Postado em: 4 de abril de 2019 | Por: Ezequiel Neves

DEMANDAS DO MAGISTÉRIO | Sindeducação recebe a visita do deputado federal Eduardo Braide


A Direção do Sindeducação recebeu visita do deputado federal, Eduardo Braide. O parlamentar foi ao sindicato dialogar sobre as diversas demandas do Magistério que tramitam na Câmara Federal, e para discutir o cenário de caos que tomou conta da Educação Pública da Capital.
A presidente do Sindeducação, professora Elisabeth Castelo Branco, agradeceu a disposição do deputado em dialogar sobre as demandas dos educadores, principalmente, em um momento em que a administração municipal se recusa a dialogar com o professorado ludovicense. “No movimento político que trilhamos, devemos buscar diálogo com aqueles que podem encaminhar as demandas do Magistério” apontou.
Durante a conversa, a professora pediu apoio na luta contra a Reforma da Previdência (PEC 6/2019), que se aprovada, modifica totalmente a aposentadoria dos professores, aumentando tempo de contribuição e idade. Os professores, que hoje podem se aposentar aos 55 anos e com 30 anos de contribuição, passarão a ter o direito apenas com 60 anos de idade. Para as professoras, a proposta é ainda mais cruel, elas terão de trabalhar mais 10 anos, passando de 50 para 60 anos de idade, e contribuir ao longo de 30 anos para conquistar a tão sonhada aposentadoria, hoje são 25 anos.
As dirigentes sindicais também solicitaram apoio e posicionamento do parlamentar sobre outras propostas em tramitação no Congresso Nacional de interesse prioritário da Educação, do setor público, e dos movimentos sociais.
Projetos de Lei como o PLS 409/16, que flexibiliza o reajuste anual dos pisos salariais nacionais, como o do magistério público da educação básica. Nessa proposta, de autoria do senador Dalírio Beber (PSDC-SC), é dado ao gestor público a opção de reajustar os salários pela inflação acumulada dos últimos 12 meses ou pela taxa de crescimento das receitas tributárias próprias somadas às transferências oficiais recebidas no exercício anterior.
projeto de lei da chamada Escola Sem Partido (PL 7180/2014), deputado Marcos Rogério (DEM-RO),derrotado em 2018, novamente apresentado, agora pela deputada Bia Kicis (PSL/DF), sob o número246/2019, que propõe assegurar aos estudantes o direito de gravar as aulas, a fim de permitir “a melhor absorção do conteúdo ministrado” e de viabilizar o pleno exercício do direito dos pais ou responsáveis de ter ciência do processo pedagógico e avaliar a qualidade dos serviços prestados pela escola. Na verdade, a legalização da censura pedagógica e fiscalização do professor.
Os PL´s 5.985/16, 5.336/16, 9.164/17, que tratam da inclusão de disciplinas de Educação Moral e Cívica, Teoria de Criação e Estudo da Bíblia Sagrada na educação básica. PL 7.420/06, sob a Lei de Responsabilidade Educacional; PL 6.114/06, da Certificação de Professores (ENAMEB); PL 6.847/17Conselho de Pedagogos; PL 5.054/16, Residência Docente; PL 3.179/12, Educação Domiciliar; PL 3.821/15, Lei “Fura Greve”; PL 3.879/15, Merenda Escolar; PL 8.812/17, Placa IDEB na porta das escolas;PLS 116/17, Fim da Estabilidade no servidor público; PL 272/16, Enquadramento de Movimentos Sociais na Lei antiterror; e a PLC 78/18, Entrega do Pré-Sal às multinacionais.
Eduardo Braide sinalizou positivamente para as demandas apresentadas, e frisou que o compromisso do seu mandato é com a população. “Os profissionais do Magistério, trabalhadores que possuem relevada importância na formação da sociedade, devem prosseguir contando com a nossa voz, agora, na Câmara Federal”, frisou.
Ainda de acordo com o parlamentar, a Educação Pública é construída com base no ambiente democrático e de formador de opinião. “Censurar o Magistério é censurar a sociedade”, completou Braide.
Eduardo Braide foi o deputado federal mais votado em São Luís nas últimas eleições. O parlamentar obteve 131.153 mil votos, que correspondem a 5,80% dos votos da Capital. O segundo mais votado foi o deputado estadual Duarte Júnior.
CAOS NA EDUCAÇÃO – Também durante a conversa, o Sindeducação apresentou relatório das visitas realizadas recentemente. Em apenas uma semana, o sindicato constatou um total de 10 escolas em condições precárias, destas, várias fechadas e interditadas, em reformas parciais com aparência de abandono, dentre outros.
“O que percebemos é que não há o compromisso de gestão dos recursos recebidos na estruturação da Rede Escolar”, frisou a sindicalista. A professora também pediu apoio para a cobrança pública de nomeação dos aprovados no último concurso público.
Eduardo Braide se comprometeu a fazer um discurso na Câmara Federal em defesa dos direitos dos professores, e da educação pública.
APOIO PARLAMENTAR – Na última sexta-feira, dia 22, a professora Elisabeth aproveitou a presença de diversos parlamentares no Dia Nacional de Luta contra a Reforma da Previdência, e solicitou apoio para as demandas dos Educadores. A sindicalista pediu apoio ao Senador Weverton Rocha e ao Deputado Federal Márcio Jerry. “Foi um momento para falar da reforma da previdência, mas também sobre a destinação de percentuais dos precatórios do FUNDEF para a categoria de professores, além da Medida Provisória 873/2019, que impede a organização dos sindicatos e afronta a Constituição Federal, limitando a liberdade de associação e autodeterminação dos cidadãos”, pontuou.
Outro parlamentar presente foi o vereador Honorato Fernandes. As dirigentes do Sindeducação pediram apoio para resolução dos problemas da Rede de Ensino municipal, devastada pelo caos patrocinado pela SEMED. “Vamos apresentar, ao vereador, o panorama da falta de estrutura e o fechamento das escolas municipais, que está prejudicando o aprendizado das crianças e adolescentes. Enviaremos ao parlamentar, um relatório e mapeamento das escolas, provando o descaso da Prefeitura com a educação”.
Cobrei dos parlamentares o apoio a nossas causas. Precisamos pressionar os deputados federais e senadores para nos apoiar nessa luta” finalizou a presidente.

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