Por Ezequiel Neves
A repercussão do Caso Orelha tomou novos rumos jurídicos com o foco voltado para a proteção da imagem e da integridade de menores de 18 anos. Recentemente, a Justiça concedeu uma decisão liminar determinante: a remoção imediata de postagens que expõem adolescentes envolvidos ou citados no inquérito.
A Decisão Judicial e as Penalidades
Para garantir o cumprimento da ordem, o magistrado estabeleceu medidas financeiras severas contra as plataformas digitais:
- Multa Diária: R$ 200 mil em caso de descumprimento.
- Teto da Penalidade: Até R$ 5 milhões.
Segundo o advogado Rodrigo Duarte da Silva, que lidera a defesa dos jovens, uma nova decisão já foi emitida pelo juiz, uma vez que a medida inicial não estaria sendo devidamente acatada pelas redes sociais.
O que diz o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)?
A base jurídica para a ação é o ECA, que proíbe estritamente a identificação e exposição de menores de idade em contextos de atos infracionais ou investigações policiais. O objetivo é evitar o linchamento virtual e preservar o futuro desses jovens, independentemente da conclusão das investigações.
Defesa contesta indiciamento e exposição indevida
O Dr. Rodrigo Duarte da Silva atua em diferentes frentes dentro do caso:
- Vítimas de Exposição Indevida: Defende um adolescente que já teve o nome formalmente descartado pela polícia, além de sua irmã, que sofreu exposição nas redes sociais apenas pelo vínculo familiar.
- Contestação do Inquérito: Representa o jovem apontado pela Polícia Civil como autor do crime. A defesa sustenta que o adolescente foi "indevidamente indiciado" e nega a autoria dos atos descritos no inquérito policial.
"A exposição na internet gera danos muitas vezes irreversíveis. A Justiça busca, com essa liminar, frear a disseminação de conteúdos que violam direitos fundamentais garantidos por lei", pontua a defesa.
O desenrolar do Caso Orelha reforça o debate sobre o Direito Digital e a responsabilidade das plataformas em moderar conteúdos que ferem o Estatuto da Criança e do Adolescente. Enquanto o processo segue em tramitação, a prioridade jurídica reside no cumprimento das remoções para conter o impacto da repercussão digital sobre os envolvidos.
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