarcimento

​A juíza pontuou que o elevado valor do prejuízo ao erário e o fato de o requerido não ocupar mais cargo público justificam a medida cautelar. O objetivo principal é evitar a dilapidação do patrimônio e garantir que, caso condenado, os cofres públicos sejam devidamente ressarcidos.

​O processo continua em tramitação e o ex-gestor terá o direito à ampla defesa garantido pela Justiça.