Postado em: 12 de fevereiro de 2026 | Por: Ezequiel Neves

Justiça de São Luís condena homem por tentativa de feminicídio na Vila Vitória

 



Por Ezequiel Neves 

Justiça de São Luís condena homem por tentativa de feminicídio na Vila Vitória

​O 1º Tribunal do Júri de São Luís condenou, nesta quinta-feira (12/02), Peterson Emanuel Diniz Pereira pelo crime de tentativa de feminicídio contra sua ex-companheira, C.N.S. A sentença, proferida no Fórum Des. Sarney Costa, fixou a pena em 8 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão.

​O magistrado Gilberto de Moura Lima, titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri, negou ao réu o direito de recorrer em liberdade. Peterson já se encontrava custodiado e foi reconduzido à Penitenciária de Pedrinhas para o cumprimento da pena.

O Crime e a Dinâmica dos Fatos

​O crime ocorreu no dia 24 de novembro de 2024, no bairro Vila Vitória. Segundo os autos do processo, a vítima estava na casa de uma amiga quando foi abordada pelo agressor. Após a recusa de C.N.S. em reatar o relacionamento, Peterson desferiu diversos golpes de faca, atingindo-a na barriga, mãos e boca.

​O ataque só foi interrompido graças à intervenção de terceiros:

  • A amiga da vítima: Tentou desarmar o agressor e também acabou atingida.
  • Familiares: A mãe e o padrasto da vítima conseguiram desarmar o réu, que fugiu do local, apresentando-se à Polícia Militar posteriormente no bairro Liberdade.

Descumprimento de Medidas Protetivas

​Um ponto agravante destacado pelo Ministério Público foi o histórico de perseguição. O réu já havia ameaçado a vítima anteriormente e, no momento do crime, estava sob efeito de medidas protetivas de urgência. Peterson ignorou a ordem judicial que determinava o distanciamento de C.N.S., com quem possui uma filha.

O Julgamento

​Durante a sessão, o conselho de sentença ouviu a vítima, três testemunhas e o réu. Em seu interrogatório, Peterson confessou a autoria do delito.

​A acusação foi conduzida pelo promotor de justiça Raimundo Benedito Barros Pinto. A defesa contou com a atuação dos advogados Jonielson Ferreira, Deborah Cristina Moraes e Myllien Karolline Vieira.

Nota: A decisão reforça o rigor do Poder Judiciário no combate à violência contra a mulher e no cumprimento das penalidades para quem viola medidas protetivas de urgência.

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