A Justiça condenou Adriano de Carvalho Pires, conhecido como “Neguim”, a 16 anos de reclusão pela morte de Maria dos Aflitos Reis, que era sua companheira à época dos fatos. O julgamento ocorreu nesta terça-feira (25), durante sessão do Tribunal do Júri presidida pela juíza Gabriela Dantas Lopes, titular da Vara Única de Santa Quitéria.
O Conselho de Sentença decidiu pela condenação do réu. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.
Crime ocorreu em setembro de 2023
De acordo com o inquérito policial e a denúncia apresentada no processo, o crime aconteceu em 10 de setembro de 2023, após uma discussão entre Adriano e Maria dos Aflitos.
Segundo a acusação, a discussão teria evoluído para agressões físicas. O processo relata que a vítima teria sido atingida com socos, cascos de cerveja, puxões de cabelo e chutes, entre outras formas de violência.
Ainda conforme a denúncia, Adriano teria buscado uma faca durante a situação e desferido golpes contra Maria dos Aflitos, atingindo a região do pescoço. A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu.
Réu foi capturado na zona rural
Após o crime, segundo as informações apresentadas no processo, Adriano teria fugido do local com auxílio de um tio conhecido como “James Aleijadinho”.
Posteriormente, ele foi localizado e capturado por policiais militares no povoado Cana Brava, na zona rural de Santa Quitéria.
Diário da vítima foi apresentado no processo
Durante a investigação, foram anexadas ao processo páginas do diário pessoal de Maria dos Aflitos. Segundo a acusação, os registros relatavam episódios de agressões físicas que teriam ocorrido ao longo do relacionamento.
A defesa de Adriano, por sua vez, sustentou durante o julgamento que não houve intenção de matar. A tese apresentada foi de que a morte teria ocorrido de forma acidental, durante uma tentativa de retirar a faca da vítima.
A defesa também argumentou que o réu amava a companheira e que teria ficado abalado com o ocorrido.
Conselho de Sentença decidiu pela condenação
Após analisar as circunstâncias apresentadas durante o julgamento, o Conselho de Sentença decidiu pela condenação de Adriano de Carvalho Pires.
A pena definitiva foi estabelecida em 16 anos de reclusão, com início do cumprimento em regime fechado.

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