Os 25 novos juízes e juízas do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), aprovados no último concurso público, já estão vivenciando a rotina das unidades judiciárias na Comarca da Ilha de São Luís. Esta etapa fundamental marca a transição entre o conhecimento teórico e a atuação direta no Judiciário maranhense.
Sob a supervisão de magistrados experientes, os novos integrantes da carreira realizam audiências de instrução e custódia, sessões de júri popular, além de despachos e decisões interlocutórias.
O VIII Curso de Formação Inicial da ESMAM
A atividade faz parte do VIII Curso de Formação Inicial para Juiz Substituto, realizado pela Escola da Magistratura do Maranhão (ESMAM). Com uma carga horária de 168 horas, o objetivo é desenvolver competências profissionais tanto na esfera jurisdicional quanto gerencial.
"O foco é oferecer uma visão macro e sistêmica da estrutura organizacional do TJMA, preparando o juiz substituto para os desafios do 1º Grau", destaca a organização do curso.
Experiência Prática nas Diversas Competências
A formação abrange uma ampla gama de especialidades para garantir que os magistrados estejam prontos para as comarcas de vara única no interior. Atualmente, os juízes atuam em:
- Tribunal do Júri e Central de Inquéritos;
- Juizados Especiais;
- Varas Cíveis, Criminais e de Entorpecentes;
- Fazenda Pública, Família e Violência Doméstica.
A coordenadora geral do curso, Jaqueline Reis Caracas, explica que essa vivência diária é crucial. Antes de assumirem suas comarcas definitivas no interior do estado, onde lidarão com todas as competências judiciais de forma simultânea, eles precisam dominar o fluxo de gestão de cada unidade especializada.
Visão dos Novos Magistrados e Supervisores
Para os novos juízes, o período é de adaptação e segurança. Eduardo Santiago Rocha, aprovado no certame, reforça a diferença entre os mundos: "Uma coisa é o campo teórico; outra é a prática. As orientações baseadas na experiência dos supervisores são enriquecedoras".
O sentimento é compartilhado por Guilherme Suminski, que destaca o aprendizado na confecção de minutas e na gestão de unidades. Já a juíza Talita Camilo afirma que essa vivência dará a segurança necessária para o trabalho nas comarcas do interior.
Aprendizado Mútuo
A troca de experiências também beneficia quem ensina. O juiz Flávio Roberto Ribeiro Soares (6ª Vara Criminal) pontua que os questionamentos dos novos colegas contribuem para o aprimoramento dos próprios supervisores.
Já a juíza Alice Prazeres Rodrigues (16ª Vara Cível) lembra que, embora os novos juízes já possuam vasta bagagem jurídica — muitos vindos de cargos como delegados, promotores e procuradores —, a fase atual entrega a parte instrumental e de gestão necessária para o sucesso na magistratura.
Próximos Passos
As atividades de prática supervisionada seguem até o dia 21 de maio. Após este período, os magistrados estarão aptos a entrar em exercício em suas respectivas comarcas, levando consigo o compromisso de pacificação social e eficiência administrativa para todo o Maranhão.


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