Postado em: 17 de março de 2018 | Por: Ezequiel Neves
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| Moto recuperada. |
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DIREITOS HUMANOS | Decisão de juiz maranhense é citada em tese de doutorado da UERJ
Uma decisão proferida pelo juiz Clésio Coelho Cunha (auxiliar da comarca da Ilha de São Luís), na qual indeferiu ação contrária à criação do Conselho Estadual dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais do Maranhão, recebeu uma citação em tese de doutorado na Universidade Estadual do Rio de Janeiro. A tese foi intitulada “O Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção de Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (CNCD/LGBT): entraves e possibilidades de participação na elaboração e implementação de políticas públicas”, de autoria de Adriana Marques Aidar, que destacou em uma de suas páginas a decisão do Judiciário maranhense.
“No caso do conselho estadual do Maranhão, o que se verificou foi a tentativa de um advogado, via ação popular, de anular a criação do conselho. Afirmava o autor, entre outras coisas, que a agenda do movimento LGBT, assim como o gayzismo, ostentam hoje nítido caráter ideológico – de reengenharia comportamental a ser implementada por meio de políticas públicas – com indisfarçável ligação com partidos políticos e movimentos de esquerda”, explanou a tese.
“Deontologicamente, o governo estadual, enquanto entidade de um estado democrático de direito, tem o dever de proteger os direitos humanos e toda a sua população. Sendo a população LGBT alvo de discriminação específica, cabe ao governo estadual cumprir a lei nº 10.333/2015 e não só manter, mas fortalecer o Conselho Estadual dos Direitos LGBT”, relatou o trecho da decisão colocado pela doutoranda.
E seguiu: “Cidadãos brasileiros pagam impostos indiferentes de sua orientação sexual ou de gênero. Semelhantemente, este país deve garantir que todos os seus cidadãos tenham acesso à equidade democrática, quer dizer, que sejam alcançados por políticas públicas adequadas às suas específicas condições e necessidades. O Brasil é um país que goza de diversidade em sua população e laicidade enquanto princípio constitucional. O desacordo de religião A ou B com a vivência enquanto indivíduo LGBT nada tem a ver com o negócio estatal”.
O CASO – Na época, o pedido de nulidade da criação do Conselho foi interposto pelo advogado Pedro Leonel Pinto de Carvalho, alegando “ato lesivo” ao erário com a implantação de políticas públicas em defesa dos direitos de gays, lésbicas, bissexuais e transgênero. O conselho foi criado em meados de 2015, com vinculação à Secretaria de Direitos Humanos. O autor da ação alegou privilégios a apenas um setor da sociedade.
Ao negar prosseguimento à ação, o juiz Clésio Coelho destacou, entre outras coisas, que o autor popular não convenceu em seus argumentos de suposta lesão ao dinheiro público na criação do conselho. “Pelo contrário, a criação do Conselho Estadual LGBT, longe de configurar lesão à moralidade administrativa e aos interesses da coletividade, como afirmado pelo autor popular, está em consonância com o Estado Democrático de Direito, encampado pela ordem constitucional vigente”, disse Clésio, sentenciando que a melhor medida da qualidade democrática de uma nação é a forma com a qual o aparato estatal protege e salvaguarda os direitos das suas minorias.
SEMA discute os avanços e desafios durante a Semana da Água
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMA) realiza, de 19 a 23 de março, nas cidades de Codó e Imperatriz, a Semana da Água, com o tema “Avanços e Desafios da Gestão das Águas”.
O evento tem por objetivo discutir os avanços e desafios da gestão das águas no Estado a partir da Política Estadual de Recursos Hídricos (PERH), bem como mostrar os programas que a Secretaria vem executando, com enfoque no gerenciamento e conservação dos mananciais estaduais. Além disto, visa também dirimir dúvidas sobre a regularização pelo uso de águas superficiais e subterrâneas, tendo como eixo de discussão a Outorga de Direito de uso de Recursos Hídricos, instrumento da PERH.
Nos dias 19 e 20, a programação será em Codó. Dias 22 e 23 será em Imperatriz. Na programação constam temas como: Implementação e desenvolvimento de Programas voltados para o Gerenciamento e Conservação dos Recursos Hídricos Estaduais; 14 anos da Política Estadual de Recursos Hídricos; Rio Itapecuru e Tocantins: contexto socioeconômico, ambiental e ações estratégicas para sua preservação; e vários outros, assim como capacitação sobre Outorga de Direito de Uso dos Recursos Hídricos e aspectos legais e técnicos.
SANTA INÊS | Diretoria do Fórum reúne-se com Diretoria de Segurança Institucional do TJ
A juíza Luciany Cristina Ferreira, titular da 2ª Vara e diretora do Fórum de Santa Inês, esteve reunida nesta quinta-feira (15), no Fórum local, com a equipe da Diretoria de Segurança Institucional do Tribunal de Justiça do Maranhão (DSI/TJMA), para discutir medidas e procedimento de segurança a serem adotados no prédio que abriga o Fórum de Santa Inês. A comitiva da DSI foi composta pelo Capitão Renan Nascimento, Capitão Willame Dias, Sargento Zedequias Bezerra, eSargento Gesinaldo Costa.
Em relação aos procedimentos na segurança do prédio, a equipe orientou a segurança privada e os policiais militares sobre o controle de acessos de entrada e saída às dependências do Fórum Desembargador João Miranda Sobrinho, que abriga quatro varas e o Juizado Especial Cível e Criminal. A Comarca de Santa Inês pertence ao Polo de Bacabal e tem como termo judiciário o município de Boa Vista do Maranhão.
DSI - Entre as atividades da Diretoria de Segurança Institucional está o recolhimento de armas em fóruns de todo o Estado. Recentemente, o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) passou a ter, a partir de 2018, sua gestão de segurança institucional unificada em apenas uma diretoria: Diretoria de Segurança Institucional e Gabinete Militar.
A inclusão do Gabinete Militar à Diretoria de Segurança foi autorizada pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos, através da Resolução GP nº 89/2017.
FERIADO | Fórum em São José de Ribamar não terá expediente na próxima segunda-feira (19)
O Fórum de São José de Ribamar, termo judiciário da Comarca da Ilha de São Luís,terá o expediente suspenso na próxima segunda-feira (19). De acordo com a portaria assinada pelo juiz Celso Orlando Júnior, titular da 1ª Vara Cível e diretor do Fórum, a data refere-se ao dia consagrado a São José, padroeiro do Maranhão e da cidade de São José de Ribamar.
O feriado municipal pela passagem do Dia de São José foi instituído pela Lei Municipal 343, de 15 de dezembro de 1997, que dispõe sobre os feriados municipais da localidade. Para a suspensão do expediente, o magistrado levou em consideração o artigo 2º da Resolução TJMA n.º 64/2017, que relaciona os dias em que não haverá expediente nos órgãos do Poder Judiciário do Estado do Maranhão.
Versa o parágrafo 2º do artigo 83 do Código de Divisão e Organização Judiciárias, que serão feriados forenses os sábados, feriados nacionais, segundas e terças-feiras de Carnaval, quintas e sextas-feiras Santas e o dia 8 de dezembro. São considerados feriados, também, os declarados em lei do Município.
Também pelo Ato nº 1664/2012, não há expediente forense quando de feriados definidos em lei municipal. E no art. 6º fica claro que os pontos facultativos instituídos pelo Poder Executivo não obrigam a observância pelo Judiciário. Conforme estabelece o artigo 7º do mesmo documento, é determinado que nos dias em que não houver expediente forense deverá funcionar o Plantão Judiciário.

