Dizem que a política é a arte de engolir sapos, mas para alguns parlamentares da base governista, o cardápio está ficando indigesto demais. Nos corredores da Câmara e nas rodas de café mais influentes da cidade, o assunto é um só: o desespero silencioso de vereadores que, até ontem, eram o braço direito do Executivo.
Mas o que mudou? Por que o semblante de tranquilidade deu lugar a olheiras e ligações constantes para assessores na calada da noite? Fomos atrás dos fatos que estão tirando o sono de quem deveria estar "confortável" no poder.
1. A Conta da Reeleição não Fecha
O principal pesadelo atende por um nome: fidelidade partidária e nominata. Com as mudanças nas regras eleitorais e o desenho das novas chapas para as próximas eleições, muitos vereadores da base perceberam que foram "rifados".
Eles ajudaram a aprovar projetos polêmicos, enfrentaram o desgaste junto à população, mas agora correm o risco de não terem legenda ou de enfrentarem uma concorrência interna desleal, bancada pela própria máquina pública.
2. Promessas de Papel
O "beija-mão" no gabinete do Prefeito já não tem o mesmo efeito. Muitos parlamentares reclamam, nos bastidores, de obras prometidas para seus redutos eleitorais que nunca saíram do papel. Para o eleitor, o vereador é a cara da gestão no bairro. Sem a entrega prometida, o parlamentar fica com o ônus da rejeição, enquanto o bônus da "caneta" permanece apenas no alto escalão.
3. O "Fogo Amigo" e a Sombra do Sucessor
A disputa pela sucessão ou pela presidência da Casa costuma fragmentar qualquer base aliada. A sensação de que o Prefeito já tem seus "escolhidos" para o próximo ciclo deixa os demais em um estado de alerta paranoico.
"Na política, a traição nunca vem de um inimigo, mas de quem divide a mesa com você."
4. O Avanço das Investigações e a Pressão Popular
Não podemos ignorar o fator fiscalização. Com o Ministério Público e a oposição apertando o cerco sobre contratos e convênios, o medo de ficar "pendurado" em processos judiciais por ter defendido cegamente a gestão é uma realidade latente.
O que vem por aí?
A tendência é que esse "insônia coletiva" resulte em uma debandada ou em votações rebeldes nas próximas semanas. Quem não se sente prestigiado, acaba procurando abrigo em outras paragens.
O Prefeito terá habilidade para acalmar os ânimos ou verá sua base ruir antes do prazo? O café na prefeitura vai ter que ser muito forte para segurar quem já está com um pé fora do barco.

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