A Vara Única de Bequimão realizou, nos dias 12 e 13 de agosto, duas sessões do Tribunal do Júri, sob a presidência da juíza Patrícia Bastos de Carvalho Correia. Os julgamentos envolveram acusações de tentativa de homicídio e homicídio qualificado.
Primeiro julgamento termina com absolvição
Na primeira sessão, o réu João Francisco Castro foi julgado pela acusação de tentativa de homicídio contra José Tereso Boaes, em um episódio ocorrido no dia 3 de janeiro de 2016.
Segundo a denúncia, João Francisco estava em uma festa e teria ingerido bebida alcoólica. Em determinado momento, foi ao banheiro e retornou portando um canivete. Ainda conforme a acusação, ele teria se aproximado de José Tereso e desferido um golpe.
Seguranças que estavam no local tentaram conter o acusado. Durante a ação, o segurança José Almeida também teria sido atingido por um golpe de canivete na região da barriga, sofrendo lesão corporal grave.
Pessoas que participavam da festa conseguiram imobilizar João Francisco até a chegada da polícia.
Durante seu depoimento, o réu afirmou que as acusações eram verdadeiras, mas declarou não se lembrar exatamente dos acontecimentos.
Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença decidiu pela absolvição de João Francisco Castro.
Segundo julgamento termina com condenação
Na segunda sessão do Tribunal do Júri, o réu Ricardo Miller Almeida foi julgado pela participação na morte de Júlio César Costa Martins, ocorrida em 10 de dezembro de 2024.
De acordo com a denúncia, Ricardo Miller teria participado do crime juntamente com outras duas pessoas. Júlio César, que tinha esquizofrenia, foi morto com disparos de arma de fogo.
O grupo também teria tentado matar Weberth Barros Sá. Conforme os autos apresentados no julgamento, Weberth estava em uma residência no bairro Cidade Nova quando três homens armados chegaram ao local.
Suspeita de que a vítima foi confundida
Segundo a denúncia, os homens teriam invadido a residência e efetuado diversos disparos contra Weberth. Mesmo ferido, ele conseguiu fugir.
Em seguida, os acusados teriam ido até outra residência, onde estava Júlio César Costa Martins. A vítima teria sido ameaçada, agredida e posteriormente atingida por diversos disparos de arma de fogo.
Ainda segundo a acusação, após a execução, um dos envolvidos teria dito: “Matamos a pessoa errada”, indicando que a vítima teria sido confundida com o alvo pretendido.
O Conselho de Sentença considerou Ricardo Miller Almeida culpado. A pena definitiva foi fixada em 25 anos e 11 meses de prisão.
Tribunal do Júri em Bequimão
Os dois julgamentos realizados pela Vara Única de Bequimão tiveram resultados distintos: em um caso, houve absolvição; no outro, condenação a 25 anos e 11 meses de prisão.
As decisões foram tomadas pelo Conselho de Sentença durante as sessões do Tribunal do Júri.

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