Postado em: 3 de março de 2017 | Por: Ezequiel Neves

Trabalho integrado e estratégico garante segurança de foliões nos circuitos do ‘Carnaval de Todos’

O esquema de segurança resultou na queda das ocorrências em 85% na Grande Ilha. Foto: Orcenil Júnior/Secap

Não houve ocorrência de homicídios nos circuitos oficiais do ‘Carnaval de Todos 2017’, durante os quatro dias de folia na Região Metropolitana de São Luís. O forte esquema de segurança e o trabalho policial integrado resultaram ainda no aumento de prisões e apreensões de armas e drogas.
Os dados são da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-MA), repassados em entrevista coletiva, nesta quinta-feira (2), na sede do Comando Geral de Polícia Militar, Calhau. Este é o segundo ano consecutivo sem registros de mortes nos circuitos carnavalescos. Tranquilidade e segurança para milhares de pessoas que puderam aproveitar a diversidade da programação realizada pelo Governo do Estado em parceria com as prefeituras.
O secretário de Segurança, Jefferson Portela, destacou a ação integrada – das polícias Militar, Civil e Corpo de Bombeiros – e o planejamento que considerou as demandas por área. “Conseguimos reduzir o índice geral de crimes cometidos no período. Somos exemplo ao país do trabalho integrado das polícias e assim foi possível garantirmos as prévias carnavalescas e o Carnaval de fato. Vamos executar este mesmo esquema para o ‘Lava Pratos’, em São José de Ribamar, garantindo a tranquilidade e a segurança dos brincantes”, enfatizou Portela.
Portela destacou ainda o circuito Beira-Mar, novidade do Carnaval deste ano, que atraiu milhares de pessoas, todos os dias de festa. O secretário de Segurança elogiou o trecho como escolha para festas de grande fluxo de pessoas. Segundo ele, a Avenida Beira-Mar tem todos os requisitos para que o sucesso deste ano se repita em outros carnavais. “Esse foi o melhor circuito para diversão dessa magnitude por ser área mais comercial, com amplo espaço que favorece aglomerações e boa iluminação que previne as investidas. As ruas foram fechadas pelo policiamento. Foi o maior e melhor circuito do Carnaval maranhense”, afirmou.
Números
As prisões cresceram 40% no período, somando 84 neste Carnaval contra 60 no mesmo mês do ano passado. Prisões em flagrante tiveram aumento (30%), sendo 65 registrados este ano, contra 50 no ano anterior. Aumentaram em 60% as apreensões de adolescentes neste Carnaval, totalizando oito este ano, contra cinco do ano passado, segundo dados do relatório sobre a Região Metropolitana de São Luís. “Parabenizo as tropas que trabalharam com muito afinco e compromisso, garantindo a tranquilidade das famílias. O que estamos vendo é o resgate do Carnaval. As pessoas voltaram a sair de suas casas para brincar”, destacou o delegado-geral de Polícia Civil, Lawrence Melo.
O delegado-geral atribui o sucesso do plano de trabalho para o Carnaval à ação parceira das polícias, uma estratégia construída na gestão do secretário Jefferson Portela. “A aplicação desse planejamento estratégico, implantado pelo secretário Portela, resultou na qualidade e segurança do Carnaval, com ganhos para a população maranhense”, enfatizou Lawrence Melo.
O comandante geral da Polícia Militar, coronel Frederico Pereira, avaliou que este foi um dos carnavais mais seguro e tranquilos. “Tenho a consciência do dever cumprido pelo empenho de toda a tropa e o eficaz plano estratégico que seguimos. Participei nos quatro dias de Carnaval e fui a todos os circuitos acompanhando o trabalho dos policiais e vi nas pessoas a satisfação por verem a segurança em todos os lugares. Paralelamente, realizamos o trabalho regular de garantir policiamento nos bairros, o que não foi alterado com o esquema de Carnaval”, ressaltou coronel Pereira.
As equipes do Corpo de Bombeiro realizaram trabalho de prevenção e contenção de casos, dias antes do início das previas carnavalescas com monitoramento e vistoria de estruturas como a Passarela do Samba e palcos dos circuitos. O objetivo era garantir que sistemas elétricos, equipamentos de segurança e iluminação, ferragens das estruturas e demais itens estivessem adequados para a folia. Documentações como alvarás de funcionamento e a venda informal, também foram monitoradas.
O esquema resultou na queda das ocorrências em 85% na Grande Ilha. Somaram 26 casos este ano, contra 177 registrados no período, em 2016. No interior foram 336 casos ano passado caindo para 102, que representa diminuição de 33%. “Esse é resultado do bom trabalho promovido e que ratifica o plano correto nas ações conjuntas das polícias. Sinto-me honrado em fazer parte desta equipe que se mostra sempre compromissado com a segurança do cidadão”, disse o coronel Célio Roberto, comandante geral do CBMMA.
Municípios
O esquema de segurança resultou na queda das ocorrências em 85% na Grande Ilha. Foto: Orcenil Júnior/Secap

No interior do Estado, a ação policial garantiu a queda nos homicídios em 25%. Enquanto em 2016 totalizaram 32 casos deste tipo no mês de fevereiro, o número caiu para 24 este ano. Destes, apenas quatro em área dos circuitos registrados em Apicum Açu, Bacuri, Santa Helena e São João dos Patos, todos envolvendo arma branca. “Os resultados positivos só reforçam o trabalho coeso que a Segurança vem promovendo e vamos manter essa operação para que possamos coibir os crimes e trazer tranquilidade à população”, pontuou o delegado-geral de Polícia Civil do Interior (SPCI), Dircival Rodrigues. Nos interiores houve ainda apreensão de 29 armas e de 18 quilos de drogas diversas; e 159 prisões em flagrante realizadas.
Para o Carnaval foram destacados 1500 policiais militares que atuaram nos circuitos em viaturas, motorizados, a pé e cavalaria. Ainda 200 nos plantões das delegacias de Polícia Civil, de forma permanente, na região do Maiobão, Centro, Cohatrac, Cidade Operária, Vila Embratel e mais a Delegacia de Homicídios e o plantão da Raposa; e 400 para as cidades onde houve grande promoção de festas no interior do Estado.
CVLIs
O relatório da Secretaria de Segurança aponta ainda queda de 20% nos registros gerais de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) no período, na Grande Ilha – que incluem homicídios, lesão corporal seguida de morte e latrocínio (roubo seguido de morte). Somaram 71 casos de homicídios em fevereiro de 2016 e caíram para 57 este ano. Do total, nove foram no período carnavalesco, mas nenhum nas áreas de circuito oficial. A diminuição é de 44%, considerando o ano passado quando este número chegou a 16 registros.





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