O assassinato de um político cristão fulani, no Mali, que ocorreu no mês de novembro, continua sendo um mistério. Os moradores da vila onde ocorreu o crime suspeitam de uma “agenda islâmica”. Moussa Issah Bary, de 47 anos, era vice-prefeito de Kerana, cidade próxima à fronteira com Burquina Faso. Ele foi morto a tiros por seis homens não identificados, que estavam dirigindo motocicletas.
O cristão deixou a esposa e oito filhos. O assassinato de Bary aconteceu poucos dias antes das eleições municipais. Ele era um exemplo raro, pois era cristão e ao mesmo tempo membro da tribo Fulani. Os fulanis normalmente são conhecidos por cometer atrocidades e já foram reconhecidos como uma das principais milícias mortais do mundo.
Essa perda causou muita tristeza entre os cristãos, fez aumentar o medo e as preocupações em relação à vulnerabilidade da igreja no país. Cristãos fulanis de outras nações que conheciam Bary também estão apreensivos. Até agora não houve nenhuma reivindicação do crime por grupos extremistas. “Não sabemos se a morte dele foi por causa de sua fé ou se houve motivação política”, conclui um dos colaboradores da Portas Abertas.
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