Postado em: 31 de outubro de 2022 | Por: Ezequiel Neves

BRAGA NETTO PODE COORDENAR TRANSIÇÃO DE GOVERNO

Foto: José Dias/PR/Flickr

Fontes do governo informaram à CNN que o ex-ministro, e que foi candidato a vice, Braga Netto, é um dos cotados para coordenar a transição pelo lado do governo.

A leitura é de que ele conhece bem a estrutura administrativa do governo, pois foi ministro da Casa Civil e coordenou o programa de governo.

Braga Neto também tem bom trânsito interno entre as diferentes alas do governo, o que facilitaria o processo de levantamento de dados.

CNN Brasil

SAIBA QUEM É JANJA, A NOVA PRIMEIRA-DAMA DO BRASIL

 

Foto: Reprodução, Redes Sociais / BM&C News

Nova primeira-dama do Brasil, a socióloga Rosângela da Silva, a Janja, de 56 anos, nasceu em União da Vitória, cidade no Paraná, mas cresceu na capital Curitiba. Foi lá que o marido, Luiz Inácio Lula da Silva, passou 580 dias preso na sede da Polícia Federal entre 2018 e 2019.

Os dois começaram a namorar em 2018, um ano depois de o petista ficar viúvo de Marisa Letícia, morta aos 66 anos após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). Na época, Lula estava preso após ter sido condenado no âmbito da Operação Lava Jato, que investigava desvios de recursos na Petrobras. Janja usava as redes sociais para defender a soltura do ex-presidente.

A primeira aparição pública do casal ocorreu em 8 de novembro de 2019, dia em que o petista deixou a prisão. Eles se casaram em 18 de maio deste ano, em São Paulo.

Desde o início da campanha de Lula à Presidência, Janja é figura presente em eventos de campanha, como caminhadas e comícios, nos quais faz discursos e canta. Filiada ao PT desde os 17 anos, ela se declara “petista de carteirinha”.

Janja é formada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), tem especialização em história e MBA em gestão social e sustentabilidade pela Universidade Positivo.

Começou a carreira na Croma Engenharia, na Usina Hidrelétrica Barra Grande, conforme seu perfil na rede social Linkedin.

Em 2005, aos 38 anos, ingressou na Itaipu Binacional, hidrelétrica localizada no Rio Paraná, na fronteira entre Brasil e Paraguai, onde trabalhou por quase 20 anos. Atuou como assistente do diretor-geral e coordenadora de programas voltados ao desenvolvimento sustentável.

Entre 2012 e 2016, foi assessora de comunicação e relações institucionais da Eletrobras, no Rio de Janeiro. Em 2016, retornou a Itaipu, onde ficou até 2020.

Ela também foi professora universitária de sociologia nos cursos de administração, economia, ciências contábeis e engenharia.

CNN Brasil

NORDESTE É A ÚNICA REGIÃO EM QUE LULA OBTEVE MAIS VOTOS QUE BOLSONARO; CONFIRA

 

Foto: Ricardo Stuckert/PT

Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aos 77 anos, foi eleito o 39º presidente da República neste domingo (30) ao derrotar Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição. Lula obteve 50,20% dos votos válidos, contra 49,10% do candidato à reeleição.

Tradicional reduto petista, o Nordeste foi decisivo para a vitória de Lula. Ele recebeu 69,34% dos votos válidos da região – única em que ele superou Bolsonaro. A  larga vantagem de petista na região foi capaz de conduzi-lo à Presidência, ainda que atual presidente tenha sido mais votado em outras localidades

Bolsonaro venceu em todas as outras regiões do país, tendo a maior vantagem no sul, onde conquistou 61,84% dos votos válidos. No sudeste, que concentra o maior número de eleitores, Lula recebeu 45,73% dos votos válidos e Bolsonaro 54,27%.

Confira as regiões em que Lula ganhou e perdeu:

Sul

  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – 38,16%
  • Jair Bolsonaro (PL) – 61,84%

Sudeste

  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – 45,73%
  • Jair Bolsonaro (PL) – 54,27%

Centro-Oeste

  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – 39,79%
  • Jair Bolsonaro (PL) – 60,21%

Nordeste

  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – 69,34%
  • Jair Bolsonaro (PL) – 30,66%

Norte

  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – 48,97%
  • Jair Bolsonaro (PL) – 51,03%

CNN

MORAES LIGOU PARA LULA E BOLSONARO APÓS RESULTADO DAS ELEIÇÕES

 

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil / BM&C News

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, disse que telefonou para o presidente Jair Bolsonaro (PL) e para o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assim que foi definido o resultado do segundo turno. Em coletiva de imprensa, Moraes também falou sobre polarização e risco de contestação do resultado.

Primeiro, segundo ele mesmo informou, Moraes falou com Bolsonaro. Depois, ligou para Lula, que ganhou o pleito por uma margem de cerca de 2 milhões de votos – 50,90% por 49,10%.

“Quero informar que liguei pessoalmente para conversar com ambos os candidatos após as eleições, após a apuração […] dizendo que a Justiça Eleitoral já estava apta e iria proclamar o resultado oficial das eleições e cumprimentando ambos por terem participado do mais importante momento da democracia, que é o momento das eleições”, disse Moraes em coletiva de imprensa.

O ministro discursou, também, sobre a polarização vivida neste pleito. “Houve uma polarização maior e cabe aos vencedores unir o País. Porque aqueles que foram eleitos irão governar todos os brasileiros”, declarou.

Moraes ainda afirmou esperar que, a partir destas eleições, “finalmente cessem as agressões ao sistema eleitoral” e esperar o fim dos “discursos fantasiosos, as notícias fraudulentas e criminosas contra as urnas eletrônicas”. “Quem novamente atestou a credibilidade das urnas foi o povo brasileiro”, declarou.

Terra

BOLSONARISTAS RECLAMAM DO NORDESTE, MAS DERROTA FOI NO SUDESTE

 

Foto: Ricardo Stuckert/ Agência Brasil

Os aliados de Jair Bolsonaro (PL) nas redes sociais reclamaram nas últimas semanas dos eleitores do Nordeste, que teriam sido os principais responsáveis pela vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Embora o petista de fato tenha vencido entre nordestinos, a análise dos bolsonaristas está errada. Na realidade, o presidente teve no Nordeste em 2022 mais votos em termos percentuais do que recebeu em 2018.

SP, Rio e Minas tiraram reeleição de Bolsonaro.

Há 4 anos, Bolsonaro recebeu 30,3% dos votos válidos dos eleitores nordestinos no 2º turno. Agora, foram 30,7%.

Embora seja uma diferença pequena de só 0,4 ponto percentual, se aplicada ao total de votos válidos de 2022, isso equivaleria a um apoio extra de 130 mil eleitores para o presidente neste ano no Nordeste.

Já no Sudeste, Bolsonaro protagonizou uma débâcle eleitoral. Em 2018, no chamado “Triângulo das Bermudas da política” (São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais), o presidente teve 65,5% dos votos válidos. Agora, foram só 54,1%.

Essa expressiva diferença de 11,4 pontos percentuais em São Paulo, Rio e Minas, se aplicada ao número de votos válidos em 2022, representariam 5,4 milhões de votos a mais para o atual presidente.

Como se sabe, Bolsonaro perdeu no Brasil inteiro para Lula por uma diferença de só 2.139.645 votos. Se os sudestinos bolsonaristas (que tanto reclamam dos nordestinos) tivessem dado neste ano o mesmo apoio de 2018, o presidente teria sido reeleito.

São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais têm, somados, 63,8 milhões de eleitores. Isso equivale a 41% do total do eleitorado do Brasil inteiro. Esses 3 Estados são conhecidos como “Triângulo das Bermudas da política” numa alusão à perigosa região do Caribe e que aviões caem e furacões causam devastações de tempos em tempos.

Na política brasileira ocorre o mesmo: de tempos em tempos, algum candidato a cargo relevante acaba sendo tragado pela rejeição de paulistas, mineiros e fluminenses.

Poder 360

MICHELLE E JAIR BOLSONARO DEIXAM DE SE SEGUIR NO INSTAGRAM APÓS RESULTADO DA ELEIÇÃO

 

Foto: Evaristo Sa/AFP

O presidente Jair Bolsonaro e a esposa, Michelle Bolsonaro, deixaram de se seguir nas redes sociais. O assunto virou um dos mais comentados no Twitter na manhã desta segunda (31), logo após Luiz Inácio Lula da Silva vencer as eleições à Presidência nesse domingo (30).

Desde a confirmação do resultado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Bolsonaro não se posicionou publicamente nas redes. Além disso, nenhum outro membro da família fez pronunciamento sobre a escolha das urnas brasileiras.

Apesar das especulações sobre a troca de unfollow nos perfis do Instagram, o casal não veio a público revelar a motivação para o ocorrido. Entre tuítes de opositores do atual presidente, alguns internautas questionaram uma possível separação entre os dois.

Além de deixar de seguir o marido, Michelle também não segue mais o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e Jair Renan, que também não seguem mais a madrasta. A primeira-dama segue apenas o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro, que também a seguem de volta.

Na disputa à reeleição, Bolsonaro se tornou o primeiro presidente na história do Brasil a não conseguir apoio suficiente nas urnas para um novo mandato. O representante do PL acabou o 2º turno das eleições 2022 com 49,13% dos votos válidos, enquanto Lula ficou com a maioria dos votos, somando 50,87%. Com informações do Diário do Nordeste.

VÍDEO: BOLSONARO DEIXA ALVORADA E VAI AO PLANALTO 12 HORAS APÓS DERROTA

 

Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

Mais de 12 horas após a derrota nas eleições, o presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda não falou sobre o assunto. Candidato à reeleição, ele perdeu a disputa de segundo turno para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Com 100% das urnas apuradas, o petista obteve 50,90% (60.345.999) dos votos válidos, enquanto Bolsonaro, 49,10% (58.206.354). Nesta manhã, o mandatário deixou o Palácio da Alvorada rumo ao Palácio do Planalto, onde despacha, e não falou com a imprensa. Apoiadores também não compareceram.

Antes de deixar a residência oficial, Bolsonaro recebeu um dos filhos, o senador Flávio Bolsonaro (PL), e o candidato a vice-presidente da República general Braga Netto. Também estiveram no palácio presidencial o ajudante de ordens Mauro Cesar Cid e o assessor especial Max Guilherme.

Já no Palácio do Planalto, o líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR), compareceu, mas também não deu indícios de que o mandatário da República se manifestará sobre a eleição. Durante pronunciamento do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), ainda na noite de domingo, quando o titular da Casa reconheceu a vitória do petista, o parlamentar o acompanhou.

Desde a confirmação do triunfo do PT, por volta das 19h57 da noite de domingo, Bolsonaro não havia se pronunciado. O chefe do Planalto apenas admitiu a derrota ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes.

Ao proclamar o resultado das eleições para presidente da República, Moraes relatou ter ligado para os candidatos que concorreram ao pleito.

Além de não ter feito declaração à imprensa, Bolsonaro e seu entorno mais próximo — incluindo filhos e ministros palacianos — não se manifestaram nas redes sociais. Nesta segunda-feira (31/10), Bolsonaro não possui compromissos públicos como presidente da República. Com informações  do Metrópoles.