POESIA SEMPRE!
Leia na integra o poema Infernais e Auspiciosas da obra inédita Praia Grande- Solstício da Última Tragédia de autoria do poeta e jornalista maranhense Fernando Atallaia
Da primeira vez ele tocou as tetas e um oráculo de agonia se abriu
Da segunda ele beijou escumas e o chão de São Luís entre as fendas se despiu
Em sangue
Algas claras perfurantes
Havia gemidos sob as cordilheiras
Adormecidas as serpentes, ela cravou dragões
A terra sobre as largas costas dele
Ela o queria como sempre
Mar violento sobre as parcas ondas
Rascunho agonizante nos trovões da consciência
Haverá o tempo da esperança, mas não no hoje espalhado pelas cotações imperiosas
Quem será maior que o verme corroendo na tarde o casarão inerte, impávido?
Quem?
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Medo pavor trágica notícia nos empapelados matutinos
O sonho tal quais as movediças adentrando inéditos infernos
A terra ao irromper angústias trespassadas trouxe benevolência e miséria
Fome, correria e desespero
Os tentáculos de esperança falharam?
Luas dos românticos refugiadas ao largo da Gonçalves
Ele veio das profundezas do coração das conchas reclamantes
Longos braços esticados sobre os varais do tremor anunciado
Ela o queria como sempre
Mar violento sobre as parcas ondas
Rascunho agonizante nos trovões da consciência
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Ai, gritam os homens entres as pequenas, grandes ruas
Ai, gemem elas nas quitandas solitárias
Um desterro derramado até os anjos da guarda entristecidos
Os homens sãos de óculos quebrados vislumbram cometas desejosos de vingança
Haverá o tempo da esperança, mas não no hoje espalhado pelas cotações imperiosas
Quem será maior que o verme corroendo na tarde o casarão inerte, impávido?
Quem?
http://agenciadenoticiasbaluarte.blogspot.com.br/
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