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A Polícia Civil do Maranhão deu um passo contundente na investigação envolvendo o deputado federal e presidente estadual do partido Solidariedade, Ribeiro Neto. Neste domingo (17), a Delegacia Especial da Mulher de São Luís encaminhou à Justiça um pedido de mandado de busca e apreensão e de medidas protetivas de urgência contra o parlamentar.
Ribeiro Neto é investigado por supostos crimes de:
- Lesão corporal
- Ameaça e injúria
- Estupro de vulnerável no contexto de violência doméstica
A denúncia foi formalizada pela esposa do deputado, de 27 anos, após o registro de um boletim de ocorrência que detalha um histórico de abusos ao longo de nove anos de relacionamento.
O Relato da Vítima: Histórico de Controle e Ameaças
De acordo com o depoimento prestado às autoridades, a vítima relatou uma sequência de episódios de violência física, psicológica e patrimonial. Ela afirmou que o parlamentar mantinha um comportamento excessivamente controlador, monitorando seus passos por meio de terceiros.
Em um dos relatos mais graves, a mulher descreveu que o investigado chegou à residência do casal, localizada na Chácara Itapiracó, exibindo uma arma de fogo diante dela e da filha de apenas quatro anos. Na ocasião, o deputado teria dito que ela "iria sofrer" e que, mesmo permanecendo viva, seria uma "morta-viva".
Acusações de cárcere privado e estupro de vulnerável
O boletim de ocorrência também traz detalhes sobre um episódio ocorrido após uma discussão no último dia 7:
A vítima declarou ter sido levada pelo investigado ao Motel Aquarium, onde foi obrigada a ingerir uma garrafa inteira de vinho. Sem condições de oferecer resistência, ela relatou ter sido submetida a um ato sexual — fato que a Polícia Civil agora investiga como estupro de vulnerável.
Após o ocorrido, ela afirma ter permanecido incomunicável por mais de 48 horas, impedida de sair de casa ou de manter contato com seus familiares. Em outra situação recente, ao tentar reaver um objeto pessoal, a mulher teria sofrido novas lesões corporais no braço.
O que a Polícia Civil pede à Justiça?
Diante da gravidade dos relatos e no âmbito da Lei Maria da Penha, os investigadores solicitaram as seguintes medidas judiciais contra Ribeiro Neto:
- Apreensão da arma de fogo mencionada no depoimento.
- Suspensão do porte de arma do deputado.
- Afastamento imediato do lar e proibição de contato com a vítima, familiares e testemunhas.
- Devolução de aparelhos eletrônicos da esposa, que teriam sido retidos pelo parlamentar.
O Outro Lado: Deputado Ribeiro Neto nega as acusações
Após a repercussão do caso, o deputado federal divulgou uma nota pública para se posicionar sobre as denúncias. No comunicado, o parlamentar alegou que tomou conhecimento das acusações apenas por meio da imprensa e de redes sociais, afirmando que ainda não foi notificado oficialmente pela Justiça.
Ribeiro Neto classificou o episódio como um "momento delicado de ordem familiar" decorrente do processo de separação do casal, pedindo respeito à intimidade, especialmente visando proteger a filha menor de idade.
O presidente do Solidariedade no Maranhão negou veementemente qualquer prática de violência, sustentando que parte das informações divulgadas não corresponde à realidade. Ele informou que sua defesa está reunindo provas para esclarecer os fatos pelas vias legais e que poderá adotar medidas judiciais contra o que considera conteúdos ofensivos à sua honra e imagem.

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