Postado em: 20 de agosto de 2023 | Por: Ezequiel Neves

Após operação da Polícia Federal, Moraes proíbe pai de visitar Mauro Cid na cadeia

 




Foto: Montagem iG / Lula Marques/ Agência Brasil e reprodução / Alesp

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu o general Mauro Lourena Cid de visitar o filho, o ex-ajudante de ordens Mauro Cid, na cadeia. O despacho foi assinado neste sábado (19) pelo magistrado.

Moraes justificou que Lourena e Cid são investigados pela Polícia Federal pelo mesmo crime e não poderiam manter contato para não prejudicar as investigações. O pai de Cid é suspeito de intermediar a venda de joias recebidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) do governo árabe.

O ministro ainda proibiu Mauro Cid de manter contato com outros investigados no inquérito. Cid está preso desde maio após ser alvo de uma operação da PF por falsificação de cartões de vacinação de Bolsonaro, assessores e sua família.

A Polícia Federal investiga a venda de um Rolex a uma joalheria nos Estados Unidos e a recompra do produto para a devolução ao Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo os investigadores, Cid teria vendido a joia e pedido para que o advogado Frederick Wassef recomprasse.

O advogado de Mauro Cid, Cezar Bitencourt, afirmou que o ex-ajudante de ordens vendeu a joia a mando de Jair Bolsonaro. A defesa ressaltou que o dinheiro foi entregue para Bolsonaro ou para ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

As joias deixaram o Brasil no dia 30 de dezembro, junto com o ex-presidente. Elas foram presenteadas pelo governo da Arábia Saudita e, segundo o TCU, não deveriam ser incluídos no acervo pessoal de Bolsonaro. Ele, porém, afirma que os presentes eram personalíssimos e não precisariam ser destinados para o acervo do Palácio do Planalto.

Último Segundo/IG

FPM: Famem convoca prefeitos para reunião e não descarta paralisação

 

O presidente da Famem (Federação dos Municípios do Estado do Maranhão) e prefeito de São Mateus, Ivo Rezende, convocou os prefeitos e prefeitas maranhenses para uma reunião na próxima terça-feira (22), às 15h, no Hotel Luzeiros.

O assunto principal são as perdas de recursos que a maioria dos municípios têm tido, em especial o FPM (Fundo de Participação do Município), que ainda é a principal fonte de receita das cidades maranhenses.

Na reunião, os prefeitos e prefeitas devem decidir se vão aderir ao movimento “Sem FPM não dá”, que resultará em protestos no dia 30 de agosto, com paralisação das prefeituras. Alguns estados como Paraíba e Piauí já confirmaram que irão aderir ao movimento.

A ideia da paralisação, onde as prefeituras vão fechar as portas por 24 horas, é chamar atenção do Governo Federal e do Congresso Nacional com relação a queda no repasse do FPM.

A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) aponta que 51% dos municípios enfrentam dificuldades financeiras, especialmente pela queda no FPM. No Maranhão, Ivo Rezende destacou que cerca de 65 prefeituras, algo em torno de 30%, já registraram problemas financeiros, incluindo com atraso salarial de servidores.

Postado em: 18 de agosto de 2023 | Por: Ezequiel Neves

Cantora gospel é presa em operação da Polícia Federal por incentivar atos de 8 de janeiro

 


A cantora gospel Fernanda Ôliver foi presa na manhã desta quinta-feira (17) na 14ª fase da operação “Lesa Pátria“, da Polícia Federal”, que apura os responsáveis por convocar e incentivar os atos criminosos de 8 de Janeiro, em Brasília.

Além de Fernanda, também foram presos o pastor Dirlei Paz e os influenciadores Rodrigo Lima e Isac Ferreira. Ao todo, foram cumpridos oito mandados de prisão contra envolvidos na invasão à Praça dos Três Poderes.

De acordo com a PF, os mandados foram cumpridos em Goiás, Paraná, Santa Catarina, Bahia e Distrito Federal, com autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).


Ainda segundo a PF, os alvos da operação desta quinta, incluindo Fernanda Ôliver, integravam um grupo suspeito de ter incentivado o movimento chamado “Festa da Selma“, um código usado pelos manifestantes para se referir aos atos golpistas de 8 de janeiro.

A expressão era usada para organizar o transporte utilizado para as invasões, compartilhar coordenadas e dar instruções sobre a invasão.

JC/UOL

Em CPI, Hacker Delgatti chama Sergio Moro de ‘criminoso contumaz’ e senador revida; “bandido aqui é o senhor”

 

O hacker Walter Delgatti Neto e o senador Sergio Moro (União-PR) bateram boca na sessão desta quinta-feira (17) da CPI dos Atos Golpistas. O hacker, que prestava depoimento, chamou Moro de “criminoso contumaz” e, em resposta, foi chamado pelo ex-juiz de “bandido”.

Delgatti Neto ficou conhecido como o hacker da “Vaza Jato”, em 2019, quando invadiu dispositivos eletrônicos e vazou mensagens atribuídas ao então ministro da Justiça e ex-juiz Sergio Moro, a integrantes da força-tarefa da Lava Jato e outras autoridades.

Na sessão desta quinta, o clima entre os dois foi de embate. Moro citou condenação de Delgatti pelo crime de estelionato, relacionado a golpes que teriam sido cometidos em Araraquara (SP), e perguntou ao hacker quantas vítimas ele teria prejudicado. Delgatti respondeu:

“Relembrando que eu fui vítima de uma perseguição em Araraquara, inclusive, equiparada à perseguição que vossa excelência fez com o presidente Lula e integrantes do PT”.

Na sequência, Delgatti disse que leu conversas do ex-juiz da Lava Jato em aplicativos de mensagem. “Li a parte privada e posso dizer que o senhor é um criminoso contumaz, cometeu diversas irregularidades e crimes”.

Moro, então, pediu ao vice-presidente da CPI, senador Cid Gomes (PDT-CE), que exercia a presidência da comissão, que advertisse Delgatti, dizendo que o depoente não podia caluniar um senador na CPI.

“Bandido aqui, desculpe senhor Walter, que foi preso é o senhor. O senhor foi condenado. O senhor é inocente como o presidente Lula, então?”, indagou o senador.

“O senhor não foi preso porque recorreu à prerrogativa de foro por função”, retrucou o hacker.

O senador Cid Gomes (PDT-CE), que presidia a sessão, pediu que Moro e o depoente se respeitassem, e a reunião prosseguiu.

Novo embate

Posteriormente, Sergio Moro mencionou que Walter Delgatti teria invadido os aplicativos de mensagens de mais de 170 pessoas. Delgatti confirmou e disse, inclusive, que teria invadido um número maior de dispositivos.

“Inclusive, cheguei às conversas do senhor com o então procurador Dallagnol e essas conversas foram chanceladas pelo STF e são utilizadas até hoje para anular condenações de pessoas inocentes”, afirmou Delgatti.

“Pessoas que cometeram crime contra a Petrobras e roubaram dinheiro, é isso…”, respondeu Moro.

“Eu fico com a versão do STF”, afirmou o hacker.

Mais uma vez, Cid Gomes interrompeu e pediu que Moro e Delgatti se limitassem a tratar dos temas investigados pela CPI e não de questões passadas.

Moraes autoriza quebra de sigilos bancário e fiscal de Jair Bolsonaro, Michelle e Mauro Cid

 

Alexandre de Moraes / Crédito: Carlos Moura/SCO/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do ex-ajudante de ordens da Presidência da República tenente-coronel Mauro Cid. O pedido foi feito na última semana pela Polícia Federal. As informações foram confirmadas por fontes da Record TV na corporação.

Nos últimos dias, investigações sobre supostas vendas ilegais de joias presenteadas por autoridades estrangeiras puseram Bolsonaro e a esposa dele na mira da PF.

Apesar de o ex-chefe do Executivo e Michelle não terem sido alvo da última operação sobre as joias, o relatório de investigação mostra que pode haver relação direta deles com o caso. O uso de avião público para transportar bens a serem vendidos nos Estados Unidos e as mensagens que organizam a entrega “em mãos” de US$ 25 mil ao ex-presidente estão entre os indícios encontrados.

O ministro Alexandre de Moraes vê “determinação” de Bolsonaro para o esquema. A defesa do ex-presidente afirmou que ele “jamais se apropriou ou desviou quaisquer bens públicos”. Em nota, a defesa diz também que Bolsonaro entregou joias “voluntariamente e sem que houvesse sido instado” ao Tribunal de Contas da União (TCU), episódio que ocorreu em março deste ano. Entre os itens de luxo devolvidos estão abotoaduras, um anel, um relógio, uma caneta e uma masbaha, objeto religioso.

Uma operação realizada na última sexta-feira (11) teve como alvo o general da reserva Mauro Cesar Lourena Cid, pai do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Cid, além do tenente do Exército Osmar Crivelatti e do ex-advogado da família Bolsonaro Frederick Wassef.

Por Natália Martins/R7

Mauro Cid vai confessar que vendeu joias a mando de Bolsonaro, diz revista

 

Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados


O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do presidente Jair Bolsonaro (PL), vai confessar que vendeu as joias recebidas pelo ex-chefe em agendas oficiais, transferiu o dinheiro para o Brasil e entregou os valores em espécie para Bolsonaro.

A informação foi dada pelo advogado criminalista Cezar Bitencourt para a revista Veja e confirmada ao Estadão. Durante a semana, o advogado, que acabou de assumir a causa, deu sinalizações nesse sentido.

“A gente conseguiu contornar uma coisa que era quase impossível”, afirmou ao jornal a advogada Vania Bitencout, que é sócia do marido no escritório que defende o militar.

Cid estaria disposto a dizer que participou da venda de joias que foram dadas a Bolsonaro como presentes, mas não poderiam ser comercializada por se tratarem de um bens públicos. Conforme a revista, o ex-braço direito do presidente vai confirmar em depoimento que ajudou na venda dos objetos de luxo nos Estados Unidos e entregou os valores a Bolsonaro.

O militar vai justificar que cumpria ordens diretas do ex-chefe do Executivo e vai apontá-lo como mandante do esquema. “Resolve lá”, era a ordem dada pelo então presidente para seu auxiliar, o que incluía a venda e o repasse do dinheiro ilegal para Bolsonaro, segundo o advogado.

“A questão é que isso pode ser caracterizado também como contrabando. Tem a internalização do dinheiro e crime contra o sistema financeiro”, disse Bitencourt para a Veja. “Mas o dinheiro era do Bolsonaro”, acrescentou.

Estadão Conteúdo

Postado em: 17 de agosto de 2023 | Por: Ezequiel Neves

Bolsonaro ofereceu indulto por manipulação em urna, diz hacker da Vaza Jato

 



O hacker Walter Delgatti Neto afirmou, nesta quinta-feira (17/8), que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ofereceu indulto para que ele criasse um “código-fonte fake” e questionasse a legitimidade das urnas eletrônicas.

A declaração foi dada em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8/1, no Congresso Nacional. Segundo Delgatti, a proposta teria sido feita por um marqueteiro do PL, em uma reunião no Palácio da Alvorada, no ano passado.

De acordo com Delgatti, durante o encontro, o marqueteiro sugeriu que ele simulasse falhas em uma urna eletrônica para instigar a população a questionar a legitimidade do processo eleitoral. A ação seria orquestrada em 7 de setembro do ano passado.

“A ideia dele era falar que a urna, se manipulada, sairia o mesmo resultado. Um código fonte fake. Essa apresentação fake iria explicar à sociedade, a quem estivesse no dia 7 de setembro, que era possível aquela urna que eles veem na eleição imprimir outro voto. A ideia era essa”, explicou Delgatti.

Segundo o hacker, Bolsonaro disse que não entendia a parte técnica do funcionamento das urnas. Portanto, determinou que Delgatti fosse ao Ministério da Justiça, acompanhado do coronel Marcelo Câmara, para conversar com técnicos da pasta. O então presidente ainda assegurou que Delgatti recebria um indulto caso fosse incriminado.  

Ele me disse que eu estaria ajudando a salvar o Brasil”, disse. “A ideia era de que eu receberia um indulto do presidente. Eele havia concedido o indulto a um deputado federal e como eu estava com cautelares que me proibiam de acessar a internet e trabalhar, eu visava esse indulto”, continuou.