A direita brasileira acaba de sofrer um abalo sísmico vindo de dentro. O deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ), outrora um dos aliados mais ferrenhos do ex-presidente, subiu o tom em uma crítica que está sacudindo as redes sociais. Em um desabafo contundente, o parlamentar descreveu o movimento conservador atual como um "culto" e alertou para os riscos de uma derrota iminente em 2026.
Críticas à "Monarquia" Bolsonaro
Para Otoni, a liderança do clã Bolsonaro ultrapassou os limites da política democrática. O deputado afirmou que a família do ex-presidente age como se vivesse em uma monarquia, onde a lealdade pessoal vale mais do que o debate de ideias.
“Ao invés de Jesus, você diz Bolsonaro. Se esqueceram que estamos em uma democracia”, disparou o deputado.
Os pontos principais do desabafo:
- Arrogância e Isolamento: Otoni aponta que a cúpula do movimento se fechou em uma bolha de soberba.
- O "Culto" à Personalidade: A substituição de valores ideológicos ou religiosos pela figura de um único homem.
- Risco Eleitoral: O deputado foi categórico: se a direita não descer do salto e abrir o diálogo com outros setores, o PT vencerá as eleições de 2026.
O que isso significa para 2026?
A fala de Otoni de Paula não é apenas um desabafo isolado, mas o sintoma de uma fragmentação na base que apoiava o ex-presidente. Se figuras influentes e com diálogo direto com a base evangélica começam a se afastar, a estratégia da "unidade absoluta" em torno do sobrenome Bolsonaro pode estar com os dias contados.
Para o parlamentar, a única chance de a direita retornar ao poder é abandonando o radicalismo e o comportamento messiânico para focar em uma política de coalizão.

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