Postado em: 13 de dezembro de 2018 | Por: Ezequiel Neves

Maduro diz que Bolsonaro e Trump conspiram sua morte

Presidente da Venezuela também incluiu Hamilton Mourão e Iván Duque, da Colômbia, em suposto plano

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou nesta quarta-feira (12) o assessor de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton, de arquitetar um plano para assassiná-lo, um complô que também envolveria Brasil e Colômbia.
– Hoje venho outra vez denunciar o complô que preparam na Casa Branca para violentar a democracia venezuelana, para me assassinar e para impor um governo ditatorial na Venezuela– acusou Maduro em entrevista coletiva realizada em Caracas.
Maduro disse que "conspiradores" escolheram Bolton, um dos principais assessores do presidente americano, Donald Trump, como "chefe do complô". O plano teria como objetivo promover um intervenção militar estrangeira na Venezuela, um golpe de Estado, assassiná-lo e impor um conselho de governo transitório no país.
Segundo Maduro, Bolton teria atribuído ao presidente eleito Jair Bolsonaro algumas missões que fariam parte deste plano durante a visita realizada pelo assessor ao Rio de Janeiro em novembro.
A parte de Bolsonaro no complô, conforme Maduro, seria realizar "provocações militares" na fronteira entre Brasil e Venezuela. No entanto, ele não explicou o que seriam as supostas "provocações".
– Hamilton Mourão fala todos os dias como um 'presidente paralelo' no Brasil. Todos os dias fixa a pauta do que vai ser a política desse governo. Todos os dias diz que vai invadir a Venezuela, que o Brasil vai utilizar suas forças militares. É louco! – afirmou Maduro.
Mesmo sem mostrar provas ou evidências, Maduro afirmou que o plano de Bolton para assassiná-lo já está em desenvolvimento e, por isso, várias forças mercenárias e paramilitares estão sendo treinadas na Colômbia.
– O governo de Iván Duque não quer relações diplomáticas, políticas ou de comunicação com o governo legítimo da Venezuela. Ele é cúmplice do plano de Bolton para trazer a violência ao nosso país. Nossas Forças Armadas têm que estar preparadas – denunciou.
Segundo o líder chavista, um grupo paramilitar, batizado como G8, estaria treinando na província colombiana de Norte de Santander. No entanto, não há dados ou materiais que comprovem a existência do grupo.
– Estão treinando 734 mercenários, entre colombianos e venezuelanos, para, em qualquer momento, realizarem ataques a unidades militares na fronteira e iniciar uma escalada de violência para confundir a opinião pública e justificar qualquer outra ação militar contra a Venezuela – declarou o presidente.
*Com informações da Agência EFE via Pleno News

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