Postado em: 2 de janeiro de 2024 | Por: Ezequiel Neves

Verão 2024: estação marca período importante para agricultura



Altas  temperaturas, chuva e tendência de dias mais quentes e úmidos. Com a chegada do verão, todos esses fatores contribuem para um cenário favorável para a agricultura brasileira. Além de ser importante para a produção agrícola, a estação tem relevância para a geração de energia por meio de hidrelétricas, reposição hídrica e manutenção dos reservatórios de abastecimento de água em níveis satisfatórios. 

O especialista em agronegócios Marcelo Moura explica que existem setores responsáveis por alavancar a economia brasileira que têm no verão a expectativa de crescimento em oportunidades e negócios, como a agricultura. “O verão brasileiro é marcado pelas altas temperaturas e também por chuvas. É a estação onde a reprodução animal, sobretudo a reprodução bovina, ocorre com maior tranquilidade”, destaca.

Moura lembra que a estação também coincide com o final do plantio da soja. “É justamente no verão, devido à alta umidade e alta incidência de raios solares que a planta vai se desenvolver. Vai crescer para que esteja pronta para a colheita, logo em seguida abrindo espaço para o milho, que entra logo após a soja utilizando as mesmas lavouras, os mesmos espaços”, observa.

Tendência de chuvas

Neste período, a ocorrência de chuva em praticamente todo o país é cada vez mais comum, com exceção do extremo sul do Rio Grande do Sul, nordeste de Roraima e leste do Nordeste, onde os volumes totais de chuva costumam ser inferiores a 400 milímetros (mm), indica o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

A chuva é provocada nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, principalmente, pela atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). Já no norte das regiões Nordeste e Norte, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) é o principal sistema responsável pelo período chuvoso. As regiões Norte e Centro-Oeste apresentam, em média, os maiores volumes de chuva com acumulados entre 700 mm e 1.100 mm.

Andréa Ramos, meteorologista do Inmet, observa que o retorno da chuva, esperado para a segunda quinzena do mês de dezembro de 2023, contribuiu para a elevação dos níveis de água no solo em algumas áreas. Segundo a especialista, este cenário tem sido importante para a retomada do plantio e o desenvolvimento dos cultivos de primeira safra.

“Em termos de plantio de safra é necessário termos condições favoráveis na questão das chuvas e até mesmo temperatura para que tenhamos uma produtividade mais eficiente. E os sistemas estão atuando de forma a impactar na produção agrícola”, avalia.

Previsão para o tempo e o plantio

De acordo com a meteorologista, em janeiro de 2024 o cenário pode ser positivo para a produção agrícola. “A tendência é que as chuvas retornem contribuindo para a recuperação dos níveis de água do solo, favorecendo culturas em estados fenológicos [desenvolvimento das plantas] de maior necessidade hídrica”, analisa.

Mas ela alerta que o cenário pode ser diferente na região Sul, onde os níveis de água no solo devem se manter elevados. “O solo está muito encharcado na região Sul. Isso tem impacto. Tem uma maior probabilidade de gerar excedente hídrico em algumas localidades nos próximos meses. São vários meses com chuvas acima da média e isso já diminui essa questão da condição adequada para a agricultura.

Marcelo Moura acrescenta que a primavera foi atipicamente quente, com chuvas em excesso, calor em excesso, mas ainda existe uma certa expectativa de que seja um verão plural e que as lavouras não sejam comprometidas com irregularidades muito fora do padrão.

Postado em: 1 de janeiro de 2024 | Por: Ezequiel Neves

Piso da Enfermagem: 2024 começa ainda sem acordo sobre salário da categoria



Os enfermeiros, técnicos em enfermagem, auxiliares de enfermagem e parteiras de todo o país começam o ano de 2024 sem um acordo sobre a implementação do valor do piso salarial da categoria. Ao longo do ano de 2023, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) foi chamado pela Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde) — que representa a categoria patronal de estabelecimentos privados de saúde —, para mediar a situação. Vários encontros foram feitos, mas sem solução.

No momento, ainda existe uma proposta em aberto no TST. Na última reunião, a CNSaúde entregou o documento ao tribunal, que já repassou para os profissionais do setor. No entanto, segundo informações do próprio TST, as entidades de representação dos trabalhadores da saúde ainda não responderam. Eles estão analisando o que foi sugerido criando, assim, uma expectativa a respeito do assunto — se irá ou não ser encerrado definitivamente no ano que começa.

Na opinião do presidente da CNSaúde, Breno Monteiro, o problema já poderia ter sido resolvido se, desde o processo legislativo, existisse um cuidado para se identificar as possibilidades e a viabilidade para efetuar o pagamento. “O impacto era de mais de R$ 16 bilhões para o pagamento do piso e obviamente isso num custo muito alto, de acréscimo em folha de pagamento para o serviço de saúde — e a gente não conseguiu ainda”, pontua. 

A última proposta apresentada pela CNSaúde foi rejeitada pelo próprio TST. A entidade patronal sugeriu o parcelamento dos reajustes por um prazo de até 3 anos. Ela foi considerada, pelo tribunal, incapaz de atender aos interesses da enfermagem e descartada pelo TST sem passar pelos representantes da categoria. Os profissionais consideraram as negociações uma tentativa de protelar a remuneração aprovada como lei e integrada à Constituição.

Para o conselheiro do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) Daniel Menezes, este ano precisa ser decisivo. Ele diz que não cabem mais tantas negociações. “Para 2024, a gente já sabe que está no orçamento da União o valor do custeio necessário, aquele que foi instituído na medida provisória, na emenda 127, para fazer o repasse às instituições públicas, todos os entes federados, filantrópicas, santas casas e aqueles que atendem pelo menos 60% do SUS.”

O conselheiro reconhece que o ano de 2023 foi importante para a implementação do piso da categoria, mas admite que o cenário ainda não é favorável para todos. “A nossa expectativa é que a gente consiga fazer a implementação a 100%. Então, toda essa luta de 2023, ela continuará em 2024”, avalia.

Impasse no STF

A situação também foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF), com o julgamento dos embargos de declaração referentes à decisão que estabeleceu critérios específicos para o pagamento do piso salarial dos profissionais da enfermagem. O plenário do STF concluiu, em sessão virtual, que a implementação do piso, em relação aos profissionais celetistas em geral, deve ocorrer de forma regionalizada, por meio de negociação coletiva nas diferentes bases territoriais e nas respectivas datas-bases.

Conforme a decisão, o entendimento foi que deve prevalecer o negociado sobre o legislado, tendo em vista a preocupação com eventuais demissões e o caráter essencial do serviço de saúde.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) alerta sobre a importância de os gestores municipais continuarem atentos às novas orientações que podem decorrer após a decisão do STF. Segundo a CNM, com a rejeição dos embargos de declaração que foram apresentados pela confederação, algumas questões não foram esclarecidas, a exemplo do custeio dos encargos legais, atualmente suportados pelos municípios e com impactos financeiros significativos que merecem atenção.

Na opinião do advogado especialista em direito da saúde Josenir Teixeira, a lei já existe há meses, a situação é bem delicada de se resolver. “Os trabalhadores querem receber exatamente o que a lei prevê e os empregadores não possuem dinheiro para pagar, sendo que o repasse do governo será insuficiente para isso”, avalia.  

De acordo com a legislação e nos termos da decisão do Supremo Tribunal Federal, o piso é de R$ 4.750 para enfermeiras e enfermeiros, R$ 3.325 para técnicas e técnicos e R$ 2.375, para auxiliares e parteiras.

Eleições municipais 2024: Dívidas dos municípios ameaçam reeleição de prefeitos, que podem se tornar "ficha suja"



Mesmo com o aumento do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) repassado às prefeituras em dezembro, boa parte dos executivos municipais ainda enfrenta dívidas. De acordo com a Confederação Nacional de Municípios (CNM), pelo menos 27% dos prefeitos terminaram o ano no vermelho. É o que aponta o estudo feito pela entidade em dezembro, quando a Confederação ouviu mais de 80% dos prefeitos brasileiros.

Tradicionalmente, em ano eleitoral, os rombos nas contas públicas obrigam os próximos eleitos a herdarem dívidas e demandas da população não atendidas pelos mandatários anteriores. Ao iniciar 2024, as dívidas também podem dificultar a reeleição de muitos prefeitos ou, ainda, atrapalhar a eleição dos candidatos apoiados por gestores municipais que estiverem nesta situação.

“No aspecto político, se o prefeito tem boa popularidade, possivelmente vai tentar a reeleição – independente de conseguir ou não honrar com as contas públicas do município”, analisa o cientista político Valdir Pucci, professor da Faculdade Republicana de Brasília. 

Mas Pucci adverte que as dívidas contraídas pelos municípios podem provocar o enquadramento dos prefeitos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), fazendo com que eles se tornem "fica suja".

“Agora, se a gente for olhar pelo aspecto fiscal da questão, aí sim, eu acredito que os prefeitos possam, inclusive, evitar de se candidatarem, justamente porque lá na frente eles terão que responder pela LRF”, acrescenta o cientista político.

Risco de ficha suja

Para o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, a grande preocupação dos prefeitos que se encontram no vermelho deveria ser o risco de se tornarem ficha suja. O líder municipalista afirmou recentemente à reportagem do Brasil 61,  que este risco existe e é eminente para muitos prefeitos, por causa do endividamento de seus municípios.

“Há uma progressão quase contínua no déficit público, onde os municípios arrecadam cada vez menos e continuam com a despesa aumentando muito”, informa o líder nacional dos gestores. Segundo ele, “o custeio é o principal elemento que detona essa crise e a despesa de pessoal”, avalia. 

“É quase uma tempestade perfeita: cerca de 51 % dos municípios do Brasil mostram claramente essa evolução negativa, a receita caindo e a despesa aumentando”, revela Zilkoski, esclarecendo que milhares de municípios não encontram solução, “porque não têm base de arrecadação”.

“A legislação é muito séria, [os prefeitos] vão ter as contas rejeitadas, vão se tornar ficha suja, a maioria, se não olhar melhor essa situação”, alerta o presidente da entidade. “Então, a tendência é aprofundar esta crise”, conclui.

FPM: União repassa R$ 4.5 bi para prefeituras em último repasse do ano; clique e saiba o valor destinado para sua cidade 

Estamos no novo ano…


A todos vocês que acompanharam o Blog do Ezequiel  Neves neste ano que acabou o meu muito obrigado pela parceria e a confiança de sempre.

O sentimento que me move é o de gratidão a todos vocês.

Que o novo ano seja de coisas boas para todos nós. Que seja de paz, saúde, harmonia e muito trabalho.

Que os nossos sonhos virem realidade no novo ano, na certeza de que teremos um ano ainda melhor.

Renovo aqui o meu compromisso de continuar levando a melhor informação e a verdade até vocês.

Seguiremos juntos em 2024 e que o amor esteja presente em todos os dias deste novo ano começa hoje.

Contamos com vocês.


Feliz Ano Novo!

Postado em: 31 de dezembro de 2023 | Por: Ezequiel Neves

Última postagem do ano...




Olá mais uma vez, marujos de água doce!


Nesta última postagem de 2023, não tenho muito a dizer, a não ser agradecer pela participação de todos. Sei como é grande a responsabilidade de manter um blog sobre Notícias e Atualidades ainda mais sendo (até onde eu sei) o único do Brasil em atividade. Espero estar agradando a maioria, pois sei que a todos é impossível...

Em 2024, espero trazer boas notícias em nosso Blog.

Enfim, quero que todos os leitores do blog do Ezequiel Neves continuem visitando, comentando, dando sugestões e fazendo críticas construtivas. Mais uma vez obrigado e...

HOJE OS PARABÉNS VÃO PARA O VICE-GOVERNADOR FELIPE CAMARÃO




Feliz aniversário, Felipe Camarão!


Que esta nova etapa chegue recheada de muita saúde e novas oportunidades para concretizar os seus sonhos mais desejados. Que a alegria acompanhe você por todos os momentos e que Deus continue guiando todos os seus passos e iluminando cada vez mais os seus pensamentos. 

Feliz aniversário, muita saúde, paz e sucesso!



Mensagem de Feliz Ano Novo do ex-prefeito Laci




Mais um ano está termiando e nossos pensamentos se voltam para uma retrospectiva do ano que se encerra e da perspectiva para o ano que se aproxima.

Cada um de nós temos nossos planos, objetivos e metas a serem alcançadas e isso nos alimenta na vida em Jesus Cristo. Que Deus possa derramar sua infinita bondade sobre seus corações.

A todos os Raposense, um 2024 de muita saúde, paz, alegrias e expectativas. Que neste final de 2023 possamos estar todos nós comemorando mais uma passagem de ano agradecendo por tudo que aconteceu.

É o que deseja a todos os Raposense o ex-prefeito Lací. A você meu amigo, meu familiar, meu correligionário, a você morador de Raposa um feliz Ano Novo!!!