Postado em: 20 de maio de 2017 | Por: Ezequiel Neves

São José de Ribamar: Luis Fernando assina lei que vai possibilitar a concessão de títulos a milhares de famílias

Prefeito Luis Fernando assina lei que vai possibilitar a concessão de títulos a milhares de famílias ribamarenses
O prefeito de São José de Ribamar, Luis Fernando Silva, acompanhado do Secretário de Agricultura, Adelmo Soares, e do vice-prefeito, Eudes Sampaio, sancionou na manhã desta sexta-feira, dia 19, na sede do Salão da Cultura, a Lei de Regularização Fundiária, beneficiando milhares de moradores ribamarenses. No mesmo ato, o prefeito também assinou o Termo de Cooperação Técnica com a União Federal que vai possibilitar a legalização de casas e imóveis do Terra Livre e Canudos, situados na reserva de Itapiracó.

De acordo com o secretário de regularização fundiária, o advogado Daniel Pereira de Souza, esse não foi apenas um momento histórico, foi também a concretização de um antigo sonho de milhares de famílias ribamarenses.

“O prefeito Luis Fernando, não apenas sanciona a lei como também assina acordo de cooperação com a secretaria do patrimônio público da união, que vai possibilitar que a regularização fundiária pensada e executada pelo prefeito atinja todos os munícipes, todas as regiões. Estamos quebrando a muralha que apartava os cidadãos ribamarenses da realização fundiária ampla e irrestrita”, comemorou.

Para o secretário de estado da agricultura familiar, Adelmo Soares, que participou do ato, a rápida aprovação ocorreu em razão do comprometimento de todos os poderes, “a Câmara fez o seu papel independente, mostrando o seu compromisso com a população e por meio deles, é que são aprovadas as leis. A partir de agora, mãos à obra”, disse.

Com a assinatura do Termo de Cooperação Técnica com a União Federal, principais instrumentos da legalização de terrenos e casas, será possível regularizar cerca de 2 mil famílias do Terra Livre e Canudos, o que para o prefeito Luís Fernando é o início de um grande processo de regularização fundiária no município.

“Demos início a esse processo antes mesmo de ganharmos o pleito, pois foi durante a campanha que por meio do seminário “Planeja”, já tínhamos a proposição de criar a secretaria de regularização fundiária, exatamente para dar celeridade às questões de terras no município”, explicou o prefeito.

Logo que assumimos, já no primeiro dia, continuou, “Criamos a secretaria, e demos posse ao secretário, que deu início ao que hoje já é uma realidade. Somos mais de 200 mil habitantes, e cerca de 60% do território é de área de ocupação, e não é possível, que por mais humilde que seja o cidadão ribamarense, ele tem direito ao seu pedaço de chão, a sua casa”, garantiu o prefeito.

Como meta ainda para este ano, estão previstos a regularização fundiária do Jota Câmara e São Braz-Macaco, este último incluído por meio de parceria firmada com o Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão.

Postado em: 19 de maio de 2017 | Por: Ezequiel Neves

3 profecias sobre a corrupção no Brasil voltam a circular nas redes sociais



Profecias antigas afirmam que Deus abalaria os poderes e tiraria o principado da corrupção

Há três vídeos circulando novamente nas redes sociais relembrando três profecias que falam sobre a corrupção no Brasil.

A primeira delas foi dada por Cindy Jacobs no 14º Congresso de Louvor Diante do Trono, em 2013. A pastora americana foi tomada pelo Espírito para trazer a mensagem de que Deus abalaria o principado da corrupção e da miséria em nosso país.
Traduzida por Ana Paula Valadão, Cindy trouxe a mensagem de Deus:

"Assim diz o Senhor, eu vou abalar o Brasil, mas vocês precisam transformá-lo através dos seus joelhos primeiro", diz parte da profecia. "Assim diz o Senhor, o meu desejo é abater o principado da corrupção e o principado da miséria. Porque eu virei a abalarei tudo o que pode ser abalado", afirmou.
Outro vídeo sobre o mesmo assunto foi entregue pela profetisa Stacey Campbell em Toronto, Canadá, no ano de 2014. Tomada pelo Espírito, a mulher diz:
"E tem um movimento… uma reforma está vindo… E o poder de Deus irá atingir aos lugares mais baixos. Movimentos de justiça irão surgir por todo o mundo…Justiça irá mover em governos corruptos. Brasil, Brasil, se prepare!", diz.
Campbell continua a mensagem dizendo:
"Brasil, Brasil, uma onda da minha santidade e uma onda do meu poder reformador está vindo para a nação do Brasil. E em muitas outras nações também".
O terceiro vídeo com profecia sobre a corrupção mostra uma missionária brasileira, ainda não identificada, que diz: "Deus vai entrar no Senado Federal, Deus vai entrar no poder legislativo, no poder executivo e no poder judiciário. O Brasil vai parar para chorar a morte de alguém", diz. A missionária diz também que a mão de Deus irá "mexer no ninho de satanás".

Fonte: JM Noticia
Assista aqui:

Homem mata ex-mulher a tiros no Parque Amazonas, em Imperatriz


O crime aconteceu na manhã desta sexta-feira, no Parque Amazona.
Andressa de Oliveira Araújo foi assassinada a tiros. - Divulgação /Arquivo Pessoal


IMPERATRIZ – Na manhã desta sexta-feira (19), um assassinato brutal aconteceu em Imperatriz. É que um homem, identificado como Adriano Alves de Oliveira teria matado com quatro tiros, sua ex-mulher, a jovem Andressa de Oliveira Araújo.

O crime aconteceu nas primeiras horas da manhã. E segundo informações dos familiares à polícia, Adriano, separado de Andressa há pelo menos dois meses estava inconformado com a separação e vinha fazendo constantes ameaças. Andressa, inclusive, já tinha registrado Boletim de ocorrência contra ele.

Na manhã de hoje, ele foi à casa de Andressa, com a desculpa de ver os filhos do casal e efetuou dois disparos, que não acertaram a mulher. Ela correu e ele correu atrás, atirando mais duas vezes, que atingiram seu peito. Após cair, o homem efetuou mais dois tiros no rosto da vítima, segundo a polícia. O crime chocou os vizinhos.

Em seguida, o suspeito empreendeu fuga. A equipe de investigação está no local e já estão sendo feitas diligências pela Policia Militar, para prender o suspeito. O corpo da vítima será removido para o Instituto Médico Legal (IML), para os procedimentos legais.


Fonte: imirante.com

Postado em: 18 de maio de 2017 | Por: Ezequiel Neves

Deputado Wellington defende valorização salarial, aumento de efetivo e reforma de delegacias da Policia Civil do Maranhão

Durante audiência pública que aconteceu na Assembleia Legislativa do Maranhão, na tarde da última quarta-feira (17), o deputado estadual Wellington do Curso (PP) esteve atento à pauta de reivindicação de agentes e delegados da Polícia Civil do Maranhão. Além do deputado Wellington, estiveram presentes o presidente da Associação dos Delegados da Polícia Civil, Marconi Lima; o presidente do Sindicato dos Policiais Civis, Elton Jhon; o presidente da Associação de Escrivães, Antonio Soares; além do também deputado estadual Junior Verde (PRB) e do vereador Sá Marques (PHS).
Ao ouvir a pauta de reivindicações, Wellington deixou claro que continuará fazendo a defesa da categoria na Assembleia Legislativa.
“O reconhecimento da importância de um policial se faz sob 03 aspectos. O primeiro deles é valorização salarial. Precisamos incentivar e reconhecer financeiramente que nossos agentes estão no combate à impunidade de crimes. De que adiantaria se os crimes não fossem elucidados? Se não encontrássemos o culpado? O segundo aspecto é sobre o efetivo, que deve ser aumentado. Não podemos sobrecarregar os nossos agentes. E, por fim, e não menos importante, é a concessão de condições para que o agente, o delegado, o escrivão possa desenvolver suas funções. Infelizmente, encontramos delegacias sem quaisquer condições físicas e isso tem que acabar”, pontuou Wellington.
Como um dos encaminhamentos da audiência, será formulado na Assembleia Legislativa um requerimento solicitando informações quanto ao cronograma de reforma de todas as delegacias do Maranhão. A solicitação será encaminhada ao Governador Flávio Dino (PCdoB), que anunciou possuir um “plano estratégico de reforma”.

Deputados repercutem na tribuna denúncias feitas contra o presidente Michel Temer

Deputados repercutem na tribuna denúncias feitas contra o presidente Michel Temer
A crise política provocada pela notícia de que o presidente Michel Temer teria sido gravado dando aval à compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha dominou os discursos da sessão desta quinta-feira (18), no Plenário da Assembleia Legislativa. O primeiro a abordar o assunto na tribuna foi o deputado Bira do Pindaré (PSB), seguido por Othelino Neto (PCdoB), Max Barros (PRP), Zé Inácio (PT) e Wellington do Curso (PP).
Ao proferir seu discurso, o deputado Bira do Pindaré defendeu a realização de eleições diretas para Presidente da República.  “O Brasil viu ruir uma farsa montada nesse País e que foi largamente prenunciada. E agora, mais do que nunca, está comprovado que o impeachment (da presidente Dilma Rousseff) foi um grande erro no Brasil. Aliás, depois da ditadura militar, é o maior erro da nossa história. E agora isso se comprovou. O País está em ruínas, em ruínas. E nós precisamos encontrar uma saída. O senhor Michel Temer, o governo do Michel Temer acabou. Não existe mais, não tem e nunca teve. E agora mesmo que não se sustenta. Nem pelo próprio Congresso que o colocou nesse cargo, não se sustenta mais, esgotou”, afirmou Bira do Pindaré em seu discurso.
O presidente em exercício da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), declarou que o presidente Michel Temer deve ser afastado da Presidência da República: “Não tenho dúvida de que o presidente Temer não tem mais condição de governar o País. Fosse ele sensato, coisa que ele não é, renunciaria imediatamente à Presidência da República. Mas o ato de renunciar ou não é personalíssimo, é algo que só ele vai decidir. Se ele não o fizer, certamente, espero que o Congresso Nacional o faça ou, em menor tempo, em espaço de tempo mais curto, o Tribunal Superior Eleitoral, que já tem razões de sobra, afaste o presidente Michel Temer e, assim, nós possamos começar a nos livrar desse grande problema que entristece e preocupa todos os brasileiros, independente de cor partidária ou de corrente ideológica”, afirmou Othelino Neto em seu pronunciamento.
O deputado Max Barros (PRP), por sua vez, também defendeu o afastamento do presidente Michel Temer da Presidência da República: “O Temer está para cair do Governo, não tem amparo político. Cometeu irregularidades, tem que sair. Agora, querer puxar o passado de corrupção, da maior corrupção do mundo comandada por Lula e por Dilma, é um equívoco. Nós temos que caminhar é para um novo momento e que sejam depuradas todas essas irregularidades. E mesmo que isso leve a piorar a situação do Brasil em termos econômicos, mas nós ganhamos em termos de moral, de ética e de depurar a situação política em nosso País. Se Temer cometeu o crime, que ele saia e pague pelos crimes. Não só ele, mas todos aqueles presidentes e ex-presidentes que cometeram crimes em nosso País”, frisou Max Barros.
Ao ocupar a tribuna, o deputado Zé Inácio (PT) fez críticas à imprensa que, segundo o parlamentar, tem divulgado as denúncias de corrupção no Brasil de forma seletiva. "Acusaram Dilma e Lula e esqueceram de investigar o PSDB", afirmou.
O deputado Wellington do Curso (PP) também teceu comentários sobre a crise política nacional, dizendo que o Brasil precisa ser passado a limpo. “E não só o Brasil precisa ser passado a limpo, mas o Estado do Maranhão também precisa ser passado a limpo. Tenho certeza que se no Maranhão tivesse uma lava-jato, uma CPI com profundidade nas relações administrativas, com certeza iria encontrar muito furo, muitos problemas a serem averiguados, investigados e esclarecidos para a sociedade. Mas que Deus possa estender suas mãos poderosas sobre o Brasil, para que possamos ter equilíbrio, maturidade, responsabilidade para sair dessa crise que ora se abate sobre o nosso querido Brasil”, ressaltou Wellington do Curso.

Feminicídio é tema do último dia do Seminário sobre Violência de Gênero


“A aplicabilidade da Lei do Feminicídio, somada à lei Maria da Penha, é uma conquista na luta pelo fim da violência praticada contra a mulher, que é uma violação dos direitos humanos e culturalmente se embasa na valorização e centralização do poder masculino, em detrimento do feminino”, ressaltou a representante da ONU - Mulher, Wânia Pazinato.  
O evento contou também com a presença da reitora da UFMA, Nair Portela, da secretária de estado, Laurinda Pinto, profissionais de diversos órgãos municipais e estaduais, além de professores e estudantes da UFMA. Para Nair Portela, o seminário foi bastante positivo, em função do nível e da abrangência das discussões.
“O seminário permitiu a apresentação de diferentes pesquisas realizadas sobre a violência, o que é muito importante para a nossa comunidade. Portanto, encerramos este evento com saldo positivo. Posteriormente, teremos mais cursos de extensão para fortalecer essa luta que é de todos e todas”, avaliou a reitora.
Para a secretária de estado da mulher, Laurinda Maria, o órgão fará tudo que puder para fortalecer a luta contra a violência. “Essa união entre as instituições deve prevalecer, para continuarmos no enfrentamento das violências, principalmente dentro das universidades, que são espaços onde esse tipo de prática precisa ter fim, porque são instituições formadoras”, lembrou.
Na opinião da coronel da Policia Militar do Maranhão, Augusta, as expectativas foram alcançadas. “Estamos saindo daqui com as melhores ideias. Este trabalho de enfrentamento às violências de gênero é muito importante, por isso devemos estar sempre em sintonia, porque o combate à violência só se faz em conjunto”, analisou.
As próximas ações do fórum para tentar intervir e propor soluções a todas as práticas de violência já foram definidas. Serão oferecidos dois cursos de extensão: um sobre violência de gênero e outro acerca do racismo e homofobia.
Saiba mais
O Fórum de Enfrentamento às Violências de Gênero foi instituído em 12 de abril pela reitora Nair Portela, por meio da portaria GR n° 240 – MR, e tem por objetivo promover o debate e a intervenção qualificada no enfrentamento às práticas de violência contra a mulher, LGBTfobia, racismo e xenofobia. Visa, ainda, à superação e à consolidação de práticas voltadas à proteção dos direitos do ser humano.

Veja as imagens exclusivas que provam a entrega de propina aos indicados de Temer e Aécio.

A delação da JBS, a mais dura em três anos de Lava-Jato, merece este título em grande parte devido às cenas a seguir. Nelas, o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), destacado pelo presidente Michel Temer para tratar com Joesley Batista dos interesses de seu grupo empresarial, é flagrado pegando R$ 500 mil em propina — a primeira parcela de um montante prometido de R$ 480 milhões. As cenas abaixo mostram esta entrega, ocorrida em 28 de abril deste ano.
A entrega de dinheiro para o indicado por Temer

As cenas também são devastadoras para o presidente do PSDB, o senador mineiro Aécio Neves. A Polícia Federal filmou o primo de Aécio, Frederico Pacheco de Medeiros, pegando, a mando de Aécio, R$ 1,5 milhão em propina — três quartos dos R$ 2 milhões que Aécio pediu, sem saber que era gravado, para Joesley. As cenas abaixo mostram a primeira entrega, ocorrida em 12 de abril deste ano.
A primeira entrega de dinheiro, ao primo de Aécio Neves
Já o presidente do PSDB indicou o primo Frederico Pacheco de Medeiros para receber o dinheiro. Fred, como é conhecido, foi diretor da Cemig, nomeado por Aécio, e um dos coordenadores de sua campanha a presidente em 2014. Tocava a área de logística. Quem levou o dinheiro a Fred foi o diretor de Relações Institucionais da JBS, Ricardo Saud, um dos sete delatores. Foram quatro entregas de R$ 500 mil cada uma. A PF filmou três delas. As cenas abaixo mostram a primeira entrega, ocorrida em 19 de abril deste ano.
A segunda entrega de dinheiro, ao primo de Aécio Neves
As filmagens da PF mostram que, após receber o dinheiro, Fred repassou, ainda em São Paulo, as malas para Mendherson Souza Lima, secretário parlamentar do senador Zeze Perrella (PMDB-MG). Mendherson levou de carro a propina para Belo Horizonte. Fez três viagens — sempre seguido pela PF. As investigações revelaram que o dinheiro não era para advogado algum. O assessor negociou para que os recursos fossem parar na Tapera Participações Empreendimentos Agropecuários, de Gustavo Perrella, filho de Zeze Perrella. As cenas abaixo mostram a primeira entrega, ocorrida em 12 de abril deste ano.
Um dos grandes diferenciais da delação dos donos da JBS foi exatamente as "ações controladas" feitas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pela Polícia Federal. Neste mecanismo de investigação, o flagrante do crime é calculado de maneira que seja produzida uma determinada prova. Nessa investigação, a PF acompanhou, com câmeras e escutas, a entrega de dinheiro para intermediários de Temer e de Aécio.
Esquema no Cade

O primeiro contato entre Rocha Loures e Joesley foi em Brasília. O dono da JBS lhe contou o que precisava do Cade.
Desde o ano passado, o órgão está para decidir uma disputa entre a Petrobras e o grupo sobre o preço do gás fornecido pela estatal à termelétrica EPE. Localizada em Cuiabá, a usina foi comprada pelo grupo em 2015. Explicou o problema da EPE: a Petrobras compra o gás natural da Bolívia e o revende para a empresa por preços extorsivos. Disse que sua empresa perde "1 milhão por dia" com essa política de preços. E pediu: que a Petrobras revenda o gás pelo preço de compra ou que deixe a EPE negociar diretamente com os bolivianos.

Com uma sem-cerimônia impressionante, o indicado de Temer ligou para o presidente em exercício do Cade, Gilvandro Araújo. E pediu que se resolvesse a questão da termelétrica no órgão. Não há evidências de que Araújo tenha atendido ao pedido. Pelo serviço, Joesley ofereceu uma propina de 5%. Rocha Loures deu o seu ok.: "Tudo bem, tudo bem". Para continuar as negociações, foi marcado um novo encontro.
Desta vez, entre Rocha Loures e Ricardo Saud, diretor da JBS e também delator. No Café Santo Grão, em São Paulo, trataram de negócios. Foi combinado o pagamento de R$ 500 mil semanais por 20 anos, tempo em que vai vigorar o contrato da EPE.
Ou seja, está se falando de R$ 480 milhões ao longo de duas décadas, se fosse cumprido o acordo. Loures disse que levaria a proposta de pagamento a alguém acima dele. Saud faz duas menções ao "presidente".
Pelo contexto, os dois se referem a Michel Temer. A entrega do dinheiro foi filmada pela PF. Mas desta vez quem esteve com o homem de confiança de Temer foi Ricardo Saud, diretor da JBS e um dos sete delatores. Esse segundo encontro teve uma logística inusitada.

Certamente, revela o traquejo (e a vontade de despistar) de Rocha Loures neste tipo de serviço. Assim, inicialmente Saud foi ao Shopping Vila Olímpia, em São Paulo.
Em seguida, Rocha Loures o levou para um café, depois para um restaurante e, finalmente, para a pizzaria Camelo, na Rua Pamplona, no Jardim Paulista. Foi neste endereço, próximo à casa dos pais de Rocha Loures, onde ele estava hospedado, que o deputado recebeu a primeira remessa de R$ 500 mil.
Apesar do acerto de repasses semanais de R$ 500 mil, até o momento só foi feita a primeira entrega de dinheiro. E, claro, a partir da homologação da delação, nada mais será pago.

Rocha Loures, o indicado por Temer, é um conhecido homem de confiança do presidente. Foi chefe de Relações Institucionais da Vice-Presidência sob Temer. Após o impeachment, virou assessor especial da Presidência e, em março, voltou à Câmara, ocupando a vaga do ministro da Justiça, Osmar Serraglio.