Postado em: 12 de fevereiro de 2026 | Por: Ezequiel Neves

Justiça mantém prisão de 8 vereadores de Turilândia por desvio de R$ 56 milhões



Por Ezequiel Neves 


A crise política em Turilândia, no Maranhão, ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (12). Após audiência de custódia, a Justiça decidiu manter a prisão preventiva de oito vereadores investigados por participação em um esquema que desviou mais de R$ 56 milhões dos cofres públicos.

​Anteriormente em prisão domiciliar, os parlamentares tiveram a medida convertida em preventiva após o descumprimento de regras judiciais, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de contato entre os investigados.

​A Decisão do Tribunal de Justiça (TJ-MA)

​A nova ordem de prisão foi proferida pela 3ª Câmara Criminal do TJ-MA, sob relatoria da desembargadora Maria da Graça Peres Soares. Os parlamentares já foram conduzidos ao Presídio de Pinheiro, onde seguirão à disposição do Judiciário.

​Lista dos vereadores que permanecem presos:

  • ​Gilmar Carlos Gomes Araújo
  • ​Mizael Brito Soares
  • ​José Ribamar Sampaio
  • ​Nadianne Judith Vieira Reis
  • ​Sávio Araújo e Araújo
  • ​Josias Fróes
  • ​Carla Regina Pereira Chagas
  • ​Inailce Nogueira Lopes

​Os vereadores Daniel Barbosa Silva e José Luís Araújo Diniz não foram alvos desta nova fase, pois, segundo o Ministério Público (MP-MA), cumpriram integralmente as medidas impostas anteriormente.

​Entenda o Esquema de Corrupção em Turilândia

​As investigações apontam que o grupo integrava uma organização criminosa especializada em fraudar licitações e desviar recursos destinados, principalmente, às áreas de Saúde e Assistência Social.

​O esquema, que teria começado em 2021, envolve crimes graves:

  1. Organização criminosa
  2. Fraude em licitação
  3. Corrupção ativa e passiva
  4. Peculato e Lavagem de dinheiro

​O prefeito Paulo Curió, apontado como o líder da estrutura criminosa, permanece preso desde o final do ano passado.

​Intervenção Estadual e o Futuro do Município

​Devido à gravidade dos fatos e à "ruptura institucional" apontada pelo Ministério Público, o estado do Maranhão iniciou um processo de intervenção em Turilândia.

​O defensor público Thiago Josino Carrilho de Arruda Macêdo foi oficialmente aprovado pela Assembleia Legislativa como interventor. Ele terá o prazo de 180 dias para:

  • ​Restabelecer a normalidade administrativa.
  • ​Garantir a continuidade de serviços públicos essenciais.
  • ​Apresentar um diagnóstico da gestão em até 90 dias.

​O Que Diz a Defesa?

​Em nota oficial, a defesa dos parlamentares classificou as prisões como "manifestamente ilegais", alegando que os vereadores estavam cumprindo o monitoramento eletrônico. Segundo os advogados, a decisão do TJ-MA ignorou petições protocoladas anteriormente e baseou-se em interpretações equivocadas. A defesa afirmou que buscará a reversão da decisão nas instâncias superiores.


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