Postado em: 6 de dezembro de 2017 | Por: Ezequiel Neves

Deputado Tiririca renuncia ao mandato e diz que sai com vergonha


A informação foi dada pelo site Metrópoles, de Brasília. “Saio totalmente com vergonha. Não são todos, mas eu queria que vocês tivessem um olhar pelo nosso país, a nossa saúde.”
O palhaço entrou para a política em 2010 e foi eleito o deputado mais votado, com 1,3 milhão de votos, e em 2014 voltou a ser eleito. Tiririca dizia que estava enojado da política e que vai voltar ao mundo dos palcos e ser o comediante que sempre foi.

Ruptura na CGADB (2ª parte)

A primeira grande ruptura institucional na CGADB, aconteceu no fim dos anos 80, com a suspensão do Ministério de Madureira. O Brasil vivia a chamada "década perdida" do ponto de vista econômico, mas muitos avanços democráticos com o fim do Regime Militar (1964-1985). No mesmo período as ADs mergulharam na política partidária com candidatos próprios à Assembleia Nacional Constituinte.

Só para lembrar: o Ministério de Madureira, desde os anos 20, sob à liderança de Paulo Leivas Macalão avançava nas regiões Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Na década de 1950, Madureira já se firmava como um ministério inter-regional e de grande visibilidade política.

Nessa época surgem as polêmicas sobre as "invasões de campo" ou do eufemismo "jurisdição eclesiástica". O crescimento e consolidação dos Ministérios assembleianos, e os projetos de expansão eclesiástica muitas vezes chocavam-se entre si. Madureira quase sempre estava no centro das controvérsias.

Com a morte de Macalão em 1982, Madureira viveu uma encruzilhada. Os líderes das ADs ligadas à Missão pressionavam para a desagregação do Ministério, ao mesmo tempo que os principais obreiros de Madureira tentavam solucionar o vácuo deixado pela morte do seu fundador.

Ferreira: ressuscitou a passagem bíblica sobre Abraão e Ló 

Na CGADB de 1983, em Aribiri, Vila Velha (ES), a chapa de Madureira encabeçada pelo pastor Manoel Ferreira venceu a eleição. Era a afirmação da força do Ministério de Madureira, mesmo com o desaparecimento do seu mítico fundador. Mas Ferreira teve uma inusitada ajuda da Missão: seus principais líderes dividiram-se em outras três chapas concorrentes. 

Em 1985, em Anápolis (GO), houve um acordo prévio. Num clima de muita tensão foi aclamada, para a ironia da história, a famosa chapa do "consenso". Segundo Manoel Ferreira: "ficou acordado também que a partir dali, em todas as Convenções, nós acharíamos um entendimento de representação. Madureira teria sua representação e eles teriam outra representação".

Segundo essa versão, na CGADB em Salvador (BA) em 1987, só deveria haver uma chapa para ser apresentada e aclamada em plenário. Não foi o que aconteceu. Manoel Ferreira narra, que ao chegar em Salvador, se deparou com uma chapa da Missão já montada, e sem nenhum representante de Madureira. "Nós fomos totalmente ignorados..." afirmou ele recordando os fatos.

Na realidade, entre 1985 à 1987, movimentações de bastidores ocorreram para que o acordo estabelecido em Anápolis não vingasse. Líderes do Norte e Nordeste estavam descontentes com a abertura de congregações de Madureira em suas regiões, algo que era visto na época como um verdadeiro sacrilégio.

A eleição de Alcebiades seria uma forma de deter esse expansionismo. Da eleição de Vasconcelos em 1987, até a suspensão de Madureira em 1989, as negociações foram tensas. Com a morte de Alcebiades em 1988, assume seu vice, o pastor José W. Bezerra da Costa. É justamente com ele que Madureira é desligada da Convenção Geral.

Agora, quase três décadas depois de todas essas controvérsias, o bispo Samuel Ferreira declara seu apoio ao atual presidente da CGADB, o pastor Wellington Júnior. Usa inclusive, a passagem bíblica sobre Abraão e Ló e a briga entre seus pastores, para justificar a nova cisão. Segundo o bispo "Deus livrou de Ló" o pastor Júnior, ou seja, os oponentes da atual diretoria da CGADB eram "incômodos". 

A maior ironia de todas essas histórias de indas e vindas na CGADB, é que na reunião convencional realizada em Salvador (BA), em 1989 para decidir a suspensão de Madureira, esse foi o mesmo argumento utilizado por um dos líderes da Missão. José Wellington pai estava na presidência da CGADB, e Manoel Ferreira no lado oposto. Agora Júnior tem como aliado o filho do Bispo Primaz.

Samuel ressuscitou à sua maneira o discurso. Mas um dia, o Ministério que lidera foi Ló...

Fontes:


ALENCAR, Matriz Pentecostal Brasileira: Assembleias de Deus 1911-2011, Rio de Janeiro: Ed. Novos Diálogos, 2013.

ARAÚJO, Isael. Dicionário do Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.

ARAÚJO, Isael de. José Wellington - Biografia. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

CABRAL, Davi, Assembleia de Deus: A outra face da história. 3ª ed. Rio de Janeiro: Editora Betel, 2002.

DANIEL, Silas, História da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil. Os principais líderes, debates e resoluções do órgão que moldou a face do movimento pentecostal brasileiro, Rio de janeiro: CPAD, 2004.

FAJARDO, Maxwell Pinheiro, “Onde a luta se travar”: a expansão das Assembleias de Deus no Brasil urbano (1946-1980), (Tese de Doutorado em História) Assis-SP: UNESP, 2015.

FERREIRA, Samuel (org.) Ministério de Madureira em São Paulo fundação e expansão 1938-2011. Centenários de Glórias. cem anos fazendo história 1911-2011 s.n.t.

FIDALGO, Douglas Alves. “De Pai pra Filhos”: poder, prestígio e dominação da figura do Pastor-presidente nas relações de sucessão dentro da “Assembleia de Deus Ministério de Madureira”. Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da UMESP.

FRESTON, Paul, Breve história do pentecostalismo brasileiro, In: ANTONIAZZI, Alberto. Nem anjos nem demônios: interpretações sociológicas do pentecostalismo. Petrópolis, RJ: Vozes, 1994.

VASCONCELOS, Alcebíades Pereira; LIMA, Hadna-Asny Vasconcelos. Alcebíades Pereira Vasconcelos: estadista e embaixador da obra pentecostal no Brasil. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

Postado em: 5 de dezembro de 2017 | Por: Ezequiel Neves

Ruptura na CGADB e suas histórias (1ª parte)

As Assembleias de Deus no Brasil estão em polvorosa. O anúncio do desligamento dos pastores Jônatas Câmara (AD Manaus), e Samuel Câmara (AD Belém/PA) foi o assunto mais comentado nos sites e redes sociais. Junto com os irmãos Câmara, os líderes das ADs em Macapá (AP) também divulgaram a mesma decisão.

A decisão dos líderes assembleianos anunciada recentemente, torna-se assim, a maior ruptura denominacional desde a suspensão do Ministério de Madureira em 1989, e é mais um capítulo da história de uma instituição (CGADB), que já nasceu em 1930 sob o estigma da divisão. Divergências sobre o ministério feminino, transferência dos templos e da liderança da Missão Sueca para os brasileiros foram os pontos mais polêmicos da primeira Convenção Geral.

Nem mesmo a história oficial assembleiana disfarça, que ao longo de todos esse anos, a CGADB foi palco dos mais diversos confrontos. Conforme cresciam as ADs, os embates também surgiam com mais força. Jurisdição eclesiástica, rejeição ao uso das mídias (rádio e televisão), formação de novos Ministérios e os dilemas da modernidade, foram alguns assuntos tratados e nem sempre superados com facilidade.

Na política eclesiástica desenvolvida nesses anos, surgiu a polarização entre as igrejas originárias da Missão Sueca e o Ministério de Madureira. No fim da década de 1980, as divergências chegaram ao ápice. Madureira foi suspensa da CGADB, gerando a primeira grande ruptura institucional.

Pastores Ailton, Samuel Câmara e JW da Costa

A suspensão, deu início ao que o historiador das ADs Maxwell Fajardo em seu livro Onde a luta de travar: uma história das Assembleias de Deus chamou de "Era Wellington". Nesse tempo igrejas históricas saíram da Convenção Geral. As ADs em São Cristóvão (RJ) e em Santos (SP), pioneiras em suas regiões por questões teológicas e políticas deixaram de ser representadas na CGADB.

Um ponto que parece ser positivo nesse período, é a recuperação da CPAD. A editora assembleiana por longo tempo apresentava problemas administrativos e financeiros. Hoje, a Casa Publicadora é uma potência, mas por outro lado foi instrumentalizada para garantir a hegemonia dos atuais líderes da Convenção Geral.

Quanto mais o pastor da Igreja-Mãe em Belém e seus aliados lutavam contra o status quo da Convenção Geral, menos visibilidade tinha no Mensageiro da Paz, noCPADNews ou nos programas do Movimento Pentecostal. Assim, ironicamente, a Igreja-Mãe sumiu da própria história recente da CPAD.

Entre os assembleianos, os que amam e acompanham sua rica e acidentada história, há um clima de consternação com mais esse cisma institucional. Para alguns estudiosos da denominação, o desligamento de pastores e convenções já era esperado. Outros interpretam como rebeldia as ações dos pastores do norte.

Mas isso não é tudo. Antigos desafetos aparecem como aliados e citam passagens bíblicas com grande ousadia. Assuntos para a próxima postagem...

Fontes:


ALENCAR, Matriz Pentecostal Brasileira: Assembleias de Deus 1911-2011, Rio de Janeiro: Ed. Novos Diálogos, 2013.

ARAÚJO, Isael. Dicionário do Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.

CABRAL, Davi, Assembleia de Deus: A outra face da história. 3ª ed. Rio de Janeiro: Editora Betel, 2002.

DANIEL, Silas, História da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil. Os principais líderes, debates e resoluções do órgão que moldou a face do movimento pentecostal brasileiro, Rio de janeiro: CPAD, 2004.

FAJARDO, Maxwell Pinheiro, “Onde a luta se travar”: a expansão das Assembleias de Deus no Brasil urbano (1946-1980), (Tese de Doutorado em História) Assis-SP: UNESP, 2015.

FIDALGO, Douglas Alves. “De Pai pra Filhos”: poder, prestígio e dominação da figura do Pastor-presidente nas relações de sucessão dentro da “Assembleia de Deus Ministério de Madureira”. Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da UMESP.

FRESTON, Paul, Breve história do pentecostalismo brasileiro, In: ANTONIAZZI, Alberto. Nem anjos nem demônios: interpretações sociológicas do pentecostalismo. Petrópolis, RJ: Vozes, 1994.

Ruptura na CGADB - detalhes da história

Alguns detalhes sobre a primeira grande ruptura institucional da CGADB, em 1989, sob à presidência do pastor José Wellington Bezerra da Costa devem ser conhecidos. Como já se postou nesse blog, as versões são conflitantes e os interesses para que a primeira grande cisão na Convenção Geral ocorresse foram diversos.

Entre as questões levantadas para a suspensão de Madureira da CGADB, na 29ª Assembleia Geral Extraordinária, realizada em Salvador (BA), estava a velha polêmica sobre a "jurisdição eclesiástica". Na década de 1980, a abertura de novas congregações de Madureira no Norte de Nordeste do Brasil, acirrou os ânimos dos convencionais.

Porém, David Cabral em seu livro A outra face da História, destaca que a nova Mesa Diretora da CGADB resolveu nesse tempo, "reacender as antigas questiúnculas sobre 'jurisdição eclesiástica'". Cabral observa, que tal debate já era obsoleto, pois o Ministério "não possuía um só campo onde não houvessem um ou mais ministérios atuando". Para os líderes na região Norte, tal discussão não era tão obsoleta assim...

Ainda em vida, Paulo Macalão negociava as tensões. Com sua morte em agosto de 1982, as pressões aumentaram sobre o Ministério em um momento de delicada transição. Um dos personagens, que colaborou na época para os descontentamentos, foi o pastor Luiz Gonzaga Medeiros da AD em Carapicuíba (SP). 

Fervoroso defensor do "Ide de Jesus", Gonzaga começou a abrir congregações ligadas ao seu campo eclesiástico por todo o Brasil. Tão identificado ficou o líder paulista com o expansionismo de Madureira, que Manoel Ferreira chegou a dizer que Gonzaga era um "ícone", e que, "Madureira sem o Luiz, não tem história."

Manoel Ferreira (CONAMAD) e José Wellington Bezerra da Costa (CGADB)

Gonzaga, contudo, não era o único líder a desejar a expansão do Ministério. Luiz Fontes, em 1983, fundou a AD de Madureira em Porto Velho, Rondônia. Na mesma década outros trabalhos foram abertos pelo país. Havia também os descontentamentos com obreiros excluídos de outros Ministérios recebidos em Madureira e vice-versa.

Derrotado na CGADB de 1987, na Bahia, Ferreira entrou em rota de colisão com Mesa Diretora da CGADB. Sob sua liderança, os líderes de Madureira reunidos em sua Convenção Nacional ainda em 1987, resolveram "abrir oficialmente" congregações "em todas a capitais e Estados da Federação, onde não os estivessem". Em outra reunião nacional realizada em 1988, na AD em Madureira (RJ), o tema "A marcha da igreja, vencendo os obstáculos sem recuar", já dava uma ideia do posicionamento do Ministério diante da crise.

Criou-se um impasse: Alcebiades foi eleito para deter Madureira; e esta por sua vez resolve enfrentar as determinações da CGADB. José Wellington em sua biografia, comenta que no decorrer da crise, Alcebiades e Manoel Ferreira chegaram a cortar relações. Ferreira por sua vez, em depoimento histórico afirmou o seguinte: "Eu tenho certeza que, se o Alcebiades estivesse vivo, talvez hoje nós estivéssemos na CGADB". Pensava Ferreira e seus aliados numa solução negociada e permanecer na Convenção Geral?

O fim da história é conhecida: Alcebiades Vasconcelos faleceu em maio de 1988, e assumiu seu vice, o pastor José Wellington Bezerra da Costa. Na opinião de Ferreira, se Alcebiades não falecesse, haveria a possibilidade de Madureira permanecer na CGADB. Mas, José Wellington e seus aliados não desejavam isso. 

Na AGE em Salvador votaram pela suspensão de Madureira 1.648 ministros. Oito pastores votaram contra: José Pimentel de Carvalho, Marinésio Soares da Silva, Silas Malafaia, Davi Nobre Rocha e Geremias Couto pela Missão. Nicodemos José Loureiro, Luis Francisco Fontes e Josué de Campos representando Madureira.

E entre os que votaram e exigiram a suspensão de Madureira da CGADB, estava o jovem pastor e sucessor do próprio Vasconcelos na AD em Manaus, Samuel Câmara.

Como se percebeu, a história é longa de cheia de detalhes. Alguns, como diz uma canção "são coisas muito grandes pra esquecer..."

Fontes:


ALENCAR, Matriz Pentecostal Brasileira: Assembleias de Deus 1911-2011, Rio de Janeiro: Ed. Novos Diálogos, 2013.

ARAÚJO, Isael. Dicionário do Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.

ARAÚJO, Isael de. José Wellington - Biografia. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

CABRAL, Davi, Assembleia de Deus: A outra face da história. 3ª ed. Rio de Janeiro: Editora Betel, 2002.

DANIEL, Silas, História da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil. Os principais líderes, debates e resoluções do órgão que moldou a face do movimento pentecostal brasileiro, Rio de janeiro: CPAD, 2004.

FAJARDO, Maxwell Pinheiro, “Onde a luta se travar”: a expansão das Assembleias de Deus no Brasil urbano (1946-1980), (Tese de Doutorado em História) Assis-SP: UNESP, 2015.

FERREIRA, Samuel (org.) Ministério de Madureira em São Paulo fundação e expansão 1938-2011. Centenários de Glórias. cem anos fazendo história 1911-2011 s.n.t.

FIDALGO, Douglas Alves. “De Pai pra Filhos”: poder, prestígio e dominação da figura do Pastor-presidente nas relações de sucessão dentro da “Assembleia de Deus Ministério de Madureira”. Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da UMESP.

FRESTON, Paul, Breve história do pentecostalismo brasileiro, In: ANTONIAZZI, Alberto. Nem anjos nem demônios: interpretações sociológicas do pentecostalismo. Petrópolis, RJ: Vozes, 1994.

Mensageiro da Paz, outubro de 1988. CPAD, RJ.

VASCONCELOS, Alcebíades Pereira; LIMA, Hadna-Asny Vasconcelos. Alcebíades Pereira Vasconcelos: estadista e embaixador da obra pentecostal no Brasil. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

https://admadureiracarapicuibape.weebly.com/nossahistoria.html

Troca da adutora de Italuís começa nesta quarta (06); recomendação é armazenar água


Com mudanças, Sistema Italuís vai levar 30% a mais de água para moradores (Karlos Geromy)
A instalação da nova adutora do Sistema Italuís começa a ser feita às 6h desta quarta-feira (6). São 19 quilômetros de extensão em aço que vão revolucionar o sistema de abastecimento de água em São Luís e colocar fim às interrupções constantes.
Para fazer a troca da estrutura antiga pela nova, o abastecimento será interrompido das 6h desta quarta-feira até as 6h do sábado (9) em 159 bairros da capital.
A recomendação da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) é que os moradores desses 159 bairros economizem e armazenem água para esse período de três dias sem abastecimento.
Essa parada de 72 horas é essencial para fazer a migração do antigo para o novo e segue os padrões nacionais e internacionais. A partir da troca, o abastecimento de água vai melhorar significativamente para 600 mil pessoas nesses 159 bairros.
A interrupção do abastecimento está sendo amplamente informada à população para que os moradores não sejam pegos de surpresa.
“A adutora de 19 quilômetros está finalizada, com água inclusive. Estamos fazendo a parte dos testes”, conta o presidente da Caema, Carlos Rogério.
Ele ressalta que o trabalho é complexo: “A peça que vai entrar para fazer a conexão do sistema atual para o novo, por exemplo, pesa 15 toneladas”.
Mais segurança
Carlos Rogério conta que, nos últimos cinco anos, houve 35 rompimentos na estrutura do Sistema Italuís. O motivo é a estrutura degradada por falta de investimento adequado nas últimas décadas.
Com a nova adutora, esses vazamentos frequentes vão ter fim. Trata-se de 19 km de tubulação de aço mais espesso e seguro. É uma obra de R$ 134 milhões, complexa e de grandes proporções, por isso é necessário fazer a interrupção de 72 horas.
Depois de instalado, o novo sistema vai captar 500 litros a mais por segundo. Isso significa 30% a mais de água para 600 mil moradores.
Abastecimento essencial
Durante a parada de 72 horas, haverá um esquema especial para garantir o abastecimento de água em prédios onde o uso da água é essencial e não pode parar. É o caso dos hospitais, por exemplo. Esse esquema envolve, entre outras coisas, o uso de caminhão-pipa.
Dicas para economizar e usar bem a água:
– Pequenas mudanças de hábitos significam uma grande economia de água. Evite banhos demorados. Feche a torneira enquanto escova os dentes e passa o sabonete. Evite lavar a calçada. Identifique e conserte os vazamentos.

– Instale torneiras com fechamento automático, elas geram economia de até 70%; use lava-roupas e lava-louças na capacidade máxima; reduza o tempo de banho para até 5 minutos e desligue a torneira para passar o sabonete; reutilize a água da máquina de lavar
– Você sabia que uma torneira gotejando gasta 46 litros de água por dia? Fique de olho nas torneiras de sua casa e conserte os vazamentos.
– Use um regador para molhar plantas e evite a mangueira; para lavar o carro, adote um pano úmido em vez de balde; use a vassoura para limpar a calçada.
– Se você tem um poço artesiano em casa, utilize-o com responsabilidade. Assim como o rio, o lençol freático também diminui o nível. Faça uso consciente da água, o desperdício de hoje pode prejudicar o abastecimento amanhã.
– Você sabia que a torneira aberta durante um minuto gasta 3 litros de água? Feche a torneira enquanto escova os dentes ou faz a barba.
Bairros que serão beneficiados pela nova adutora:
ZONA 01
Centro; São Pantaleão; Madre Deus; Goiabal; Codozinho; Vila Bessa; Belira; Lira; Parte da Areinha; Macaúba; Apicum; Camboa; Vila Bangu; Diamante; Vila Passos; Coréia de Baixo; Coréia de Cima;  Sítio do Meio; Alto da Boa Vista; Retiro Natal; Liberdade; Tomé de Sousa; Fé em Deus; Floresta; Retiro Natal e Monte Castelo.

ZONA 02
Apeadouro; Irmãos Coragem; Bairro de Fátima; Bom Milagre; Parque Amazonas; Alemanha; Caratatiua; Vila Ivar Saldanha; Alto da Vitória; João Paulo; Jordoa; Vila Palmeira; Barreto; Túnel do Sacavém; Santa Cruz; Vera Cruz; Cutrim; Radional; Coroado; Parque Pindorama; Parque do Nobres; Redenção; Barés; Filipinho; Sítio Leal; Sacavém; Coheb do Sacavém; Santo Antônio; Vila Conceição; Bom Jesus; Vila dos Frades; Parque Timbira; Alto do Parque Timbira; Primavera; Sítio do Pica Pau Amarelo; Coroadinho.

ZONA 04
São Cristóvão; Tirirical; Solar das Mangueiras; Parque Universitário; João de Deus; Sítio Pirapora; Vila Itamar; Parque Jaguarema; Parque Sielândia; Residencial Canaã; Alameda dos Sonhos; Vila Lobão; Parque Roseana Sarney; Santo Antônio; São Bernardo; Vila Brasil; Cohapan; Jardim São Cristóvão; Residencial João Alberto; Parque Sabiá.

ZONA 05
Alto do Calhau; Calhau; Cohafuma; Conjunto Basa; Ilhinha, Jaracaty; Jardim São Francisco; Loteamento Boa Vista; Loteamento Jaracaty; La ravardiere; Ponta D’Areia; Ponta do Farol; Residencial Novo Tempo; Recanto dos Nobres; Renascença I e II; Residencial Ana Jansen; São Marcos; São Francisco; Vila Conceição I e II; Av. Litorânea; Angelim Velho; Bequimão; Cohajoly; Cohama; Condomínio Villagio Esperança; Conjunto Angelim; Residencial Marfim; Conjunto Boa Morada; Conjunto Vinhais; Eco Villagio; Maranhão Novo; Parte do Primavera;  Turu; Planalto Cohaserma; Planalto Vinhais I e II; Recanto Vinhais; Residencial Jaqueira; Residencial Vinhais II e III; Rio Anil; Vila Fialho; Villagio do Angelim; Vivendas da Cohama; Vinhais Velho; Olho D’água, Parte do Habitacional Turu.

ZONA 06
Jambeiro; Porto da Vovó; Sá Viana Novo; Sá Viana Velho; UFMA; Vila Bacanga; Vila Dom Luís; Vila Isabel; Vila Cerâmica; Vila Primavera;  Vila Embratel; Vila Nova; Bonfim; Vila Verde; Fumacê; Anjo da Guarda; São Raimundo; Alto da Vitória; Gancharia; Vila São Luís; Vila Ariri; Vila Mauro Fecury I e II; Conjunto Taguatur.

PCdoB lamenta a morte de Haroldão


NOTA DE PESAR
Com enorme pesar comunicamos o falecimento do presidente municipal do PCdoB de São Luís, Haroldo Oliveira, o Haroldão, na noite desta segunda-feira (04), vítima de parada cardíaca.
Haroldão iniciou sua militância política e social na igreja católica, por meio da Pastoral da Juventude do Bairro de Fátima, comunidade onde cresceu e viveu.

Haroldo Oliveira foi um dos fundadores do Sindicato dos Ferroviários do Maranhão, maquinista de trem, atuou na organização dos trabalhadores de sua categoria em defesa dos seus direitos, e pela retomada da democracia em nosso País, combatendo a ditadura militar.
Operário, detinha vasto conhecimento cultural, tendo sido um dos principais expoentes e dirigentes da Escola de Samba Marambaia. Atualmente, além de presidente do PCdoB Municipal, Haroldão integrava a direção estadual do partido e foi por várias vezes candidato a vereador em São Luís.
Sua morte representa uma perda inestimável aos comunistas, democratas e à luta dos trabalhadores. Enlutado, o PCdoB se solidariza com a família de Haroldão.

Convenção da Assembleia de Deus no Brasil - De volta ao lar

O dia 02 de dezembro de 2017, entrou para a história das Assembleias de Deus no Brasil. Depois de 33 anos filiado à Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), e de disputar diversas e polêmicas eleições para a presidência da entidade, o pastor Samuel Câmara da AD em Belém do Pará, apresentou ao país a Convenção da Assembleia de Deus no Brasil (CADB).

Para quem não conhece a história recente da denominação, a CADB é fruto de anos de discordâncias de uma boa parte dos pastores ligados à Convenção Geral com os rumos da política eclesiástica da instituição conduzida desde 1988, de forma quase interrupta pelo pastor José Wellington Bezerra da Costa.

Mas, deixando de lado as questões políticas (as quais serão tratadas no blog no seu devido tempo), a CADB nasce com fortes apelos à memória assembleiana. A nova convenção surge justamente onde nasceu as ADs no Brasil. Foi em Belém do Pará, que em 1911, Gunnar Vingren e Daniel Berg fundaram a Missão de Fé Apostólica, posteriormente rebatizada de Assembleia de Deus. A congregação pioneira é chamada de Igreja Mãe, onde tudo começou 106 anos atrás. Todas as outras Igrejas e Ministérios tem nela sua origem. 

CADB: história como legitimação social

A CADB resgata uma velha reivindicação nas ADs, que foi sufocada com a institucionalização da igreja: o ministério feminino. O estatuto da convenção declara, que um dos propósitos da convenção é "Congregar, congraçar e promover o ministério cristão, sem distinção da vocação e chamada divina de homens e de mulheres". Ou seja, a CADB já nasce em sintonia com o desejo de reconhecimento e valorização do ministério feminino, algo que foi negado às mulheres na CGADB de 1930.

Outro ponto de destaque: o informativo oficial da CADB será o jornal Voz da Assembleia de Deus. Em forma digital ou impressa, a intenção do periódico será continuar "a história pioneira" dos jornaisVoz da Verdade, de 1917, e Boa Semente, de 1921, ambos publicados pela AD em Belém. O hino oficial será o de número 144 daHarpa Cristã (“Vem à Assembleia de Deus”). 

A CADB também abrirá representações em todo o Brasil e no exterior se assim precisar. Mas no Rio de Janeiro, a representação será no campo de São Cristóvão, 338, "ponto histórico da primeira sede da convenção e da casa publicadora, desde 1946, na antiga capital do Brasil." Vale lembrar, que a AD em São Cristóvão foi pioneira no Sudeste e mãe de todas as ADs e outras denominações pentecostais na região, e está fora da Convenção Geral desde 2002.

Ainda conforme o estatuto, sugere-se que o tratamento entre os convencionais seja "a palavra IRMÃO, e, no caso de Presidente, IRMÃO-presidente". Nos antigos documentos e periódicos assembleianos, essa era a forma que os crentes assim procediam. Com a institucionalização, o "irmão" desapareceu para dar lugar às nomenclaturas conhecidas (pastor, pastor-presidente, bispo, apóstolo).

O objetivo em tudo isso é claro: buscar legitimação institucional. A CADB não seria mais uma cisão no universo das ADs, e sim a continuação da história e do legado dos pioneiros. Para contrapor-se ao atual modelo de gestão da sua congênere (CGADB), vista como desvirtuada e engessada por décadas, os organizadores da nova convenção "resgataram" aspectos históricos e afetivos caros aos assembleianos.

O estatuto da CADB foi aprovado em um dia mais que simbólico para os evangélicos: 31 de Outubro de 2017, dia da comemoração dos 500 anos da Reforma Protestante e por coincidência dos 60 anos do pastor Samuel Câmara.

Como toda nova organização vista como dissidente, a CADB terá apoios, críticas e vai render ainda muitos comentários nas mídias especializadas e redes sociais. Mas na questão da conquista de mentes e corações, pelo menos na área histórica, o pessoal da CADB fez a lição de casa...

Fontes:


ALENCAR, Matriz Pentecostal Brasileira: Assembleias de Deus 1911-2011, Rio de Janeiro: Ed. Novos Diálogos, 2013.

ARAÚJO, Isael. Dicionário do Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.

ARAÚJO, Isael de. José Wellington - Biografia. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

DANIEL, Silas, História da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil. Os principais líderes, debates e resoluções do órgão que moldou a face do movimento pentecostal brasileiro, Rio de janeiro: CPAD, 2004.

FAJARDO, Maxwell Pinheiro, “Onde a luta se travar”: a expansão das Assembleias de Deus no Brasil urbano (1946-1980), (Tese de Doutorado em História) Assis-SP: UNESP, 2015.

Acesse o estatuto da CADB no site http://portalcadb.com/