Postado em: 18 de dezembro de 2016 | Por: Ezequiel Neves

Artigo de Flávio Dino: Desenvolvimento e responsabilidade fiscal

O ano de 2016 consolidou uma dura crise econômica para o país, reduzindo drasticamente os repasses federais aos estados. Só aqui no Maranhão, nos últimos 24 meses, a perda já ultrapassa R$ 1 bilhão, castigando também os municípios. Não tem sido nada fácil gerir o estado enfrentando essa que já é uma das mais longas recessões da história do Brasil. A primeira medida que adotamos foi cortar mais de R$ 300 milhões em custeio e despesas administrativas, nas várias áreas do Governo. Com isso, mantivemos salários dos servidores rigorosamente em dia e temos um corajoso programa de investimentos, que tem mantido empresas funcionando e trabalhadores ocupados.

Tenho orgulho de ter pago em dia os rendimentos dos 110 mil servidores ativos e aposentados do estado, nos 24 meses em que sou governador. Essa tornou-se uma tarefa que exige gestão fiscal cuidadosa. Basta ver o fato de que 20 estados da federação não conseguiram este ano cumprir seus salários em dia. Esse dinheiro pago aos servidores vai diretamente para o consumo de bens e serviços, beneficiando a economia do nosso estado.

E não paramos aí: fizemos concursos públicos, garantindo o aumento da capacidade do Estado de atendimento ao cidadão. Por exemplo, vamos agora chegar a 2.500 novos policiais no Maranhão, atendendo a um clamor por mais segurança. Tudo isso sem atentar contra a responsabilidade fiscal, o que ficou comprovado quando o Tesouro Nacional colocou o Maranhão entre os 14 estados com o selo de “boa situação fiscal”.

O fim de desperdícios também permitiu que reduzíssemos a carga tributária do pequeno empreendedor. O diferencial de alíquota de ICMS para as empresas enquadradas no Simples nacional é de 2,84% a 3,95%, em razão da nova tabela aprovada no nosso governo. Em muitos outros estados é de 5% a 10%. Também pudemos estimular a economia com isenções fiscais para cadeias produtivas, com programas como o Mais Atacadista e o Mais Avicultura. Estamos baixando de 18% para apenas 2% a alíquota de ICMS para os atacadistas que estiverem com a situação fiscal em dia, gerando impactos positivos em toda a cadeia e protegendo milhares de empregos. Com o Mais Avicultura, diminuímos a carga tributária para estimular a instalação de empresas do segmento no estado. Além disso, mantivemos os benefícios fiscais de antigos programas e ampliamos, com o Programa Mais Empresas, que pode dispensar até 95% do ICMS devido.

Há uma compreensão ampla na ciência econômica de que não se sai de uma crise econômica sem o papel do governo, de indutor do desenvolvimento, realizando obras necessárias, que ajudam a estimular a economia local. É o caso do programa Mais Asfalto, que está recuperando ou reconstruindo mais de 2 mil quilômetros de estradas e vias urbanas em todo o estado. São investimentos de mais de R$ 1 bilhão, essenciais para dezenas de empresas e milhares de trabalhadores. Se falarmos no Porto do Itaqui, os novos investimentos públicos e privados também chegam próximos a R$ 1 bilhão, o que evidentemente é decisivo para a movimentação econômica no Maranhão.

Quem governa em um quadro de crise como a atual tem o dever de ter coragem. Inclusive para tomar medidas que imediatamente são criticadas, mas que estão se revelando necessárias e, por isso, acertadas. Há quem talvez preferisse demitir servidores, parar obras, fechar hospitais e escolas. Isso só aumentaria a crise, além de ser uma brutal injustiça social. Nosso caminho é outro: o do desenvolvimento com responsabilidade fiscal. Está dando certo e vai dar mais certo ainda em 2017.

Programação de Réveillon prestigia cultura local

Companhia Cambalhotas de Teatro é uma das atrações da programação do ‘Natal de Todos’. Foto: Divulgação


“Em 19 anos de existência da companhia de teatro, nunca havíamos sido convidados para participar de um evento do poder público do Estado. Isso não só nos incentiva a continuar, como proporciona um gás para toda a classe artística no Maranhão. Para a gente está sendo tudo muito novo, muito empolgante. Com essa prática, surge uma oportunidade de mostrar alguns dos nossos trabalhos”, relatou o ator e diretor da Companhia Cambalhotas de Teatro, Waldemir Nascimento.
A Companhia Cambalhotas de Teatro foi uma das atrações do sábado (17) na vasta programação artística e cultural do período natalino, promovido pelo Governo do Estado. Os artistas maranhenses se apresentaram no início da noite, às 19h, na Praça da Lagoa da Jansen, com o espetáculo ‘Eeesganarelle’. Está foi a segunda apresentação do grupo na programação natalina. A Companhia é composta por 18 integrantes, entre atores, iluminadores, sonoplastas, produção e manipuladores de bonecos.
“A oportunidade é muito boa porque temos dois espetáculos. Além de Eeesganarelle, apresentamos ao público infantil a montagem de Os Saltibancos. Além disso, fazemos cantigas de roda, como Alcrim Dourado, Marcha Soldado, dentre outros. Ficamos muito satisfeitos em participar e colaborar com o evento deste porte”, ressaltou Waldemir Nascimento.
O Governo tem desenvolvido políticas de incentivo e valorização dos artistas do Maranhão nos eventos realizados em espaços públicos revitalizados pela atual gestão. A ideia é levar a diversidade cultural do estado ao grande público, além de proporcionar ao artista a oportunidade de mostrar o seu trabalho, como tem ocorrido na Lagoa da Jansen.
No Centro de São Luís, na Praça Dom Pedro II, o grupo Orquestra Jovem do Maranhão João do Vale, também foi um dos grupos de artistas contemplados com o projeto de valorização da classe no estado. A apresentação, comandada pelo maestro Edson Cosmos Santos Alves, emocionou o público logo no primeiro final de semana do mês de dezembro, na abertura da temporada de Natal. “Fomos agraciados em poder apresentar o nosso trabalho num evento que é tão mágico como o Natal, principalmente pela facilitação do acesso e exposição da nossa cultura”, comentou.
O maestro falou da importância do Governo proporcionar eventos desse porte para incentivar os artistas maranhenses. “Eu vejo que essa oportunidade abre os caminhos para que o artista seja conhecido. É importante ressaltar que o projeto aproxima a orquestra do povo, além de músicos e demais artistas. Isso faz com que se tire o estigma de que música não é acessível. Nos traz mais visibilidade e derruba barreiras culturais. O Maranhão precisava de mais políticas públicas como essa”, avaliou o músico.
Outros artistas maranhenses, de diversos segmentos, se apresentarão até o 24 deste mês, na Lagoa da Jansen, na Praça Dom Pedro II, no Espigão e na Igreja da Sé, neste último espaço ocorrerá o alto da Cantata Natalina. “Pensamos num projeto para que a população pudesse interagir nos espaços públicos. E avaliamos como colocar essa ideia em prática com a participação dos artistas da terra”, comentou a secretária adjunta de Cultura e Turismo (Sectur), Vanessa Leite.
Dentre os espaços cativos da programação está do ‘Natal de Todos’ está a fachada do Palácio dos Leões, na Praça Dom Pedro II, sempre às sextas-feiras, às 19h. No local tem ocorrido a exibição de vídeos (vídeo mapping) em superfícies de concreto, trazendo temas natalinos e elementos da cultura de São Luís, transformando o espaço público em obra de arte digital. Durante as sextas-feiras, a projeção, que encanta maranhenses e turistas, dura cinco minutos e nos demais dias uma hora, das 19h às 20h.

Projeto Salangô: Governo investe mais de R$ 2,5 milhões em infraestrutura em 2016

Apenas em 2016, foram investidos mais de R$ 2,5 milhões em reformas e manutenção de equipamentos, além de infraestrutura de acesso. Foto: Gilson Teixeira/Secap



A mudança que o Governo do Maranhão vem realizando no Projeto Salangô é perceptível em cada canteiro de obras da grande revitalização, iniciada no ano passado. Apenas em 2016, foram investidos R$ 2.790.885,48 em reformas e manutenção de equipamentos, além de infraestrutura de acesso.
Os canais principal e secundário, por onde flui a água do rio Mearim ao longo do perímetro, passaram por reforma e manutenção; também estão sendo reformados o centro administrativo e a casas de bombas para pressurização, a estação de captação está pronta, enquanto a estação de bombeamento e a cerca do perímetro serão recuperadas e um sistema de drenagem e uma guarita construídos.
Vários equipamentos que estavam há anos com pouco ou nenhum uso precisaram passar por manutenções: bombas submersíveis, transformadores e painéis de controle das bombas (quadros de comando); outros, precisaram ser adquiridos, como disjuntores a vácuo e equipamentos de irrigação pressurizada.
Para o secretário da Sagrima, Márcio Honaiser, a liderança do governador Flávio Dino e a união entre as secretarias vêm sendo essenciais na retomada do Salangô. “Ao longo deste ano, o Projeto Salangô esteve entre as nossas prioridades e com ações conjuntas com a Secretaria de Estado da Infraestrutura, o Iterma e o vice-governador Carlos Brandão, reunimos esforços e investimentos para que o Salangô chegue às suas plenas atividades e os agricultores tenham condições de produzir e crescer”.

O próximo passo é ampliar os trabalhos para que até meados de 2017 toda a infraestrutura esteja concluída. Para 2017, estão previstas reformas de mais prédios do Centro Administrativo, manutenção de outras 11 bombas e oito quadros de comando, além de 44,6 km de estradas dentro do perímetro, que nunca passaram por nenhum tipo de intervenção em mais de 30 anos.
Para o secretário de Estado da Infraestrutura, Clayton Noleto, todos esses investimentos reforçam a preocupação do governo com a produção do estado. “Esse projeto é muito importante, é um projeto que está sendo recuperado pelo governo Flávio Dino, mais um que estava abandonado. Estamos contentes de participar e de contribuir para que ele se torne viável economicamente e possa ser ampliado cada vez mais”, disse.




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