3 Perguntas para Rayol Filho
O vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Maranhão-Sinpol, José Peperiguassú Britto Rayol Filho, mais conhecido como Rayol Filho, do alto dos seus 37 anos vem ao lado do presidente da entidade, Elton Neves, capitaneando a discussão pelo enfrentamento da Reforma da Previdência no estado. A Reforma, amplamente repudiada em solo maranhense, prevê extinção de direitos dos servidores. O Sinpol quer mantê-los.
Graduado em Administração Hospitalar e graduando no Curso de Bacharel em Direitopela Universidade Federal do Maranhão e já há oito anos servidor da polícia civil, Rayol falou a Agência Baluarte em nome da categoria. Ele fez um breve resumo do que os servidores da Segurança reivindicam diante da problemática. Aproveitou também para traçar breve perfil da nova gestão do sindicato para os próximos anos. Boa leitura:
POR FERNANDO ATALLAIA
EDITOR-CHEFE DA AGÊNCIA BALUARTE
Agência Baluarte- Diante das últimas manifestações contra a Reforma da Previdência no estado e das quais o Sinpol participou ativamente, o que o sindicato reivindica à categoria dos policiais civis nessa questão?
Rayol Filho- A atual diretoria do Sinpol-MA frente à luta contra a Reforma da Previdência em conjunto com demais instituições pelo país, como a COBRAPOL (Confederação Brasileira dos Trabalhadores Policiais Civis) e UPB (União dos Policiais do Brasil), não está de acordo com as subtrações de direitos impostas na Reforma, pois a proposta de emenda pretende retirar da Constituição o Artigo que reconhece a atividade de risco dos profissionais de segurança nos critérios de concessão da aposentadoria. A atividade de risco dos policiais é atualmente assegurada pela Constituição Federal e vemos que não há argumento coerente para sustentar a retirada desse direito das categorias que exercem função pública de forma diferenciada. O Governo Federal só conseguirá superar a atual crise na Segurança Pública se oferecer condições dignas para os servidores que atuam no segmento, são inúmeros os policiais civis dentre outras corporações que já protocolaram pedidos de aposentadoria, consequentemente um número menor de policiais para combate aos crimes.
| O vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Maranhão-Sinpol, Rayol Filho. |
Agência Baluarte- A atual gestão do sindicato é formada por jovens policiais que mostram incisivo engajamento na luta por melhorias à categoria no estado. Qual o perfil da atual gestão à frente do Sinpol?
Rayol Filho- Somos um grupo de várias idades e que quando unidos busca agregar o melhor de cada um para levar à categoria, que tem vivido dias difíceis e de poucas glórias, inexistência de reconhecimento pelos trabalhos prestados à sociedade. Estamos em busca de dias melhores e mostramos para o Governo do Maranhão que a Segurança Pública não se faz apenas com propaganda ou na valorização de determinado cargo. Dentro da instituição Polícia Civil há o Comissário de Polícia, o Investigador, o Escrivão, o Perito Criminalista, o Auxiliar de Perícia, o Auxiliar de Médico Legista, o Operador de Rádio e o Motorista Policial, deve-se olhar, portanto, para todos como parte da corporação e não individualmente tratar um a um, como tem ocorrido nos últimos anos.
Agência Baluarte- Quais são hoje as principais demandas e conquistas a serem pleiteadas em caráter de urgência pelos policiais civis do Maranhão?
Rayol Filho- A categoria anseia por valorização profissional e os representantes devem tomar a frente na convocação daqueles que estão a esperar, para que possamos construir um projeto de âmbito institucional e que reflita de forma positiva diante e para a sociedade. Sabemos que nos últimos anos a instituição Policia Civil sofreu um desgaste a nível nacional, descrédito quanto à sua atividade precípua, a investigação criminal, não por culpa dos profissionais, mas da estrutura que a cada tempo se torna ainda mais precária ou desvalorizada, sem os investimentos necessários na área de Segurança Pública. Uma instituição com mais de um século de vida vem sendo desmontada por egos ou individualismo, algo que enquanto representantes da categoria, à frente do Sindicato dos Policiais Civis do Maranhão, iremos lutar arduamente para mudar o desprezo que aflige a todos os policiais civis, pois estes homens e mulheres honrados deixam suas famílias em casa não para ir não somente ao local de trabalho, mas para doar sua vida em prol da sociedade, não há preço justo ou ideal nesta relação entre trabalho e a defesa da sociedade. É dever daqueles que se dispõem ao se fazerem escolhidos. Queremos o reconhecimento do trabalho em todos os aspectos, mas principalmente do Governo do Estado, pois valorizar é preciso.
http://agenciadenoticiasbaluarte.blogspot.com.br/
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