Postado em: 11 de maio de 2026 | Por: Ezequiel Neves

TJMA vence Prêmio CNJ Memória 2026 com projetos de preservação histórica

 


O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) reafirmou seu compromisso com a preservação histórica ao vencer duas categorias do prestigiado Prêmio CNJ Memória do Poder Judiciário 2026. O anúncio ocorreu durante o VI Encontro Nacional de Memória, realizado em Belém (PA), entre os dias 5 e 8 de maio de 2026.

​A premiação do Conselho Nacional de Justiça reconhece as melhores práticas de difusão e valorização do patrimônio institucional no país. O TJMA foi representado pelos servidores Christofferson Melo Cunha de Oliveira (historiador) e Lucas Monte Verde Silva (arquivista).

​Projetos Vencedores: Escrita e Resgate Étnico-Racial

​A atuação do Judiciário maranhense foi premiada em frentes distintas, mas que se unem pelo rigor técnico e valor social:

​1. Patrimônio Cultural Museológico

​Vencido em parceria com os tribunais de Minas Gerais, Pernambuco e Alagoas, o projeto “Ao correr da pena: a escrita no mundo e no universo judicial” explorou a evolução dos registros jurídicos.

  • Destaques do acervo: O TJMA contribuiu com o Inventário da Indígena Gertrudes (1772) — um dos mais antigos do Brasil — e o curioso caso do Sumário Crime contra Anna Batata (1880).

​2. Especial Escravidão e Liberdade

​O TJMA fez história ao ser o primeiro tribunal brasileiro a vencer nesta categoria com a obra “Derradeiras Vontades: testamentos dos ex-escravizados no Maranhão (1765-1831)”.

  • O Trabalho: Desenvolvido pelo Museu do TJMA, o projeto transcreveu 50 testamentos que revelam as dores, afetos e estratégias de sobrevivência da população negra maranhense nos séculos XVIII e XIX.
  • ​“Essa premiação é o reconhecimento de um trabalho voltado para a preservação do nosso acervo histórico. Garantimos aos pesquisadores o acesso às fontes materiais sobre temas relevantes para nossa história.”

    Desembargador Lourival Serejo, Presidente da Comissão de Memória do TJMA à época da execução.


    ​A Importância Social da Memória Judicial

    ​Para a coordenadora do Museu do TJMA, Cíntia Andrade, a obra sobre os testamentos de ex-escravizados resgata trajetórias que foram historicamente silenciadas. "O trabalho dá visibilidade a vozes apagadas, mostrando a presença ativa dessas pessoas na formação da sociedade maranhense", destaca.

    ​Ao transformar documentos jurídicos em ferramentas de conhecimento humano e direitos sociais, o TJMA aproxima a justiça da cidadania e fortalece a identidade cultural do estado.

    ​Acesse o Acervo Online

    ​A publicação vencedora integra a Coleção Documentos Históricos do Poder Judiciário Maranhense e está disponível para download gratuito.

    ​👉 Clique aqui para acessar o Portal da Memória do TJMA e conhecer os testamentos na íntegra.

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