Postado em: 7 de setembro de 2022 | Por: Ezequiel Neves

Sigilo de 100 anos é para esconder corrupção de Bolsonaro. Entenda

 

Uma vez instalado na Presidência, Bolsonaro fez o que pôde para destruir a transparência do governo e esconder falcatruas (Imagem: Site do PT)

Espécie de Rei Midas ao contrário, Jair Bolsonaro corrompeu a Lei de Acesso à Informação (LAI), sancionada pela então presidenta Dilma Rousseff em 2011, para encobrir seus malfeitos com o uso do sigilo de 100 anos. A manobra vem recebendo duras críticas do candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que anunciou a revogação dos decretos do desgoverno Bolsonaro, caso seja eleito.

“O atual presidente não exigiu a investigação do Queiroz, dos filhos ou das denúncias da CPI contra o Pazuello. Ele não só coloca a sujeira embaixo do tapete como transforma em sigilo de 100 anos”, afirmou Lula em seu perfil no Twitter nesta quarta-feira (31). Domingo (28), durante o debate na Bandeirantes, ele havia dito que “hoje, qualquer coisinha é sigilo de cem anos”.

Considerada um avanço na transparência pública do país, a LAI regulamenta o direito do cidadão de acessar informações públicas, conforme determina a Constituição Federal de 1988. O texto acaba com o sigilo eterno de documentos ultrassecretos afirmando que nenhum deles poderá ficar por mais de 50 anos sem acesso público.

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Para ocultar evidências de ilícitos e/ou corrupção, Bolsonaro aproveitou uma brecha na lei, que prevê sigilos de até 100 anos quando a divulgação dos dados, mesmo sendo de interesse público, viola a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem de uma pessoa. Quando a manobra foi realizada, ainda no primeiro mês do mandato, representantes de entidades que militam pela transparência na administração pública atacaram as mudanças na LAI, assinadas pelo vice Hamilton Mourão, presidente interino na ocasião.

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“A lei não foi feita para classificar documentos, ela foi feita para ampliar a informação. O governo pode não expor determinadas decisões em tempo real, isso abre a porta para ele não informar a população e os meios de comunicação. Parece um contrassenso no combate à corrupção”, afirmou na época Mônica Sapucaia Machado, professora do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP-SP).

Reportagem do Estadão publicada em maio de 2022 mostrou que, de janeiro de 2019 a dezembro de 2021, um a cada quatro pedidos de informação rejeitados pelo desgoverno Bolsonaro tiveram como justificativa o sigilo da informação. Conheça a seguir algumas das tramoias encobertas pela manobra de Bolsonaro.

“Rachadinha” nos gabinetes dos filhos

Exemplo claro desse “contrassenso no combate à corrupção” é o sigilo imposto pela Receita Federal em julho de 2021 no processo que investiga a ação do órgão para corroborar uma tese da defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre o caso das rachadinhas. Por quatro meses, cinco servidores do órgão tentaram confirmar se dados fiscais de Flávio teriam sido acessados e repassados de forma ilegal ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

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Flávio e o irmão vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), além de Ana Cristina Siqueira Valle, segunda ex-mulher de Jair, são investigados desde 2018 por envolvimento no esquema de apropriação ilegal de salários de funcionários fantasmas dos gabinetes. Sob a alegação de que os documentos possuem informações pessoais, a Receita limitou o acesso a agentes públicos e aos envolvidos no processo.

Crachás de Carlos e Eduardo Bolsonaro

As informações sobre os crachás de acesso ao Palácio do Planalto emitidos em nome dos filhos Carlos (Republicanos) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL/SP) também estão bloqueadas desde julho de 2021. Em documentos públicos enviados à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid naquele ano, a própria Presidência da República havia informado a existência desses cartões.

Mas a Secretaria-Geral da Presidência decretou sigilo alegando que os dados dizem respeito “à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem dos familiares do Senhor Presidente da República, que são protegidas com restrição de acesso, nos termos do artigo 31 da Lei nº 12.527, de 2011”. A informação foi divulgada pela revista Crusoé.

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Conforme a revista, entre abril de 2020 e junho de 2021 Carlos visitou o Planalto pelo menos 32 vezes. Eduardo esteve oficialmente no gabinete do pai pelo menos três vezes em abril de 2020. Ambos participavam de reuniões do “gabinete paralelo”, que orientou Bolsonaro na condução da pandemia, e também do chamado “gabinete do ódio”.

Proteção para Pazuello e os filhos

Outro caso “varrido para debaixo do tapete” em maio de 2021, por servidores de alto escalão de sete ministérios, é o processo interno do Exército contra o general e ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, pela participação em uma motociata ao lado do chefe, em maio de 2021. O regulamento disciplinar do Exército proíbe a participação de militares da ativa em atos políticos.

O pedido de acesso foi feito pelo jornal Folha de São Paulo, que questionou também o fato de Pazuello não receber punição. Em resposta, a Comissão Mista de Reavaliação de Informações (CMRI) alegou que a divulgação do processo representaria “risco aos princípios da hierarquia e da disciplina do Exército”. O general acabou absolvido.

Encontro de Bolsonaro com pastores do MEC

Em meio ao escândalo de corrupção no Ministério da Educação que mais tarde levaria à demissão do ministro e pastor Milton Ribeiro, o Palácio do Planalto decretou o sigilo, em julho de 2021, sobre os encontros de Bolsonaro com os pastores lobistas Gilmar Santos e Arilton Moura. Ambos são investigados pela operação de um esquema de desvios de recursos da educação para municípios em troca de propina.

O jornal O Globo pediu, via Lei de Acesso à Informação, a relação das entradas e saídas no Palácio do Planalto de ambos os religiosos, incluindo reuniões com o presidente. Mas o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), comandado pelo ministro Augusto Heleno, informou que a solicitação “não pode ser atendida” porque a divulgação das informações poderia colocar em risco a vida do presidente da República e familiares.

Cartão de vacinação presidencial

Até informações sobre o cartão de vacinação e as doses de vacinas já recebidas por Bolsonaro foram censuradas por 100 anos em janeiro de 2021. No auge da pandemia do coronavírus, em 2020, ele contestou a eficácia das vacinas enquanto tentava empurrar medicamentos inócuos para a população, chegando a dizer que seria o último a se imunizar. Sua campanha atrasou a aquisição de vacinas, causando a morte evitável de centenas de milhares de pessoas.

A revista Época solicitou, por meio da LAI, os dados sobre a imunização do presidente, mas o Palácio do Planalto afirmou que os dados “dizem respeito à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem” do presidente. Se é que ele sabe o que é honra…

Independência é soberania, democracia e comida na mesa

 

Povo abre bandeira do Brasil durante ato com Lula (foto: Ricardo Stuckert)

Independência não se proclama. Independência se constrói diariamente e, principalmente, se vive. Isso significa que a independência de um país nunca é uma garantia. É algo que precisa ser preservado, porque pode ser perdido. Mas também pode ser reconquistado.

Como dizer que um país é independente se não consegue garantir comida a seu povo? Como dizer que um país é independente se tem um presidente que escolhe não proteger seus compatriotas e os deixa morrer aos milhares numa pandemia?

Como dizer que um povo é independente se está à mercê de um presidente que dá cada vez menos saúde e educação e um salário cada vez menor para sua população, que entrega o patrimônio nacional aos interesses estrangeiros e que esconde a verdade, seja por meio de mentiras contadas diariamente, seja por meio de sigilos de 100 anos? De um presidente que se mantém no poder graças à compra de apoio com orçamentos secretos?

Lula quer voltar porque não admite ver o Brasil ter sua independência destruída, dia após dia, por um presidente incompetente e desumano. “Nós estamos de volta para fazer uma nova independência deste país. Uma nova independência que garanta dignidade, respeito e harmonia do nosso povo”, disse.

E lembrou que este ano, teremos dois dias de independência. O primeiro, claro, é o 7 de Setembro. “Mas a verdadeira independência acontecerá em 2 de outubro, quando o povo for à urna e transformar o Brasil em um país soberano”, previu.

Independência é…


…soberania de verdade

Um país independente é sobretudo um país soberano, ou, como Lula gosta de dizer, um país “dono do próprio nariz”. Em outras palavras, um país com a capacidade de tomar as decisões que quer e em benefício de seu próprio povo.

Já definiu Lula, certa vez: “Soberania não é apenas o país ser forte e ter independência. Soberania é o povo comer, estudar, trabalhar, ter saúde”.

…comida na mesa do povo

Lula também já disse: “Você não tem soberania com fome”. Afinal, como sonhar com independência se nem as necessidades básicas você consegue satisfazer? Se, para realizar o básico direito de se alimentar, você depende da caridade de outros?

A maior prova de que o país não vive de maneira independente é ter quase 60% de sua população sem garantia de que fará as três refeições todos os dias

…acesso à saúde de qualidade

Depois da alimentação, a saúde é outro direito básico sem o qual ninguém pode se dizer independente. Sem um corpo saudável, forte, é difícil trabalhar, estudar, construir uma vida melhor.

Por isso, saúde sempre foi uma prioridade dos governos de Lula e do PT, que quintuplicaram o orçamento do setor e criaram o Samu, o Mais Médicos, as UPAs, a Farmácia Popular, o Brasil Sorridente e tantos outros programas que garantiam acesso à saúde de qualidade.

…educação para todo mundo

Nenhum país se desenvolve e passa a competir de igual para igual com outras nações sem antes investir em educação. Da mesma forma, ninguém alcança independência sem ter acesso à educação de qualidade. Sem ensino, ficamos sujeitos aos piores empregos e aos menores salários.

Por isso, para Lula, educação não é gasto, é investimento“Esse país vai mudar a partir da educação. Juventude do meu Brasil, pagar para vocês estudarem não é gasto, é investimento. Porque cada jovem bem formado trará de retorno para o Brasil um cientista, um engenheiro.”

E isso deve ser para todos: “Eu só vou sossegar quando o filho de uma empregada doméstica puder sentar no mesmo banco de universidade da filha da patroa e disputar a mesma vaga em igualdade de condições”.

…um salário que rende mais

Quando Lula era presidente, o salário mínimo era reajustado acima da inflação todos os anos. E, junto com Dilma, ele fez a valorização real passar de 74%.

E o motivo é simples: Lula sabe que o maior desejo de toda trabalhadora e de todo trabalhador é sustentar a família com o resultado do próprio esforço. “A gente apenas quer ser respeitado, trabalhar, criar nossos filhos e cuidar da nossa família com o resultado do nosso trabalho.

…o desenvolvimento do país

Um país independente é um país que anda para frente, que cresce economicamente para que a vida de sua população seja melhor. É por isso que Lula acredita em um Estado fortalecido, capaz de estimular esse crescimento, que se transforma em empregos, bens de consumo, moradia, estradas, energia elétrica, água encanada e esgoto em casa.

Com Lula e o PT, o Brasil chegou a ser a sexta economia do mundo. Hoje, andou para trás, caindo para a 12ª. “O Brasil não pode continuar sendo pequeno. Quando deixamos a Presidência, esse país estava crescendo. O Brasil era respeitado, era protagonista internacional. Hoje, esse país virou pária”, lamentou Lula.

…o país unido

A divisão interna nos torna mais fracos e, por isso, é a maior ameaça para a independência de um país. Um presidente como Jair Bolsonaro, que trabalha para dividir os brasileiros, estimula discursos de ódio, ataca as demais instituições e lança dúvidas sobre as eleições e a democracia, é um inimigo da independência.

Lula é o oposto. Trabalha para unir o Brasil. E deu a maior prova disso ao estender a mão a Geraldo Alckmin, seu adversário político no passado, hoje seu candidato a vice. Para explicar esse importante gesto de união, Lula cita sempre uma frase de Paulo Freire: “A gente precisa estar junto com os divergentes para combater os antagônicos”.

…o meio ambiente preservado

Sem meio ambiente, não há futuro, só há uma vida cada vez pior. E mesmo o crescimento econômico rápido pode acontecer com respeito à natureza. Lula já provou isso. Foi nos governos do PT que o Brasil se tornou a sexta maior economia do mundo e, ao mesmo tempo, alcançou a menor taxa de desmatamento da história

Lula promete respeito ao meio ambiente se voltar a ser presidente: “Não haverá mais garimpo ilegal, desmatamento ilegal nem invasão em terras indígenas. Quem tenta invadir a terra são grileiros irresponsáveis, porque um fazendeiro responsável, que planta para exportar, sabe que não pode, porque os gringos não vão comprar mais as coisas que ele produz”.

…garantia de respeito às mulheres

Que nação pode se dizer independente se mais da metade de sua população, responsável por quase metade das famílias, não se sente livre, segura e respeitada? Políticas que garantam direitos às mulheres são parte essencial da construção de uma sociedade, logo de um país independente.

Para Lula e o PT isso é mais que claro, como já foi provado em seus governos, com iniciativas como a Lei Maria da Penha, a PEC das Domésticas, a Casa da Mulher Brasileira e tantas outras. “Se eu voltar a ser presidente, nós vamos ter que governar juntos. Vocês vão ter que participar das decisões das políticas públicas, porque eu não acredito que tenha um ser humano capaz de, sozinho, fazer as coisas”, disse, em encontro com lideranças femininas.

…todos tratados com igualdade

Se um país independente é o país que tem um povo independente, a discriminação, de qualquer tipo, é inimiga da independência. As várias formas de preconceito só servem para roubar de alguns grupos o direito de viver com dignidade e trabalhar para uma vida melhor.

Sobre isso, é bom lembrar um trecho do histórico discurso que Lula fez em 10 de março de 2021, no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, dois dias depois de finalmente provar sua inocência: “Não tenham medo de mim. Eu sou radical porque eu quero ir à raiz dos problemas deste país. Eu sou radical porque eu quero ajudar a construir um mundo justo, um mundo mais humano, um mundo em que trabalhar e pedir aumento de salário não seja crime. Um mundo onde a mulher não seja tripudiada por ser mulher, um mundo em que as pessoas não sejam tripudiadas por aquilo que querem ser. Um mundo onde a gente venha a abolir, definitivamente, o maldito preconceito racial. Um mundo que não tenha mais bala perdida. Um mundo em que o jovem possa transitar livremente pelas ruas de qualquer lugar sem a preocupação de tomar um tiro. Um mundo em que as pessoas sejam felizes onde quiserem ser. Que as pessoas sejam o que elas decidirem. Um mundo em que a gente tenha de respeitar a religiosidade de cada um. Cada um é o que quer. As pessoas podem ser LGBT e a gente tem que respeitar o que as pessoas fazem. Esse mundo é possível. Esse mundo é plenamente possível”.

…acesso à cultura

Para sermos independentes, precisamos, antes de mais nada, saber quem somos. O que nos torna únicos no mundo? A resposta, claro, não é simples, e só uma cultura viva, livre e pulsante ajuda um país a se enxergar.

Em todos os estados que visita, Lula faz questão de se reunir com o setor cultural. E o faz por dois motivos: primeiro, porque sabe que essa área, se apoiada pelo Estado, é capaz de ajudar no crescimento econômico do país, transformando-se em uma indústria e gerando milhões de empregos.

Em segundo lugar, justamente pela capacidade de mostrar o Brasil aos brasileiros. “O papel do Estado é garantir que as pessoas conheçam o Brasil na sua plenitude, e um país que não desenvolve a cultura é um país fadado a ser pobre espiritualmente”, disse.

…um governo transparente

Independência pode ser definida também como capacidade de escolher. E como escolher o caminho a seguir sem ter as informações necessárias para tomar a decisão?

Sim, é verdade que a verdade liberta. Mas o atual presidente, que adora citar o salmo da Bíblia que assim diz, é um inimigo da verdade. Além de mentir todos os dias, ainda decreta sigilo de 100 anos para esconder 

Com Lula, a verdade podia vir à tona. Foram criados em seu governo o Portal da Transparência e a Lei de Acesso à Informação, e os órgãos de controle e da Justiça tinham autonomia para investigar.

…democracia e liberdade

Por fim, independência é liberdade. E liberdade é democracia. E democracia é muito mais que o direito de falar, pedir ou reivindicar. A verdadeira democracia, nos lembra Lula, é principalmente o direito de ter.

“Democracia não é o direito do cidadão dizer que está com fome; é o direito de comer o que quiser e na hora que quiser. Democracia não é pedir educação; democracia é poder estudar. É ter emprego, é ter acesso à cultura. Por isso, nossa palavra de ordem tem de ser ‘volta, democracia’.”

Programa de Lula na tv: “O único dono da bandeira é o povo brasileiro”; veja


O quinto programa de Lula para o horário eleitoral da tevê (assista abaixo), que foi ao ar nesta terça-feira (6), trouxe uma importante mensagem ao povo brasileiro: o Dia da Independência e a bandeira do Brasil não são propriedade de nenhum grupo, são de todo o povo deste país.

“A nossa bandeira é nossa pátria, pátria amada. Não é de quem propaga ódio e quer armar o povo nem de racistas, preconceituosos. O verde e o amarelo pertencem a todas as cores deste país. É das mães e pais que trabalham em busca do mesmo sonho: dar uma vida melhor às famílias. É das filhas e filhos que são o futuro do Brasil. A nossa bandeira é pátria, mãe gentil. Ela é minha, é sua. Ela é a esperança e vai voltar a tremular no alto, no mundo, enchendo de orgulho seu único dono: o povo brasileiro”, diz a mensagem que abre o programa, lida pela atriz Marieta Severo.

Em seguida, Lula traz um recado, igualmente importante: “O Brasil está completando 200 anos de independência. O 7 de Setembro é para ser comemorado com alegria e união por todos os brasileiros. Infelizmente, não é o que acontece hoje. Este governo abandonou o povo e vem destruindo o país. Eles usam nossa bandeira para mentir, pregar o ódio e incentivar a venda de armas”.

E completa: “Eles ameaçam a nossa soberania. E soberania é a defesa do nosso território e nossas riquezas. É respeito à democracia. É povo feliz com comida na mesa e oportunidades. Eu tenho fé que o Brasil vai reconquistar a sua independência e voltar a ser respeitado no mundo”.

Candidato a vice-presidente na chapa de Lula, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin encerra o programa. “Viva o 7 de Setembro, via a nossa independência. Porém, vivemos um momento grave: nossa democracia e nossa soberania estão sob ameaça, e, se é isso que está em jogo, precisamos nos unir, acima das diferenças”, diz.

“Do nosso lado, tem lugar para todos os democratas, os verdadeiros patriotas desse país. Vamos juntos, eu, você e o Lula. Verás que um filho teu não foge à luta. Que o próximo 7 de Setembro seja num Brasil de esperança”, conclui.

Postado em: 6 de setembro de 2022 | Por: Ezequiel Neves

TRE determina que Roberto Rocha exclua propaganda fake envolvendo Flávio Dino


A Justiça Eleitoral do Maranhão determinou a retirada de uma propaganda eleitoral do senador Roberto Rocha em que atrela o assassinato do empresário João Bosco, ocorrido no mês agosto, em frente ao Tech Office, ao ex-governador Flávio Dino (PSB).

Em seu depoimento, o suspeito do crime, identificado como Gilbson Junior, relatou à Polícia Civil que o crime ocorreu após uma negociação que envolveu o vereador Beto Castro (Avante), para a liberação de um pagamento na Secretaria de Estado da Educação.

Roberto Rocha divulgou em seu espaço eleitoral no Rádio e na TV, uma propaganda com a seguinte manchete: “Corrupção no governo de Flávio Dino termina em assassinato”.

O TRE decidiu pela exclusão do material.

Atraso nas obras do Iema motiva inspeção do MP-MA em Balsas


 O Ministério Público do Maranhão vistoriou, nessa segunda-feira (5), as instalações do Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia de Balsas (Iema), localizado na rodovia MA-140.  Na ocasião, os representantes do governo do Estado informaram que as aulas na unidade vão ser iniciadas no prazo de 60 dias.

A inspeção foi coordenada pelo promotor de Justiça Tiago Carvalho Rohrr, da Comarca de Balsas.

Conforme solicitações encaminhadas ao MP-MA, o prédio do Iema de Balsas, inaugurado em março de 2022, ainda não está em funcionamento. Os alunos da unidade estão tendo aulas mistas, em parte presencial em outra escola e em parte de forma virtual.

Durante a inspeção, o promotor de Justiça verificou que as obras na unidade, de fato, estão em andamento.

Entre os responsáveis pelo Iema, acompanhou a inspeção o gestor regional de Educação, Flávio Damasceno.

(Informações do MP-MA)

Grupo de 450 padres divulga carta contra reeleição de Bolsonaro

 

Padres alertam contra a reeleição do atual presidente da República

Encontramo-nos, novamente, no período eleitoral. Em 2018 a população, enganada por fake news, desmotivada por crises econômicas, escândalos de corrupção e insuflada por discursos de ódio acabou por eleger para a presidência da República Jair Messias Bolsonaro. Uma catástrofe anunciada! Hoje, distante quatro anos daquele momento, nós Padres, conscientes do nosso dever de pastores do povo de Deus, queremos alertar para o perigo de repetirmos o mesmo erro, que pode pôr o Brasil em uma crise humana muito profunda. Por isso, elencamos dez elementos pelos quais, claramente, opomos nossas consciências à reeleição do atual Presidente da República.

1 – Uso do nome de Deus: o atual presidente sempre manipulou o sentimento religioso da população brasileira, tentando convencê-la de que é um homem cristão, religioso e, por isso, digno e bom.

Trata-se apenas de uma estratégia de controle das consciências, visto que todo o seu discurso e suas ações são uma total oposição ao Evangelho de Jesus;

2 – Discurso de ódio: o atual presidente insufla ódio na população por aqueles que considera inimigos seus ou do país (ainda que inimigos imaginários como os “comunistas”), tendo sempre um discurso ligado à violência, ao apelo às armas, a imposição da maioria e submissão das minorias, e um tom de agressividade e de desprezo pelos pobres, pelas mulheres, comunidades tradicionais indígenas e quilombolas, população de rua, comunidade LGBTQIA+, migrantes, etc;

3 – Fake news: toda a eleição de 2018 foi movida por notícias falsas e alarmistas, colocando em pânico a população mais simples e vulnerável. Notícias falsas circularam por grupos de WhatsApp e pelas demais redes socias, desinformando e manipulando a população. Durante todo o seu governo as notícias falsas e caluniosas permaneceram e o Presidente mente de forma compulsiva na TV e em seus diversos pronunciamentos;

4 – Má gestão da pandemia de COVID-19: o governo atual, capitaneado pelo Presidente Bolsonaro, geriu de forma desastrosa e desumana a pandemia de COVID-19. O Presidente fez propaganda de medicamentos comprovadamente ineficazes, atrasou propositalmente a compra de vacinas, criou dificuldades para o estabelecimento de políticas de distanciamento social, demitiu ministros da saúde que contradiziam suas ideias infantis e, incrivelmente, ainda imitou pessoas morrendo sufocadas;

5 – Volta da pobreza: o país foi imerso na pobreza e 33 milhões de pessoas passam fome no Brasil de hoje. Nós, que havíamos saído do mapa da fome em 2014, tornamos a ver a instabilidade alimentar em nosso meio. A inflação impede pessoas de comprarem alimentos básicos para a subsistência. Nosso povo passa fome enquanto super ricos cercam o atual Presidente por medo de perderem privilégios.

Com tudo isso, o presidente ainda nega que existam pessoas com fome no Brasil;

6 – Aumento do desmatamento: O desmatamento ilegal, as políticas que favorecem o agronegócio irresponsável, favorecimento do garimpo ilegal, silêncio e despreocupação com as ameaças sofridas por ambientalistas e defensores da Amazônia, o uso de agrotóxicos proibidos em outras partes do mundo, o pisoteamento das comunidades indígenas, o desaparelhamento dos órgãos de controle ambiental e indigenista e a sistemática destruição da Amazônia são escândalos em nível mundial. O atual governo coloca em risco toda a confiabilidade do país e o equilíbrio ambiental através de suas políticas ecocidas;

7 – Sinais claros de corrupção: eleito com discurso anticorrupção, o atual Presidente vive soterrado e soterrando os escândalos de corrupção que o envolvem e envolvem sua família. Escândalos de corrupção na compra de vacinas, escândalos no MEC, interferência na Polícia Federal, desmonte das políticas de transparência fundamentais no combate à corrupção, compra do parlamento através do “orçamento secreto”, movimentações financeiras milionárias não esclarecidas (compra de 51 imóveis com dinheiro vivo), sigilo de 100 anos sobre ações pessoais sendo que somos uma República;

8 – Ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF): o Presidente da República tem sistematicamente atacado o STF, que diz intervir indevidamente no governo. Frases ameaçadoras contra ministros do STF são públicas e estão nas redes socias. A ameaça a um poder da República é um ataque à Constituição Federal e um perigo ao Estado Democrático de Direito. Além disso sustenta um discurso antidemocrático militarista;

9 – Questionamento sobre o processo eleitoral: mesmo tendo sido eleito pelo atual sistema de urnas eletrônicas, o Presidente da República questiona sistematicamente o sistema eleitoral brasileiro, afirmando que houve e que podem acontecer fraudes. Chegou mesmo a afirmar que existiam provas dessas fraudes, provas essas, que nunca pode demonstrar. O TSE já demonstrou que tudo não passa de retórica de mentira. Porém, com esse discurso cria desconfiança e instabilidade no sistema eleitoral do Brasil;

10 – Claros sinais de autoritarismo e fascismo: por fim, o lema do presidente Bolsonaro sempre foi: “Deus acima de tudo, Brasil acima de todos”, que se assemelha a propaganda nazista “Alemanha acima de tudo”, lema que deturpa patriotismo em perigoso nacionalismo. Em um Estado laico a única realidade que está acima de tudo é a Constituição, que existe para garantir a liberdade e o bem estar de todos os cidadãos, não importando suas etnias, religiões ou classes sociais. O Estado laico não é Estado ateu. Estado laico é a única garantia de que todos os cidadãos poderão viver e celebrar suas diversas crenças de forma livre;

Feitas essas considerações, como padres preocupados com o bem da nossa população, recordamos que Jesus veio para que tenhamos vida e vida em abundância (Jo 10,10). Um discípulo de Jesus consciente não pode reeleger um homem que com palavras e obras demonstra ser o oposto de tudo aquilo que Jesus é e anuncia. Deus nos ilumine para sermos fiéis ao Senhor da vida!

Comprometem-se com essa carta mais de 450 padres católicos de diversas Dioceses, Ordens, Congregações e Institutos de Vida Consagrada de todo o Brasil e fora dele, denominados Padres da Caminhada e Padres contra o fascismo, e que refletem e se unem desde 2018 em vista da democracia ameaçada no Brasil.

Postado em: 5 de setembro de 2022 | Por: Ezequiel Neves

Liz Truss é a nova primeira-ministra do Reino Unido


Liz Truss foi anunciada nesta segunda-feira (5) como a nova chefe do Partido Conservador britânico e, por consequência, nova primeira-ministra do Reino Unido. Ela teve mais de 81 mil votos válidos (57,4%), enquanto Rishi Sunak teve pouco mais de 60 mil (42,6%).

Admiradora da primeira-ministra Margaret Thatcher, quem interpretou quando criança em uma peça no colégio, Elizabeth “Liz” Truss espera agora seguir seus passos como a terceira mulher a chefiar o governo no Reino Unido. Ela ficará à frente do país até as próximas eleições, previstas para 2024.

Ela venceu Rishi Sunak na última fase da eleição interna do Partido Conservador. Sunak foi ministro da economia do governo de Boris Johnson, é descendente de indianos e deixou uma lucrativa carreira em finanças, que incluiu passagens pelo Goldman Sachs e pelo fundo de hedge TCI, para se tornar parlamentar em 2015.