Postado em: 14 de outubro de 2022 | Por: Ezequiel Neves

Ao tentar conseguir voto católico em Aparecida, Bolsonaro leva puxão de orelha da igreja e pode passar por ‘fariseu’


O presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro participou, dentro de um intervalo de cinco dias, de duas das maiores festas do calendário católico.

No sábado (8), esteve no Círio de Nazaré, em Belém do Pará. E na quarta-feira (12), foi à missa em homenagem à padroeira do Brasil no Santuário Nacional de Aparecida, no interior paulista, onde levou um puxão de orelha do padre Camilo Júnior , que rezava a missa de celebração da Santa.

“Hoje não é dia de pedir votos, é dia de pedir bênçãos”, disse o religioso.

Para Rodrigo Toniol, antropólogo integrante do comitê de pesquisa de sociologia da religião, a presença de Jair Bolsonaro nas duas festas populares tem a ver com a tentativa de conseguir o voto de católicos não praticantes presentes nas homenagens.

“Bolsonaro é bem-sucedido quando produz aquela foto diante de uma multidão abraçando os valores cristãos. Mas é muito malsucedido se a gente avalia a circulação de imagens que o apresenta como um candidato desrespeitoso em relação à religião ou, pior ainda, como um fariseu – aquele que pretende ser religioso, mas que no fundo não é.”

LULA MANTÉM 53% DOS VOTOS VÁLIDOS E BOLSONARO TEM 47%, APONTA DATAFOLHA


A pesquisa Datafolha, divulgada nesta sexta-feira (14) e encomendada tanto pela Globo como pelo jornal Folha de S.Paulo, mostrou o candidato a presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em primeiro lugar, com 53% dos votos válidos, contra 47% de Jair Bolsonaro (PL) na disputa pelo segundo turno da eleição, marcado para o dia 30 de outubro.

O petista conseguiu 49% dos votos totais e o ocupante do Planalto, 44%. Brancos e nulos somaram 5% e não souberam responder, 1%.

Na pesquisa anterior, Lula tinha 53% dos  votos válidos e Bolsonaro, 47%O ex-presidente estava com 49% dos votos totais, e Bolsonaro, 44%. Brancos e nulos somaram 6%, e indecisos, 2%.

Postado em: 13 de outubro de 2022 | Por: Ezequiel Neves

PSB VAI DISCUTIR INFIDELIDADE DE YGLÉSIO APÓS O SEGUNDO TURNO; FOCO AGORA É ELEIÇÃO DE LULA


O PSB somente vai sentar para avaliação a situação do deputado Yglésio Moyses, que se elegeu pelo partido, mas decidiu declarar apoio à reeleição de Jair Bolsonaro (PL), após o segundo turno da eleição presidencial. O parlamentar, que procurou abrigo no partido depois de ser recusado por várias legendas, usou a tribuna da Assembleia Legislativa na sessão da última terça-feira (11) para manifestar apoio à candidatura Bolsonaro e fazer severas críticas ao ex-governador e senador eleito Flávio Dino e ao PT.

Segundo um dirigente do PSB, que pediu para ter seu nome preservado a fim de evitar polêmica com Yglésio, o parlamentar quer sair do partido e procura uma desculpa que justifique a traição. “Na pré-campanha, todas as legendas que ele (Yglésio) procurou o rejeitaram. O PSB foi a única sigla que o aceitou, pois se não fosse nós nem candidato seria. Ele seria corajoso se dissesse que votaria em Bolsonaro quando foi se filiar não agora depois de reeleito”, disse a fonte.

Pelo discurso que fez contra o senador eleito Flávio Dino, presidente estadual licenciado do PSB, considerado hoje o maior líder político do Maranhão, Yglésio estaria decidido a não ficar no partido, mas o caso de infidelidade somente será avaliado após o segundo turno da eleição para presidente da Repúblico. “Nosso foco agora é a eleição de Lula, mas a situação do parlamentar, com certeza, será pautada após o pleito”, garante a fonte.

A atitude do deputado na tribuna do Poder Legislativo, onde acusou Flávio Dino de perseguição e manifestou apoio ao adversário de Lula foi considerada estranha pelos dirigentes socialistas justamente pelo fato de ter sido a única agremiação partidária a lhe socorrer quando ninguém queria sua filiação. “Ele deveria ter falando suas reais intenções quando nos procurou e lhe socorremos, não depois de reeleito vir com esse discurso traíra”, disse um importante dirigente socialista ao condenar a virada de casaca do parlamentar.

CASO MARAJÓ: DOCUMENTOS APRESENTADOS POR DAMARES ALVES NÃO COMPROVAM ABUSO SEXUAL CONTRA CRIANÇAS

 


Estadão – Os documentos que a ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves (Republicanos), senadora eleita pelo Distrito Federal, apresenta para garantir a veracidade de denúncias que fez sobre violência sexual cometidas contra crianças da Ilha de Marajó, no Pará, não contêm registro do caso. O Estadão analisou o conteúdo das 2.093 páginas dos relatórios de três CPIs fornecidos pela assessoria da própria Damares como prova da denúncia e não encontrou os fatos que ela diz terem ocorrido na localidade paraense.

Durante um culto religioso realizado na igreja evangélica Assembleia de Deus Ministério Fama, em Goiânia (GO), Damares afirmou que havia imagens de crianças de 4 anos cruzando as fronteiras com os dentes arrancados “para não morderem na hora do sexo oral”.

Ex-ministra do governo Bolsonaro e senadora eleita pelo DF, Damares Alves terá três dias para comprovar as denúncias que fez e que medidas tomou a respeito 

A assessoria da ex-ministra enviou ao Estadão relatórios da CPI da Pedofilia, de 2010, com 1.696 páginas. Também foi apresentado como suposta prova para atestar a veracidade das palavras da senadora eleita relatório de uma CPI da Assembleia Legislativa do Pará, que foi criada em 2010 para apurar práticas de violência e abuso sexual contra crianças e adolescentes no Estado, inclusive na Ilha de Marajó. As 284 páginas deste relatório também não trazem nenhuma citação do que foi dito pela ex-ministra.

O que resta claro da documentação é que, como ocorre em diversas regiões do País, os crimes de violência sexual estão presentes no Pará e em Marajó, mas nenhum documento enviado pela senadora eleita, até o momento, confirmou suas alegações.

Um terceiro documento entregue ao Estadão foi o relatório da CPI dos maus-tratos, concluída em 2018 pelo Senado. Em suas 113 páginas, não aparece nenhuma referência aos episódios.

A reportagem insistiu sobre quantos casos de violência relatados pela ministra ocorreram e quando. Primeiro, foi informado que seriam casos antigos, registrados em meados de 2019. Depois, foi informado que se trata de casos de 2020. O Estadão pediu entrevista com a ex-ministra para esclarecer o assunto, mas não obteve retorno até a publicação deste texto. A assessoria de Damares argumentou ainda que seriam casos sigilosos.

Nesta terça-feira, 11, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) determinou que o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos informe detalhadamente, em até três dias, todos os casos de denúncias recebidas pela pasta entre 2016 e 2022 que envolvem tráfico de crianças e estupro de vulneráveis.

A PGR recebeu um pedido de investigação sobre possível “prevaricação” da ex-ministra. Advogados de Erika Hilton, vereadora paulistana pelo PSOL e eleita deputada federal, protocolaram uma “notícia de fato” na Procuradoria-Geral da República argumentando que cabia à então ministra Damares Alves “adotar providências” sobre denúncias que disse ter recebido sobre violências contra menores no Pará.

As declarações de Damares foram compartilhadas pelo senador Flavio Bolsonaro (PL-RJ), que responsabilizou a gestão petista pela violência sexual. “Esse relato da senadora Damares é perturbador!!! Ainda há resquícios de PT pelo Brasil! O que acontece com nossas crianças em algumas regiões do nosso Brasil é monstruoso! Contra a abuso infantil vote 22!”.

Damares tem viajado com a primeira-dama, Michele Bolsonaro, por diversos Estados, para fazer campanha e pedir votos ao presidente Jair Bolsonaro. A ex-ministra tem utilizado as redes sociais para disseminar vídeos com suas declarações.

Postado em: 12 de outubro de 2022 | Por: Ezequiel Neves

Cinismo: Bolsonaro mente ao negar intenção de ampliar o número de ministros no STF e culpa imprensa pela nova tensão com o Judiciário

 


O disfarçado presidente Jair Bolsonaro (PL), que busca a reeleição, pisou no freio para tentar diminuir o risco de nova tensão com o Judiciário, após manifestar interesse em aumentar o número de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Como sempre o candidato liberal botou a culpa na imprensa com a cara mais cínica do mundo.

Em entrevista ontem, 11, durante passagem pela cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul, Bolsonaro deu um passo atrás, na tentativa de evitar risco eleitoral em plena reta final para a campanha do segundo turno das eleições para o Planalto, estando atrás nas pesquisas de intenções de votos para ser adversário, o ex-presidente Lula (PT).

"Vocês é que inventaram isso", disse Bolsonaro a jornalistas que se espremiam para tentar uma declaração sensata do presidente. Porém, a resposta do chefe da Nação contraria o que ele mesmo disse ao canal do You Tube "Pilhado".

A imprensa não poderia esperar coisa diferente, a não ser Bolsonaro tirar o "dele" da reta para não criar mais ruídos negativos à sua campanha.

Postado em: 11 de outubro de 2022 | Por: Ezequiel Neves

Brandão diz que novela é uma vitrine para o turismo no Maranhão


O governador reeleito Carlos Brandão (PSB), comemorou, nas redes sociais, o sucesso logo no primeiro capitulo da novela Travessia, da Red Globo que mostro as belezas de São Luís e Lençóis Maranhenses.

Foi lindo demais ver o nosso Boi de Santa Fé e a atriz e cantora Lucy Alves ecoar o som da toada Bela Mocidade. O nosso Centro Histórico, a história de Ana Jansen…

Segundo Brandão, a novela é uma importante vitrine para o turismo no Maranhão que certamente será aquecido nos próximos capítulos.

“A estreia da novela Travessia colocou as belezas do nosso estado em horário nobre. Uma importante vitrine para o nosso turismo. É verdade que São Luís não fica tão perto de Barreirinhas, mas agora já temos voo direto para os Lençóis!”, disse Brandão.

As cenas de ontem nos encheram de orgulho…

Lahesio Bonfim não levantará uma palha para reeleição de Bolsonaro


Embora tenha declaro o desejo de que Jair Bolsonaro (PL) seja reeleito, o ex-prefeito de São Pedro do Crentes, Lahesio Bonfim (PSC), não pretende levantar uma palha em busca de votos a favor da vitória do presidente em segundo turno nas eleições de 2022.

Com mais de 800 mil votos que lhe garantiram a segunda colocação na corrida para o Palácio dos Leões, Lahesio carrega consigo a mágoa de não ter contado com o apoio de Bolsonaro no Maranhão.

No momento em que Lahesio ascendia nas eleições estaduais, sinalizou diversas vezes que estava disposto a entrar na campanha de Bolsonaro, no entanto, o presidente ignorou e preferiu declarar que “tinha três candidatos a governador no Maranhão.”

Nos bastidores da política maranhense, analistas avaliam que Lahesio nada deve a Jair Bolsonaro e, por isso, dificilmente entrará em sua campanha.