Postado em: 8 de fevereiro de 2026 | Por: Ezequiel Neves

Greve em São Luís: Expresso Rei de França segue parada e 15 linhas são afetadas; Entenda

 


Embora a greve geral dos rodoviários em São Luís tenha chegado ao fim oficialmente no último sábado (7), os usuários do transporte público ainda enfrentam transtornos. Funcionários da Expresso Rei de França (antiga 1001) decidiram manter a paralisação, alegando atrasos críticos em salários e benefícios.

​Abaixo, detalhamos a situação atual, os bairros prejudicados e as decisões judiciais que podem mudar o cenário nos próximos dias.

​Por que a Expresso Rei de França não voltou a circular?

​Diferente das demais empresas que retomaram as atividades após o acordo na Justiça do Trabalho, a Expresso Rei de França enfrenta um impasse específico. Segundo o sindicato, a paralisação persiste devido ao:

  • Atraso no pagamento de salários e benefícios.
  • Falta de pagamento de verbas rescisórias para trabalhadores demitidos.
  • Histórico de instabilidade: A empresa enfrenta paralisações recorrentes desde novembro do ano passado pelo mesmo motivo.

​Lista de bairros e linhas afetadas

​Atualmente, 100% da frota da empresa permanece nas garagens, prejudicando diretamente 15 linhas da Grande São Luís. Os moradores das seguintes regiões devem buscar alternativas:

  • ​Ipem Turu e Parque Vitória;
  • ​Ribeira e Vila Isabel Cafeteira;
  • ​Pedra Caída, Recanto Verde e Forquilha.

​O fim da Greve Geral e a ameaça de um novo retorno

​A greve geral do sistema urbano foi encerrada após oito dias de braços cruzados. O acordo, mediado pelas Promotorias de Justiça do Consumidor, estabeleceu:

  1. Reajuste salarial de 5,5% (aumento de aprox. R$ 151 no salário e R$ 49 no tíquete).
  2. Prazo para pagamento: Os salários atrasados devem ser quitados até terça-feira (10).
  3. Atenção: Caso o pagamento não caia na conta até a data limite, toda a categoria ameaça retomar a greve geral na quarta-feira (11).


    ​Decisões Judiciais: Subsídios e Bloqueio de Bens

    ​O cenário jurídico em torno do transporte público de São Luís segue movimentado. Recentemente, duas decisões importantes foram tomadas:

    ​1. Reajuste de subsídio negado

    ​A Justiça do Maranhão negou o pedido do Ministério Público (MP-MA) para elevar o subsídio pago pela prefeitura de R$ 1,35 para R$ 2,15 por passageiro. O juiz Douglas de Melo Martins argumentou que o aumento poderia comprometer o orçamento municipal e prejudicar outros serviços essenciais.

    ​2. Bloqueio de bens das empresas

    ​O TRT-16 determinou o bloqueio de bens das empresas do sistema urbano. A medida ocorreu após relatos de que rodoviários se apresentaram para trabalhar, mas encontraram as garagens fechadas pelos empresários — o que configura descumprimento de decisão judicial. A multa fixada é de R$ 200 mil por empresa.

    ​O que os rodoviários reivindicam?

    ​Apesar do reajuste de 5,5% elevar o salário médio dos motoristas para cerca de R$ 2.900 (mais R$ 900 de vale-alimentação), a categoria afirma que o valor não compensa o desgaste. Entre as principais queixas estão:

    • Acúmulo de funções (motoristas que também fazem o papel de cobradores);
    • Insegurança constante nos terminais e veículos;
    • Atrasos crônicos, que impedem o planejamento financeiro das famílias

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