Postado em: 31 de janeiro de 2022 | Por: Ezequiel Neves

Debandada – Simplício Araújo entrega cargo e diz a Flávio que segue pré-candidato ao governo

 


A base governista se dividiu mesmo nessa altura em que o cenário começa a se definir. Simplício Araújo (Solidariedade), que ocupava o cargo de secretário de Estado de Indústria, Comércio e Energia, entregou a pasta e anunciou que mantém sua pré-candidatura ao governo do Maranhão, durante coletiva nesta segunda-feira (31).

O anúncio foi feito logo após outro ex-governista, o senador Weverton Rocha (PDT), também declarar que se mantém na disputa ao Palácio dos Leões. Eles não aceitaram a escolha pessoal do governador Flávio Dino (PSB), Carlos Brandão.

“Sou pré-candidato a governador, sim!!! Eu quero um Maranhão com mais empregos, mais crescimento econômico e mais justiça social!!!”, postou em suas redes sociais, sinalizando que debandou da base governista. Apesar da decisão, ele também disse que apoia a pré-candidatura de Flávio Dino ao Senado.

A decisão foi comunicada também após uma conversa com Flávio Dino nesta segunda-feira (31). Simplício agradeceu a ele e afirmou que o apoiará apenas para o Senado. “Já comuniquei ao governador. Vou votar nele para senador do Maranhão, mas vou manter a minha pré-candidatura ao governo do Estado e vamos sair pelo Maranhão debatendo o estado que a gente quer com mais conhecimento, desenvolvimento, empregos e justiça social. Mantendo o que deu certo no governo Flávio Dino”, disse.

A agenda de pré-candidato começa já nesta terça-feira (1º), anunciou. Ele irá em entidades de classe, universidades e instituições da sociedade civil. “Amanhã, inicio uma cruzada pelo Maranhão para conversar com todas as instituições e vamos juntos nessa caminhada”, frisou.

Weverton não abre para Brandão e mantém pré-candidatura

 

O senador Weverton Rocha (PDT) oficializou nesta segunda-feira (31), a sua pré-candidatura ao governo do Maranhão, durante coletiva na sede do PDT.

Antes da coletiva, Weverton  Rocha esteve reunido com o governador Flávio Dino (PSB) e reafirmou a sua disposição de disputar a eleição.

“Para o governo o nosso grupo resolveu manter a nossa pré-candidatura ao governo do Maranhão. Irei, a partir deste momento já como pré-candidato pelo PDT percorrer as universidades, os sindicatos, as igrejas, procurar as pessoas mais comuns porque elas com as sua experiência, com a sua história de vida, ajudarão, também, este que é o filho de uma professora, filho de um técnico agrícola a fazer sem dúvida nenhuma um grande plano de governo. Um plano de governo para que possamos olhar para frente”, afirmou Weverton Rocha.

Weverton disse não ter nada contra o vice-governador Carlos Brandão, mas lembrou que ele nunca esteve no campo progressista.

Na coletiva, Weverton reafirmou também apoio à pré-candidatura de Flávio Dino ao Senado.

Evangelista é morto a tiros na frente da esposa e do filho enquanto pregava

 

Um evangelista foi morto a tiros enquanto anunciava a mensagem do Evangelho, na frente do filho de 2 anos, em um bairro conhecido por altos índices de criminalidade.

Thomas Hand Jr., 37 anos, estava em Montgomery, Alabama (EUA), na companhia da esposa grávida, Christine Kozlowski, e o filho pequeno.

A emissora local WLOX-TV informou que o evangelista morreu no local do crime. Veículos de imprensa ao redor do mundo repercutiram o caso, detalhando que Thomas estava conversando com algumas pessoas no bairro sobre sua fé em Jesus Cristo quando foi atacado.

Durante a conversa, um homem chegou resmungando, se aproximou do evangelista e decidiu abrir fogo. Um jovem de 17 anos chamado Jerimiah Walker teria sido preso e acusado de homicídio doloso.

"O que você disse é verdade", disse a viúva em uma breve declaração ao portal Daily Mail. "Foi um ato completamente aleatório de violência".

Grávida do segundo filho do casal, ela usou o Facebook em 23 de janeiro para agradecer a amigos e entes queridos por entrarem em contato e atualizar brevemente as informações sobre o que aconteceu.

"Obrigada por todos os pensamentos e orações durante o falecimento de meu marido Tommy Hand. Sinto o amor e o apoio de todos e só queria que todos soubessem que, de fato, Tommy foi baleado e morto ontem à noite na Texas Street, em Montgomery", escreveu ela.

Christine disse ainda que acolhe as mensagens, mas está "sobrecarregada" por perguntas e pela necessidade de recontar o ocorrido: "Em uma data posterior, divulgarei mais informações para explicar tudo a todos", acrescentou.

Na mesma publicação ela pediu aos apoiadores do negócio de seu marido, uma loja de suplementos alimentares, que permanecessem comprando com eles, pois ela daria sequência ao atendimento: "Pedimos que você fique conosco, pois este será nosso único meio de apoio para nosso filho e bebê. Precisamos do seu apoio agora mais do que nunca. Nós amamos vocês, a empresa se mudará para minha cidade natal de Biloxi, Mississippi. Os pedidos de fim de semana serão enviados na segunda-feira, como de costume".

De acordo com o portal Daily Mail, Thomas Hand se tornou cristão em 2018 e desde então ele e sua esposa costumavam visitar bairros da periferia para compartilhar sua fé.

Alguns relatos indicam que isso era algo que eles faziam aos sábados: "Ele começou a ir à igreja, foi e foi salvo", disse o amigo Luke Lemus. "Ele estudava a Bíblia dia após dia".

Lemus acrescentou: "É uma grande tragédia, não apenas para sua esposa, mas também perdemos um amigo muito querido. O céu definitivamente ganhou um anjo. É egoísta pensar que gostaríamos de tê-lo de volta".

Dias antes de ser assassinado, Thomas Hand usou o Facebook para publicar uma mensagem de aniversário e elogiou a esposa: "Mal posso esperar para conhecer nosso próximo bebê neste verão", escreveu, de acordo com o portal Faith Wire.

Fonte: Gospel+

Pré-candidato a deputado Dr. Tema participa de inaugurações do governo em Barra do Corda

 

Respeitoso abraço do governador Flávio Dino em Dr. Tema

O pré-candidato a deputado estadual Dr. Tema esteve hoje pela manhã na cidade de Barra do Corda participando de inaugurações promovidas pelo Governo do Estado, o hospital regional e um restaurante popular. A solenidade, muito concorrida, inclusive com a presença de muitas lideranças da região, reuniu os principais personagens dos grupos políticos do município, exceção somente do ex-prefeito Eric Costa.

O momento foi oportuno para Dr. Tema contatar e articular ainda mais seu nome, já bem aventado em Barra do Corda, inclusive com a definição de nomes que lhe apoiarão na próxima eleição. Em contato com vice-governador Carlos Brandão, Tema fez um breve relato do início de suas andanças, a maioria feitas a convite de lideranças que são simpáticas a sua pessoa e conhecem com profundidade seu trabalho de homem público.

Ainda no aeroporto, o governador Flávio Dino se encontrou com Dr. Tema e o abraçou, uma demonstração de apoio e respeito ao amigo das antigas. No seu pronunciamento a um grande número de pessoas presentes, Flávio Dino fez referência ao nome de Dr. Tema, mais uma vez sinalizando o indicativo de respeito e valoração por sua liderança.

Para o ex-prefeito tuntuense, a ocasião festiva, momento em que a população barra-cordense recebeu um hospital regional de porte avançado e um restaurante popular, as inaugurações só irão dignificar ainda mais a vida da população, principalmente com a aquisição do moderno hospital. “Essas duas obras inauguradas hoje pelo governador Flávio Dino e vice-governador Carlos Brandão, só irão dar mais dignidade á população de Barra do Corda, principalmente o hospital regional que irá assegurar uma melhor qualidade em saúde”, discorreu Tema ao blog.

PRÉ-CANDIDATURA

Depois que lançou seu nome como pré-candidato a deputado estadual, Dr. Tema vem recebendo inúmeros convites para visitar políticos e lideranças em diversas cidades, todos dispostos a apoiá-lo em sua empreitada em razão da confiança que depositam em seu caráter de político de honra e credibilidade.


Justiça Federal determina que Maranhão suspenda licença a extração de ouro

 

A empresa de extração de ouro ocupou área situada na região da Amazônia legal

A Justiça Federal no Maranhão concedeu liminar determinando que o estado não inicie ou continue com qualquer processo de licenciamento ambiental, de concessão ou renovação de licenças para atividade minerária que vem sendo realizada no município de Centro Novo.

Pela denúncia, a empresa que participa do processo de extração de ouro ocupou área situada na região da Amazônia legal. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMA) concedeu autorização para exploração da área sem efetiva avaliação dos documentos, estudos e informações obtidas no curso do processo de licenciamento.

Para o geógrafo e professor do Departamento de Geociências da UFMA, Marcelino Silva Farias, é preciso de uma autorização do Governo Federal e Estadual, e isso tudo precisa ser bem avaliado, o que não pode ser feito de qualquer maneira.

A insuficiência de informações resultou na incompatibilidade entre a descrição da atividade executada pelo empreendimento e a classificação para a qual foi solicitado o licenciamento. O Ministério Público Federal também verificou a precariedade da análise dos documentos apresentados, e a Secretaria de Meio Ambiente não se manifestou sobre a impossibilidade de exploração mineral na região.

A contínua exploração, realizada sem os cuidados técnicos necessários, acentua a degradação ambiental na região da Amazônia legal, provocando acúmulo de resíduos contaminantes e alto grau de letalidade a mata nativa.

“Pode acontecer a extração, desde que seja regularizada, uma empresa contratada, e em caso de problemas deve arcar com as consequências”, destacou o geógrafo.

Em caso de descumprimento da determinação da Justiça Federal, a multa prevista é de um milhão de reais. Além da multa, pode haver o cumprimento de mandado de busca e apreensão, o impedimento da atividade e o uso da força policial.

Por Difusora On

Postado em: 30 de janeiro de 2022 | Por: Ezequiel Neves

Octávio Soeiro leva alimentos às famílias do Geniparana

 

Solidariedade, essa é a palavra que pode definir o projeto “Coração Solidário”, que neste sábado (29), contemplou várias famílias do bairro Geniparana com cestas básicas e doação de peixes.

A frente do projeto que já beneficiou vários bairros da capital ludovicense, o vereador de São Luís, Octávio Soeiro (Podemos), afirmou o seu compromisso em ajudar aqueles que mais precisam.

“A esperança invadiu o Bairro Geniparana! Famílias foram beneficiadas com cestas básicas e peixes do projeto “Coração Solidário”, em um momento tão delicado em que estamos passando. Ajudar o próximo tem sido a minha missão diária, que essa ajuda amenize a fome daqueles que mais precisam”, disse.

O parlamentar aproveitou para agradecer os parceiros desse projeto social.

“É claro, essa corrente do bem contou com o apoio dos amigos Osmar Filho, Jucelino Filho, Weverton e do prefeito Eduardo Braide”, finalizou.

Um perfil de coragem – parte II

Por José Sarney

Contei na semana passada a história do grande gesto de coragem cívica do Adauto Lúcio Cardoso ao defender a Lei acima das contingências políticas. Ele foi, sem dúvida nenhuma, um dos grandes brasileiros do século passado. Era de uma retidão absoluta, que não o impediu de fazer política com todas as qualidades — ao contrário do que se costuma dizer para desqualificar a política e os políticos, a política não apenas pode, mas deve ser feita, para ser legítima, com a visão dos valores éticos que pautam a sociedade. Adauto era uma fortaleza moral, impávido, respeitado por toda a Câmara, por todo o Congresso, por todos.

Sua vida política começou com a assinatura do Manifesto dos Mineiros, um dos pontapés que derrubou a ditadura Vargas. Vereador na Capital, não aceitou a decisão do Senado de impedir que a Câmara de Vereadores analisasse os vetos do Prefeito e renunciou a seu mandato. Eleito para a Câmara dos Deputados, logo tornou-se um dos principais membros da Banda de Música da UDN.

Em 1966 foi eleito Presidente da Câmara. Foi a Castelo Branco e pediu o compromisso de que não houvesse cassações: não as aceitaria. Pouco depois da eleição de Costa e Silva, em outubro de 1966, saiu uma lista com a cassação de quatro deputados. Adauto, que estava no Rio, voltou a Brasília e disse que, enquanto ele ali estivesse, deputados não sofreriam restrições de direito. “Eu poderia lavar as mãos, como Pilatos, mas não lavaria minha consciência.”

O Ministro da Justiça disse que a posição de Adauto de submeter as cassações à análise da Câmara era “um absurdo inconcebível”. Mas Adauto ficou firme na garantia aos deputados que permaneciam na Casa. Um ato complementar “considerando [que]entendeu o Senhor Presidente da Câmara…” colocou em recesso o Congresso Nacional. Adauto aguardava em sua sala desde as 4 horas da madrugada. Uma hora depois forças militares invadiram o Congresso. Pôs-se de pé no alto da escada que dá acesso do segundo andar ao plenário da Câmara dos Deputados. Quando o comandante da tropa chegou, ele enfrentou: “Aqui estou como representante do poder civil.” E o militar contestou: “Aqui estou como representante do poder militar.” Adauto replicou: “Então, pela força, entre no Congresso, mas jamais com a minha complacência ou o meu reconhecimento.” Passado o recesso, Adauto renunciou à Presidência da Casa.

Para mostrar a grandeza de outro homem público, o Marechal Castello Branco decidiu, já nos últimos dias de seu governo, ao vagar uma cadeira de ministro do Supremo Tribunal Federal, indo contra todos os “revolucionários”, que estavam com o Adauto engasgado na garganta, convidá-lo para ser ministro da Suprema Corte.

Ali no Supremo, mais uma vez, Adauto iria mostrar quem ele era.

Durante o julgamento, em março de 1971, no Governo do Presidente Médici, da constitucionalidade do decreto-lei 1.077/1970, que estabelecia a obrigatoriedade de censura prévia, inclusive a livros, o Ministro Adauto disse que, como juiz, jamais concordaria com isso. Deu, então, seu voto pela inconstitucionalidade do decreto, afirmando que o livro era intocável, não poderia sujeitar-se a nenhuma censura e que sua publicação deveria ser livre.

Colhidos os votos, Adauto foi vencido e o Supremo aceitou o arquivamento da ação pelo Procurador-Geral da República, o que, na prática, autorizou a censura.

Adauto levantou-se, tirou a toga, enrolou-a, colocou-a sobre sua cadeira e deixou o Supremo Tribunal Federal! Jamais voltou.

Esse era Adauto Lúcio Cardoso.

Ao escrever estes episódios ainda me comovo lembrando sua figura…